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De capitão pra capitão: encontro de gerações do Fast Clube conta a quebra do jejum do Tricolor

O CRAQUE promoveu o encontro dos capitães dos dois últimos títulos do Rolo Compressor no futebol profissional do Amazonas. O ídolo Antônio Piola e o craque Roberto Dinamite falam sobre o poder da liderança 16/11/2015 às 11:07
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Roberto Dinamite e Antonio Piola
Denir Simplício Manaus (AM)

Ser capitão  é bem mais que participar de um cara ou coroa ou usar uma abraçadeira... é saber liderar, apontar a vitória ou sofrer com a derrota, servir de espelho para seus comandados e levá-los à glória. Características essas encontradas em dois capitães de épocas diferentes do futebol Baré: Antônio Piola, ídolo do Fast Clube na campanha do bicampeonato de 1970/71, e Roberto Dinamite, craque do Tricolor de Aço na quebra do jejum de 44 anos sem títulos do Rolo Compressor. Os   líderes natos falam da responsabilidade da liderança e das dificuldades em comandar seus esquadrões rumo ao triunfo eterno.

Adeus jejum

A torcida fastiana passou exatos 16.082 dias sem saborear o gosto de um título no futebol profissional do Amazonas. Antes do feito da jovem equipe tricolor, no dia 30 de outubro  passado, quem teve a honra de dar a volta olímpica foi o fantástico time dos irmãos Piola, Marialvo, Pompeu, Adinamar e Cia.

Mesmo sem usar a abraçadeira na decisão contra a Rodoviária, no antigo Vivaldão, no dia 20 de outubro de 1971 – Edson Piola foi o capitão na final -, Antônio Piola por diversas vezes exerceu a função e liderou o Rolo Compressor em vários duelos na campanha do penúltimo título do clube. Aos 70 anos, o ex-craque falou da felicidade da conquista da Copa Amazonas de 2015 e, consequentemente, da quebra do jejum de 44 anos.

“Fiquei muito feliz com o título. Infelizmente, não pude ir à final para acompanhar o nascimento da minha primeira netinha. Mas adorei por ela ter nascido justamente no dia do título” comemorou  Piola, apontando como deve proceder um verdadeiro líder.

“Os atletas têm de ter confiança em seu capitão. E para um capitão passar essa confiança ele tem de ser um profissional na acepção da palavra, em suas atitudes e, dentro de campo, se impor como bom jogador. Então todos olham para o capitão como um espelho, e essa responsabilidade ele passa para o restante do time”, disse.

Atento às palavras do ex-capitão, Roberto Dinamite, que liderou os garotos do Rolo Compressor na conquista histórica, apoiou Antônio Piola e acrescentou: “É difícil  você ser um líder. Você tem de ser exemplo para os mais jovens, principalmente nessa equipe, que tem uma base de meninos de 19 a 20 anos. E com um pouco de experiência que eu adquiri no futebol procurei ser esse líder. Ser esse espelho que o professor Piola mencionou”, comentou Dinamite, que atuou por sete temporadas no futebol do exterior.

Lembranças do capitão

Oriundo de uma família de craques, Antônio Piola se orgulha de ter liderado a seleção do amazonas no massacre de 7 a 2 sobre a seleção do Pará nos anos 1970. Nas contas do ídolo fastiano, uma das maiores goleadas no duelo entre os dois estados. Piola afirmou que a vitória sobre os rivais do Pará é a sua melhor lembrança como capitão.

“A maior lembrança que eu tenho como capitão foi na seleção amazonense que nós ganhamos do Pará por 7 a 2, isso eles estão entalados até hoje e nunca vão tirar essa goleada nossa, no estádio Vivaldo Lima”, disse Piola, lembrando com riqueza de detalhes como recebeu a taça das mãos do governador da época

“Lembro que o Limongi ainda era vivo (Flaviano Limongi), o melhor presidente da Federação Amazonense que nós tivemos, e que ele havia convidado o governador do Estado, João Valter, para dar o ponta pé inicial na partida. O governador tocou a bola pra mim e depois, no final do jogo ele veio entregar a taça pra mim. Esse foi um momento marcante, porque no meio da seleção amazonense dos melhores jogadores daquela época pra jogar contra a seleção paraense eu fui escolhido pra ser o capitão. Pra mim foi uma honra muito grande e uma responsabilidade muito grande também. Pois eu tinha de liderar os verdadeiros craques do Amazonas naquela altura”, finalizou o ídolo tricolor.    

Dinamite "explodiu" com o jejum

Aos 29 anos, Roberto Dinamite ainda não havia sentido a emoção de erguer a taça como campeão definitivo no Amazonas. Em 2013, quando atuou pelo Nacional, o meia chegou a receber a taça de campeão do 2º turno do Barezão daquele ano. Em sua segunda temporada no Tricolor, o jogador falou da alegria em quebrar o longo tabu no Fast Clube.

"Tinha essa noção de que era um momento histórico para o Fast. Foi uma felicidade muito grande pra mim. Uma sensação de dever cumprido, de uma vitória pessoal. Sabia da carência da diretoria, do clube e dos torcedores por esse título e graças a Deus nós conseguimos fazer esse trabalho a curto prazo e tiramos o clube desse jejum de 44 anos sem túltulos", festejou Dinamite.

Mesmo com o tabu quebrado, tanto o ídolo do passado, Piola,  quanto o craque do presente, Dinamite, tem a mesma percepção quanto ao futuro: o Fast Clube está no caminho certo e deve manter a rotina de conquistas. O grande passo já foi dado. Adeus jejum! Glória aos eternos capitães!



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