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Esportes
DIA DO FUSCA

Lutador amazonense faixa preta de jiu-jitsu dedica amor ao esporte e a Fusca 73

No Dia Nacional do Fusca, Rubens Guimarães relembra como a própria trajetória na arte suave foi influenciada pelo xodó de quatro rodas 20/01/2019 às 08:50
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Rubens Guimarães já está no terceiro fusca e batizou o modelo de 'Papai Smurfs'. (Foto: Antônio Lima)
Valter Cardoso Manaus (AM)

Não é qualquer carro que tem um dia pra chamar de seu. O fusca, no entanto, tem todos os méritos para ostentar essa honra e neste domingo, dia 20 de janeiro, data que marca o início da produção nacional do carro no Brasil, é comemorado o Dia Nacional do Fusca.

O veículo é um dos queridinhos dos brasileiros, conhecido por ser um carro versátil, com força e muita história para contar. No caso do Rubens Guimarães, de 35 anos, por exemplo, tem história que une duas das grandes paixões do funcionário público: o fusca e o jiu-jitsu. Faixa preta nos tatames, Rubens já foi para muito treino dentro dos três fuscas que já teve e até para disputa de competição, o carro já foi usado, com um pouco mais de adrenalina do que era esperado. “Ele já me deixou uma vez na mão. Eu estava indo lutar o Open de jiu-jitsu e uma hora antes do campeonato a minha mulher me ligou porque o alarme da empresa dela disparou e ela precisou ir com urgência até lá. Ela me ligou, eu vim para casa com o outro carro que tenho, deixei para ela e peguei o fusca. Faltando mais meia hora ou quarenta minutos para eu lutar, o fusca giclê entupiu e me deixou no prego indo para o campeonato. Como eu tenho ferramenta, eu tirei com a chave de fenda, consegui tirar a carburação e desentupi, mas para fazer isso tem que meter a boca, sugar o sujo e, nisso, veio gasolina na minha boca. Eu fiquei com cheiro de gasolina, cheguei a tempo de lutar e na hora da competição meu adversário começou a me cheirar  e veio me perguntar se eu estava bebendo gasolina (risos), aí eu expliquei para ele”, contou, sorridente, o lutador de jiu-jitsu.

Assim como a paixão pelo veículo, sendo o mais recente batizado de Papai Smurfs, o tatame virou uma terapia para Rubens. “Eu treino jiu-jitsu há 18 anos e naqueles momentos de correria do dia-a- dia, de estresse, ele acaba sendo uma válvula de escape, onde eu vou para a academia, consigo treinar e é onde minha mente acalma mais, meu corpo centra mais para, no dia seguinte, estar bem motivado para ir para o trabalho”, revelou o lutador.

A paixão pelo jiu-jitsu e pelo fusca já está sendo passada a diante, não apenas para o filho Samuel, mas também para as crianças do projeto Mário Kids, do qual Rubens faz parte. O projeto que tem parceria com o lutador de MMA Mário Israel, amazonense que mora nos Estados Unidos, e leva o une o quimono, com os estudos e, principalmente, cidadania.   “Hoje em dia, colocamos em torno de 12 crianças, geralmente elas conseguem medalhas. O projeto funciona através de alguns itens. Um deles é a criança estar estudando, estar matriculada, o segundo é trazer o boletim, a nossa média é 8, tem que ter participação dos pais para acompanhar o desenvolvimento dos filhos”, explicou Rubens, que também já fez questão de colocar um pouco de fusca neste desenvolvimento. “As vezes quando tem campeonato, como tem muita criança na academia as vezes não conseguimos levar em outros carros, coloco as crianças dentro do fusca e levo para o campeonato para competir, junto comigo”, garantiu, orgulhoso.

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