Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
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De Coari para o mundo: conheça o peso galo Cleverson Silva

O atleta integra o quadro de lutadores do evento russo Absolute Championship Akhmate (ACA) e ocupa a 10ª posição do ranking até 61kg



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20/09/2020 às 12:30

O caminho para se iniciar dentro de um esporte é árduo, muitos acabam desistindo e tentando fazer outra coisa para sua vida. O lutador Cleverson Silva, conhecido como Carrilho, apelido que ganhou na época que trabalhava como mototaxista por conta da farda que tinha o nome do amigo, Carlos André Carrilho, desde novo precisou fazer o que hoje faz como profissão, lutar para ajudar sua família. De família humilde do município de Coari, distante 363 quilômetros de Manaus, o lutador de MMA conta como foi sua infância vivendo no interior.

“Minha Infância foi bem difícil, eu sou de origem humilde, minha familia nunca teve muito dinheiro, então desde muito novo eu tive que começar a trabalhar para ajudar no sustento da minha família, isso durou até eu conhecer as artes marciais. Aliás, devo isso ao meu professor, que hoje eu tenho como pai, Antonio Reis, da academia Adamcam, foi ele que me deu todo suporte necessário para eu começar essa jornada”, disse Carrilho.



Além do emprego de mototaxista e debutante nas artes maciais, Cleverson disse que Antonio lhe apresentou para um amigo que tinha uma distribuidora de frios, que fazia serviço de entregador, a jornada de trabalho teve um impacto na sua vida, pois logo em seguida, o coariense largou tudo que tinha na cidade natal e veio para a capital, aonde morou por três anos na academia do professor Márcio Pontes, na Nova União, popular nacionalmente por ter José Aldo como um dos seus cabeças.

Foi em Manaus que Cleverson passou a se dedicar integralmente ao MMA. Disposto a se tornar um lutador profissional, o atleta passou a participar de alguns eventos locais, como o Dantas Fight em Tefé, eventos na sua própria cidade natal, e sua primeira luta registrada no site Sherdog.com, conhecido por computar o registro de todos os atletas profissionais no mundo, foi contra Luan Fernandes, no Manaus Fight (MF), no dia 13 de julho de 2013.

Campeão peso mosca (até 57kg) do Mr Cage Championship, Carrilho conquistou primeiro o cinturão interino da organização e depois unificou vencendo o brasileiro Iliarde Ibrahim por decisão unanime, no dia 27 de maio de 2017. Cleverson diz que bater os 57kg sempre foi um desafio na sua carreira e por conta disso hoje prefere lutar nos 61kg, assim não precisa perder tanto peso para enfrentar seus adversários: “Sempre foi muito difícil chegar no peso de 57kg, toda vez era muito sofrimento, perdia cerca de 15kg, mas agora está um pouco mas fácil para luat estando no peso galo”, explicou.

Eventos europeus e ACA

Cleverson conta sobre sua trajetória em eventos europeus. Antes de se encontrar no Absolute Championship Akhmate, o lutador coariense passou pelo evento SBC, da Sérvia, em 2018 e acabou sofrendo uma derrota na única luta que teve na organização para o paulista Luis Rafael Laurentino. Em 2019 voltou a perder, dessa vez no Russian Cagefighting Championship (RCC), para o russo Pavel Vitruk, e só veio encontrar o caminho das vitórias quando entrou para o ACA, evento em que hoje conta com um contrato de 6 lutas, tendo já realizado uma delas, quando venceu o Valeriy Khazhirokov, por finalização, em fevereiro de 2020.

“A primeira luta peguei faltando 10 dias para o evento. Tive que perder muito peso e foi uma guerra. Meu adversário era experiente, mas eu estava preparado, sempre me mantive treinando muito, e no momento da luta, ele deu o golpe ilegal e não pude voltar e acabou sendo desqualificado.
Na segunda luta eu estava mais preparado, treinei três meses, eu sabia que meu chão era melhor que o dele e graças a deus veio a vitória”, disse.

Em 10º no ranking peso galo (até 61kg), Cleverson espera que com mais duas vitórias possa ter a chance de desafiar o campeão da categoria, que hoje tem como campeão o cearense Daniel “Jubileu” Oliveira e estimou a data de sua próxima luta: “Acredito que em 25 de outubro ou no começo de novembro eu deva voltar a lutar. Quero qualquer um quer vier, de preferência um dos top 10, me sinto preparado para continuar evoluindo”, completou.

“Acredito que todos os atletas, inclusive eu, temos o sonho de entrar no UFC. Tenho um excelente cartel e todos que me acompanham ver meu trabalho do dia-a-dia, sempre dando o máximo para chegar ao topo. É claroque ajuda eu treinar com os melhores técnicos: Dedé Pederneiras, Daniel Pirata, Giovane Ginis e Rafael Vinicius na equipe Nova União. Sempre tive muita força de vontade para buscar o melhor por minha família e esse sentimento me dá mas forças para chegar lá”, completou Carrilho.

Repórter de A Crítica

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