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De volta aos patins: o gosto desta turma pela patinação é exibido em dias de Faixa Liberada

Alternativa segura e longe do ‘verão amazônico’, complexo da Ponta Negra vira point para encontro de vários patinadores da capital amazonense 04/10/2015 às 16:00
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Praticantes do patins fogem do calor de Manaus e 'rolezinho' ocorre pela noite
Felipe de Paula Manaus (AM)

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Ponta Negra, quarta-feira à noite, Faixa Liberada. Uma das poucas alternativas seguras para esportes de pista na cidade é disputada espaço a espaço por praticantes de ciclismo, skate e patins, além de corredores e pedestres. Muitos grupos presentes, mas dentre eles se destacam as meninas do Clube do Patins e suas charmosas camisetas alaranjadas.

Como no domingo a faixa liberada é durante o dia, elas dizem preferir a quarta-feira à noite. “Pra vir no domingo tem que madrugar aqui, porque se você passar um pouquinho, não dá. Imagina o sol de Manaus, nessa época do ano, com uma bota acolchoada, capacete... A gente até encara, mas é melhor de noite (risos)”, diz Bruna Guimarães, 24.

Ela explica que maioria do grupo, que tem cerca de dois anos, se conheceu por meio do esporte. Embora a maioria seja de mulheres, os homens não estão excluídos do grupo, onde o que interessa mesmo é a disposição para, depois de um dia de trabalho, se entregar a uma atividade que, embora demande esforço, é altamente recompensadora.

“Não (tira o sono andar de patins à noite), na verdade melhora (o sono). É só diversão, você gasta a energia toda e aí é uma maravilha para dormir”, completa Bruna, falando sobre um dos aspectos de preocupação dos especialistas quanto à prática noturna de esportes.

Com idade média entre 20 e 30 anos, andar de patins para elas é como dar uma volta na infância, quando Manaus vivia uma febre da modalidade, principalmente entre crianças e jovens. A cidade cresceu e acabou inibindo o esporte nas ruas, realidade que felizmente vem mudando com a velocidade de uma roda de um patins.

Nesse novo contexto, é preciso de criatividade para ajustar o horário para caber dentro dos compromissos da rotina corrida, diz Marcela Zaranza, uma das fundadoras do grupo. “A gente patina a noite por nossa cidade. Todo mundo trabalha também, estuda, então a gente opta por fazer nosso ‘rolezinho’ mais de noite”, diz ela, que só gostaria de ver mais espaços como a Faixa-Liberada para andar.

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