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Depois de se eleger para o senado federal, Romário agora tentará o cargo de presidente

O ‘Baixinho’ é candidato a assumir o posto de mandatário do América-RJ, clube de coração do ex-jogador. A escolha acontecerá um dia após o segundo turno das eleições no País e o tetracampeão deverá ser aclamado por unanimidade 08/10/2014 às 09:44
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Depois de se eleger como senador, Romário agora será presidente do América do Rio.
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Depois de deixar os gramados como um dos maiores campeões da história do futebol mundial, Romário de Souza Farias, ou simplesmente, Romário também se tornou um vencedor nas urnas. Eleito senador pelo estado do Rio de Janeiro no último pleito, o Baixinho agora quer realizar um sonho antigo: ser presidente do América Futebol Clube. O tradicional time carioca, que está na segunda divisão do campeonato estadual, tem uma dívida avaliada em R$ 60 milhões.

Time de coração de Romário e de seu pai, Edevair, o América é um projeto antigo do ex-jogador. Sempre ligado à política do clube, o artilheiro é o candidato da chapa única do Conselho Deliberativo que disputa a eleição para comandar o clube até o final de 2017.

Por conta do estatuto do clube, a eleição será indireta e na próxima terça-feira (14), os sócios americanos votarão para definir os 150 membros efetivos do Conselho e outros 30 nomes suplentes. No dia 27 de outubro, um dia após o segundo turno das eleições presidenciais no País, os conselheiros eleitos da chapa única pretendem indicar o nome de Romário como presidente do América.

A indicação de Romário tem o total apoio do atual presidente do clube, Léo Almada, que detalhou a negociação do grupo que será eleito no Conselho Deliberativo com o Baixinho.


"Não pedimos nada para ele. Foi o próprio Romário que quis ser presidente. Ele sempre teve essa vontade e agora resolveu tornar real. Sentamos pela primeira vez no final de maio e ajustamos isso. Apenas a chapa que está com ele se candidatou. Isso facilitou tudo. Com esse grupo único, ele vem como presidente mesmo", afirmou Almada

Nem mesmo as atenções voltadas para o trabalho no Senado Federal e o fato de morar em Brasília desanimam Romário na empreitada de reerguer o clube de coração.  "Não há qualquer problema com isso. Estaremos trabalhando juntos, independente de distância. Hoje em dia isso é perfeitamente possível. Não chega a ser um impedimento", explicou o Baixinho.

E a missão de Romário à frente do “Mequinha” (como é conhecido o clube) não será das mais fáceis. Vivendo a pior fase da história, o América acumula mais de R$ 60 milhões em dívidas, teve a sede fechada pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil e utiliza de maneira emprestada as instalações de um clube no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.

Em campo, além de disputar a segunda divisão do Campeonato Carioca, o clube centenário que já conquistou títulos como a Copa dos Campeões, em 1982, e sete Cariocas (1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935 e 1960) tenta uma vaga na série D do Campeonato Brasileiro. 

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