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'Depois do dia 12 ninguém vai ter dúvidas de quem é o rei dos penas', diz o campeão José Aldo

O amazonense campeão do UFC fala com exclusividade ao CRAQUE sobre a luta contra McGregor e garante que o objetivo é se aposentar invicto no UFC 07/12/2015 às 10:55
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José Aldo defenderá lutará pela unificação do cinturão dos pesos-pena no dia 12 de dezembro
Camila Leonel Manaus (AM)

Está chegando o momento do rei  voltar aos octógonos e, desta vez, José Aldo, que não reina mais sozinho, terá a missão de unificar os cinturões da categoria peso-pena do UFC. O adversário da vez é o irlandês  Conor McGregor, que de “bobo da corte”, acabou com o cinturão interino da categoria ao derrotar Chad Mendes em julho.

José Aldo lutou pela última vez em 25 de outubro de 2014, voltaria em julho contra McGregor, mas uma lesão na costela impediu o manauara de lutar. Reestabelecido, o campeão dos pesos-pena garante que “acabou a graça” e que ele está de volta.

O Scarface está confiante em sua preparação e disse que a torcida porde esperar um José Aldo Agressivo

A luta entre o brasileiro e o irlandês foi anunciada em fevereiro de 2015 e a partir daí, começaram as provocações nos eventos de promoção do embate. McGregor, que já chegou a “roubar” o cinturão do amazonense em um dos eventos promocionais,  garante que irá “matar” José Aldo e acabar com os 10 anos de invencibilidade do Scarface.

Mas José Aldo não é rei por acaso, como diz a propaganda de um dos seus patrocinadores. Os números não mentem: ele tem em seu cartel 25 vitórias – 14 por nocautes, duas finalizações e nove decisões dos juízes - e apenas uma derrota, já defendeu o cinturão sete vezes e com a sua força nos chutes baixos,

Aldo tem 80% de sucesso em golpes em pé e 72% de sucesso em quedas. Na defesa, Aldo também tem números positivos: o lutador conseguiu de defender  72% dos golpes adversários e 91% tentativas de quedas.

Faltando seis dias para a decisão do cinturão, José Aldo deixou um pouco de lado as provocações contra seu adversário para focar nos treinamentos. Apesar de falastrão, McGregor tem virtudes na hora da luta e é nesses pontos que o lutador amazonense vem investindo para anular o “Notório”. E, para saber como estão os ânimos do amazonense e a preparação para a luta, o CRAQUE conversou com o lutador com exclusividade.

O brasileiro e o irlandês farão aquela que será a luta mais esperada do ano

Como está a preparação para a luta contra o MCGregor? Quando você viaja para Las Vegas?
O camp de treinamento foi muito bom, treinamos muito e o foco agora está em 200%. A única coisa de diferente dessa vez foi que trouxemos o Andy Souwer e uns holandeses companheiros dele para essa reta final e isso me ajudou bastante. Um cara com a técnica e a experiência do Andy tem muita coisa pra ensinar e isso foi muito importante para mim. Podem esperar o José Aldo que todos se acostumaram a ver, agressivo, andando para frente o tempo todo e buscando acabar com a luta a qualquer momento. Existe uma expectativa muito grande em cima dessa luta, todo mundo quer ver, mas na minha cabeça penso que vai ser mais uma, como todas as outras. Vou entrar lá, fazer o que sei e voltar com o cinturão para casa. Viajo para Las Vegas no dia 7 de dezembro.

Levantaram dúvidas sobre o uso de doping e por isso você está sendo testado com frequência. Em uma matéria você reclamou que o McGregor não estaria sendo testado com a mesma frequência que você. Deram alguma resposta se ele também fará?
Não, não me falaram nada e eu não estou preocupado com isso, mas realmente ele não foi testado como eu.

2015 foi um ano difícil para os detentores de cinturão do UFC. Cain Velasquez, Jon Jones, Ronda Rousey e seu companheiro Renan Barão perderam seus cinturões. Isso de alguma forma te deixa apreensivo?
Não. Confio no meu trabalho e estou tranquilo quanto a isso. Sei que ninguém é invencível, mas meu objetivo é me aposentar invicto no UFC e como o único campeão peso-pena.

Por falar na Ronda, você falou  que ela não deveria voltar a lutar. Você acha que numa revanche contra a Holly Holm, ela poderia ser derrotada novamente? Por quê?
Eu falei que acho difícil de ela voltar a lutar por causa do sucesso fora do MMA. A carreira dela tomou um rumo diferente, virou celebridade e se eu estivesse ganhando dinheiro fazendo filmes e outras coisas assim, ia partir para esse lado. O legado que a Ronda deixa é muito grande. Ela mudou o MMA feminino. Se ela perderia novamente parar a Holly Holm? Numa luta tudo pode acontecer, a Holm é multicampeã de boxe e em pé sempre levará a vantagem. Mas a Ronda é muito boa e no chão é bem superior. Ela pode ser derrotada novamente e pode ganhar também, tudo é possível.

Para você, quais os maiores riscos que o McGregor pode te oferecer? Você tem focado em alguma parte especial para anular algum ponto forte dele?
Ele é um bom lutador, perigoso em pé, não chegou até a disputa do título à toa. Mas eu não estou preocupado com ele, já enfrentei atletas tão duros ou até mais do que ele, penso apenas em mim e no que tenho que fazer para vencer. E garanto que depois do dia 12 de dezembro ninguém mais vai ter dúvida sobre quem é o verdadeiro rei da divisão dos penas.

McGregor falou que vai “matar” você no octógono. Por que o torcedor brasileiro deve acreditar que você sobreviverá e vencerá o confronto com ele?
Ele quer mexer com a minha cabeça e fazer com que eu mude meu estilo, mas isso nunca vai acontecer. Primeiro porque nenhum adversário vai conseguir mexer psicologicamente comigo e segundo porque em time que está ganhando não se mexe, se eu estou vencendo assim vou continuar com meu jeito de lutar sem mudar nada. O que eu mais ouço é para bater nele, e podem ter certeza que eu quero isso mais do que ninguém. Mas o objetivo é entrar lá, dar meu melhor e vencer essa luta. Se vou dar uma surra nele ou não só esperando até o dia 12 para saber.

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