Domingo, 19 de Maio de 2019
Duas gerações

Desejo de jogar o Peladão Brahma que passa de pai pra filho

Provando que o Peladão Brahma 2016 une gerações em torno do futebol, pai e filho fazem história na competição disputando as categorias Master e Peladinho



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Com o Guerreirinhos, Marcos Filho está na final do Peladinho. Já Marquinhos Pai brilhou no ataque do Canibais no Master (Foto: Evandro Seixas)
27/01/2017 às 15:05

Mais que uma competição, uma tradição de família. O Peladão Brahma 2016 prova mais uma vez que é a competição de futebol amador mais empolgante do Amazonas e quiçá do Brasil.

A família Cordeiro é exemplo de que o torneio não apenas passa de geração pra geração, mas também garante emoções e conquistas dentro das quatro linhas. Em duas “frentes de batalha”, os Cordeiro quase colocam pai e filho nas finais do torneio. O pai, Marco Antônio Tamaio da Silva, 46, o Marquinhos, é atacante do Canibais do Rio Madeira e por pouco não chegou na decisão da categoria Master - foi eliminado nos pênaltis pelo Central do Coroado.

Em contrapartida, o filho, Marcos Cordeiro Mota da Silva, 14, também conhecido como Marquinhos, garantiu não apenas a vaga na final deste sábado (18), como vai brigar pelo bicampeonato da categoria Peladinho, com os Guerreirinhos Feira da Banana.

Na torcida pelo filho

Os oito gols em oito jogos com a camisa do Canibais não foi o suficiente para levar “Marquinhos pai” à final do Master. O time, que tem no elenco o ex-craque do São Raimundo Zédivan, ficou pelo caminho. Com a saída do patriarca dos Cordeiro da disputa, a torcida fica toda para o “Marquinhos filho”, volante que preferiu adiar um teste no Vasco da Gama para fazer a final do Peladão Brahma 2016.

Família Cordeiro unida em prol do futebol e do Peladão (Foto: Evandro Seixas) 

“Jogo o Peladão desde os 18 anos, hoje tenho quase 47. Nunca fui campeão, apenas uma vez vice e umas três vezes fiquei em terceiro lugar”, recorda o pai, que há quase 30 anos não perde a competição mais democrática do futebol amazonense.

“Vamos estar na torcida total! É mais emocionante estar fora torcendo pelo filho do que propriamente em campo jogando”, revelou o pai coruja.

Campo no quintal

Os Cordeiro são tão apaixonados por futebol que têm no quintal de casa um campo gramado pronto pra receber os amigos para as peladas. Claro, que o local também serve para aprimorar a técnica de pai e filhos, pois os caçulas também já estão dando seus chutes por lá.

“O menor, o Marcos Vinicius, também joga no Guerreirinhos, no Sub-11. A menina, Marjorie, gosta muito de futebol e também brinca”, disse o pai, que abandonou o futebol profissional muito cedo depois de atuar pelo Libermorro.

No quintal de casa, pai e filho aprimoram a técnica (Foto: Evandro Seixas)

Marquinhos filho disputou o Estadual Infantil de 2016 pelo Fast e tem apoio total do pai,caso queira seguir na carreira de jogador de futebol. Torcida ele já tem e muita.

“Vai ter torcida organizada pra ele. O pessoal da Young Flu (organizada do Fluminense) tá querendo comparecer. Vou sempre estar do lado dele apoiando. Ainda mais agora na final”, concluiu Marquinhos pai.

 

 

 


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