Domingo, 08 de Dezembro de 2019
ATLETISMO

Destaques do atletismo, irmãs Beatriz e Caroline vão aos Jogos Escolares

Se destacando nas provas de 1000m, irmãs do Amazonas garantiram vaga para os Jogos Escolares da Juventude, em Blumenau



zCR042001_p02__2__05BBA34C-68E6-4E23-A78B-25A2EAF65581.jpg Foto: Clóvis Miranda/Freelancer
26/10/2019 às 10:32

No mundo dos esportes, não é comum que irmãos atinjam o sucesso, ainda mais na mesma modalidade. Sendo a exceção da ‘regra’, alguns parceiros de sangue brilham, das quadras aos campos. Internacionalmente, as estadunidenses Serena Williams e Venus Williams ganharam fama no tênis, conquistando diversos títulos individualmente e em duplas. Já aqui no Amazonas, Sidney e João Carlos, os ‘Irmãos Bento’, agora brigam por títulos no comando técnico após fazerem grande sucesso nos gramados barés.

Ainda aqui no Amazonas, duas irmãs estão surgindo como um ‘raio’ no atletismo. Naturais de Manaus, Ana Beatriz e Anne Caroline são especialistas na prova de 1000m. Juntas, as meninas conseguiram vaga nos Jogos Escolares da Juventude, que acontece na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, no próximo mês. A viagem está marcada para o dia 11 de novembro, quando Beatriz, de 13 anos, e Caroline, de 12, embarcam no sonho de família.



Entrada nas pistas

Se hoje elas são duas das melhores atletas do Brasil na categoria, com Beatriz já tendo medalhado nos Jogos Escolares da Juventude em 2018, Nicolas Pereira é o maior responsável. Foi o treinador uruguaio quem viu talento, primeiramente, em Ana Beatriz, no ano de 2017. Vivendo em Manaus há mais de 10 anos, onde já foi atleta, Nicolas conta como foi a descoberta desses dois talentos amazonenses.

“Conheci a Ana em 2017, na Nilton Lins. Ela vivia correndo por lá, brincando, e alguns colegas que treinavam lá comentaram comigo, dizendo que havia uma garotinha com talento para correr. Um dia fui lá ver e a chamei para fazer um teste na Vila Olímpica. A partir disso começamos a trabalhar na pista e ela foi evoluindo bem”, comentou Nicolas sobre Ana, que já foi campeã do Norte Nordeste e conseguiu medalha de bronze no Brasileiro Sub-16.


Juntas, Beatriz e Caroline são destaques na prova de 1000m. Foto: Clóvis Miranda/Freelancer

Anne Caroline, a irmã mais nova, foi para as pistas logo depois. Sem ficar atrás nas conquistas, também surpreendeu e, mesmo com pouca idade, já é umas das melhores no Brasil, o que deixa as irmãs no topo do ranking nacional Sub-16. “Com a idade que a Anne tem, de 12 anos, ela já é sexta colocada no ranking brasileiro. Além disso, Ana é quarta. São duas irmãs amazonenses, no top 6 do Brasil”, afirmou o treinador.

Vida de atleta

Ainda na infância, Beatriz e Caroline precisam conciliar a vida de atleta com as responsabilidades de quem ainda está no início da formação. E sem forte presença do pai, as meninas têm o auxílio do treinador Nicolas também fora das raias, para que assim não deixem a ‘peteca cair’ nem nos treinos, e muito menos nos estudos. Ponto que poderia ser explorado se houvesse um maior cuidado com as categorias de base, segundo Nicolas.

“Nessa fase de criança elas querem brincar também, e treinar requer uma rotina mais pesada. Passada essa fase com sucesso, elas podem chegar ao top nacional da modalidade no adulto. Infelizmente, aqui no Amazonas essa transição das categorias de base ao adulto, que competem em alto rendimento, recebe pouco apoio. Não há esse trabalho na base”, explicou o uruguaio Nicolas.

E o apoio do treinador também se evidencia nos equipamentos das meninas. Sem patrocínio meses atrás - hoje a dupla já conta com o apoio do Pátio Gourmet, rede de supermercados da capital amazonense -, foi o próprio Nicolas que precisou conseguir calçados para que as meninas pudessem utilizar em treinos e provas. Esforço que é reconhecido pelas irmãs, como conta Ana Beatriz, a mais velha das talentosas irmãs do atletismo brasileiro.

“Agradeço muito a ele, já que meu pai não é presente. É o Nicolas quem tenta nos ajudar mesmo. Acho muito legal, foi ele que me descobriu. Antes eu só brincava de correr e agora estamos sonhando em chegar às Olimpíadas”, brincou Beatriz, que já foi aos Jogos Escolares da Juventude em 2018, onde foi a única amazonense a medalhar. 

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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