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Diários de Copa: o dia em que Paulo Vinícius Coelho foi 'trollado' na Granja Comary

Entre jornalistas do Brasil e do mundo, o repórter do jornal A Crítica Felipe de Paula viveu um mês na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, para narrar o dia a dia da Seleção Brasileira  19/06/2015 às 19:31
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Repórter ainda 'tietou' campeão de 70 Dadá Maravilha
Felipe de Paula Manaus (AM)

Se o sonho de um jogador de futebol é jogar uma Copa do Mundo, o de um jornalista –esportivo ou não – é cobrir (pelo menos) uma. Em 2014, tive a oportunidade de cumprir esse sonho pelo jornal A Crítica.

Depois do jogo de estreia da Seleção Brasileira em São Paulo, eu e o fotógrafo Bruno Kelly fomos incubidos de acompanhar o dia a dia da Seleção Brasileira na Granja Comary, em Teresópolis-RJ, cidade fria e simpática cravada na exuberante paisagem da serra fluminense.

Isso nos dias em que a Seleção não viajava para jogar – as partidas da Seleção dali em diante seriam teriam cobertura da outra equipe do jornal fora de Manaus, dos repórteres e editores Leanderson Lima e Clovis Miranda.

Quando isso acontecia, descíamos a serra para trabalhar nas partidas de possíveis adversários brasileiros no Maracanã e, com olhos deslumbrados, víamos o carnaval de cores e línguas que se tornava a já tão cosmopolita cidade do Rio de Janeiro.

Em Teresópolis não. Ali, naquela cidade gelada e pacata, cuja população era apaixonada pela seleção brasileira, enfeitando suas casas e ruas numa espécie de “natal canarinho”, predominavam duas cores: o verde e o amarelo da Seleção brasileira.

Entre treinos da Seleção e invasões de gramado, entrevistas coletivas e jornalistas tietando jogadores, eu sentava ao lado de Cosme Rimoli, tomava café com Paulo Vinícius Coelho, papeava com Dadá Maravilha e ouvia a conversa de Juca Kfouri.

Pra mim, foi essa o grande legado da Copa. Histórias que vou guardar e contar para meus netos, se um dia os tiver. Como no dia em que PVC, um dos maiores craques do jornalismo esportivo da atualidade, foi trollado pelos colegas de profissão.

Lembra-se da decisão de pênaltis entre Holanda e Costa Rica nas quartas de final? O técnico Val Gaal tirou o goleiro titular Jasper Cilessen no último minuto da prorrogação para apostar no reserva Tim Krull para a disputa nas penalidades. Lembrou?

Poisé. Estávamos lá, Juca, PVC, Maurício Prado JR., Rimoli, todos na frente da televisão que ficava na sala de imprensa da Granja, quando a substituição inesperada nos fez olhar uns para os outros e perguntar: “quem é esse cara?”

Mas a curiosidade sobre o que credenciaria o goleiro como pegador de pênalti e justificasse a substituição que irritou o goleiro titular permanecia.

Foi quando alguém perguntou: “Ô PVC, tu (sic) não sabe qual é a média de defesas de pênalti desse cara não?” Diante da negativa do analista, o repórter (se não me engano, do site da ESPN), mandou em sotaque tão carioca quanto o seu bom humor: “Aí PVC, tá vacilando, hein”!

O goleiro Tim Krul acabou por defender duas penalidades costa-riquenhas e se tornar o improvável herói da classificação holandesa. E até hoje eu dou risada do cara de bobo do PVC, o engenheiro do jornalismo brasileiro, que não sabia a média de defesa de pênalti do goleiro Tim Krull.


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