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Dileno Lopes fala sobre a preparação para voltar ao Ultimate Fight Championship

Em entrevista ao portal acritica.com, lutador falou da preparação para a luta que fará nesta quinta-feira (Inovafoto) 03/07/2016 às 09:00
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Dileno fez todo seu camping no Rio de Janeiro
Camila Leonel Manaus, AM

Quando pisou no octógono do UFC pela primeira vez, em agosto de 2015, o amazonense Dileno Lopes aspirava um contrato na maior franquia de lutas do mundo. A vitória contra Reginaldo Silva não veio, mas o bom desempenho na luta rendeu um contrato ao amazonense.
Quase uma ano depois, Dileno irá reencontrar o octógono, na próxima quinta-feira (7). O adversário é o norte-americano Anthony Birchak e, desta vez, o lutador pretende ter um desfecho diferente.

E para ter um final feliz, o brasileiro, conta que neste período analisou o que fez de errado na última luta, tentou melhorar seus pontos fracos e aprimorar ainda mais os pontos fortes. E o período de preparação, que durou três meses, foi no Rio de Janeiro, na Academia Nova União. “Eu procurei treinar onde os campeões estão”, e por falar em campeão, o novato no UFC admitiu que durante o tempo que passou na Cidade Maravilhosa, trocou figurinhas com outro amazonense que já  é doutor em UFC, ninguém menos que José Aldo.

“Sempre que tô lá converso com o Aldo. Ele sempre está me atualizando nas coisas. Sempre me dá ideia, me ajuda nesse periodo de luta”, contou.

Apesar de fazer a sua preparação fora, o amazonense que cresceu no bairro da Compensa, Zona Oeste, conta que não esquece das suas raízes. “É uma coisa que a gente sabe que tem aqui, é natural das pessoas daqui [...] O pessoal do norte é ‘caboco duro’”, disse o lutador.

E a cinco dias do combate de Dileno, o CRAQUE falou com o exclusividade com o lutador sobre a sua preparação e expectativas para a luta que acontece em Las Vegas.

Como foi a preparação para a sua luta?

O período de preparação foi bom. Eu fiz tudo direitinho.  Comecei me preparar três meses antes da luta e, dessa vez, me foquei bastante nessa luta. É a minha primeira luta do evento do UFC e procurei estar bem preparado mesmo. Treinar o que tinha que treinar, procurei me fortalecer onde eu era fraco. Tive muita evolução nesse período de camping. A equipe da Nova União me ajudou bastante.
 
 Você falou sobre ser do Norte, sobre levar o estilo da Nova União. Que estilo é esse e por que seu adversário deve temer isso?

Tipo assim, estou me referindo ao que sempre falo que a força vem do Norte. É uma coisa que a gente sabe que tem aqui, é natural das pessoas daqui. A força, a garra... a gente nunca desiste e sempre está dando o nosso melhor. O pessoal do Norte é “caboco duro”. E isso é uma coisa que eu tenho comigo, ter a força de um guerreiro.  

Como foi esse período longo entre lutas? Atrapalha ficar tanto tempo assim sem lutar? Quando você voltou a pegar pesado na preparação?

Atrapalha um pouco ficar muito tempo sem lutar. Atrapalha porque para os atletas é cansativo a gente ficar só treinando. É muito estressante. Nós vivemos de luta, de competição e a preparação de um atleta que vive lutando e em competição é diferente de quem demora mais para lutar. É difícil, mas a gente tem que esperar e se manter sempre preparado para qualquer hora.

Mas essa ansiedade de uma certa forma acaba motivando o lutador a entrar com “sangue nos olhos”?

Sim, com certeza. A gente fica mais motivado na hora da luta. Todo o nosso sofrimento, nosso esforço e é como a gente sempre fala: alguém vai ter que pagar por isso, por todo o treino. Eu estou muito ansioso para chegar logo a luta e dessa vez vou fazer diferente.

O brasileiro Thomas Almeida já venceu o Birchak na base do boxe. Você tá treinando algo do tipo, ou o foco mesmo é o grapling? Qual a sua estratégia para essa luta?

A estratégia a gente tem trabalhado na academia. O meu adversário gosta de fazer strike, de brigar e uma coisa que eu tive que me fortalecer muito em cima. A intenção é que ele entre no meu jogo. E eu quero impor meu jogo em cima dele. Em todas as lutas, os treinadores, para poder anular o trabalho do adversário fazem um trabalho bem específico para isso mesmo, anular o jogo dele. Como eu falo, eu vim do jiu-jitsu, eu sou de luta agarrada, wrestling, mas eu também me preparei bastante na trocação. Eu  espero finalizar, nocautear, se der, mas estou preparado para luta em cima e embaixo. Vou procurar vencer. 

Todo o seu camp foi feito no Rio de Janeiro. Como foi a rotina em outra cidade? Pretende se mudar pro Rio?

Então, essa é uma nova etapa da minha vida. Eu tenho uma coisa muito boa que é a vontade de crescer, para mim, isso foi uma evolução nova. Fiquei muito feliz de estar fazendo isso na minha vida. Tive que vir mesmo, estou em Manaus, agora, mas estava no Rio há três meses fazendo camping para essa luta de agora. Eu procurei treinar onde os campeões estão. É uma coisa muito boa. Estou muito feliz por isso. Se puder estarei lá me preparando. É um dos meus objetivos e da minha esposa (sobre se mudar para o Rio). Estamos vendo ai no Rio um lugar bom, mas a gente deixou para resolver essas coisas de comprar a casa, mas só depois da luta. 

E você conversou alguma vez com o José Aldo enquanto esteve no Rio? “Trocaram figurinhas” nesse período?

Sim sempre que tô lá converso com o Aldo. Ele sempre está me atualizando nas coisas. Sempre me dá ideia, me ajuda nesse período de luta. É um cara que não tem como não se espelhar. É um atleta profissional.
 

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