Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
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Diretor-presidente da Fundação Vila Olímpica diz não saber o custo da Arena da Amazônia

Após divulgar redução de 44,3% nos custos com limpeza e manutenção dos sete equipamentos esportivos do Estado administrados pela FVO, Aly Almeida disse não saber qual o custo da Arena especificamente



1.jpg Aly Almeida, diretor-presidente da Fundação Vila Olímpica de Manaus
05/05/2015 às 09:57

O diretor-presidente da Fundação Vila Olímpica de Manaus, Aly Almeida, afirmou nesta segunda-feira (4) desconhecer os custos reais de limpeza e manutenção da Arena da Amazônia Vivaldo Lima, estádio amazonense que é administrado pela autarquia, assim como outros seis complexos esportivos do Governo do Estado.

A reportagem procurou o gestor após a divulgação, por parte da entidade, de balanço que aponta redução de 44,3% nos custos de limpeza e manutenção dos ginásios Elias Assayag (Parintins), René Monteiro e Amadeu Teixeira, dos Centros Oficiais de Treinamento Carlos Zamith e Ismael Benigno, além da Arena da Amazônia e do complexo da Vila Olímpica de Manaus.

De 1,4 milhão de reais por mês, os sete equipamentos do governo administrados pela FVO agora demandam 780 mil reais por mês. O custo com a Arena da Amazônia, o mais oneroso destes logradouros, no entanto não foi relevado pelo gestor, que afirmou desconhecê-lo. “Se você meu perguntar o custo da Arena, não vou saber te dizer  (...). Não fiz um contrato para a Arena, fiz um contrato para os sete imóveis”, declarou Aly.


Segundo o gestor, a redução de custo aconteceu de maneira “inversa”, ou seja, ao invés de a empresa contratada - RCA - determinar o seu custo das operações nos espaços públicos, quem o fez foi o próprio estado, de acordo com Aly, sem comprometer os serviços que já vêm sendo prestados. “Nada foi retirado (do contrato). Coloquei quanto eu tinha para os sete imóveis. ‘Só tenho isso. Quem quiser paga, que não quiser não paga”, explicou.

Questionado se a reportagem poderia ter acesso ao contrato, o gestor afirmou que o contrato - de prestação de serviço público - é um “documento interno” e que, para enviá-lo à reportagem, ele deveria “pedir da procuradoria”.“É proibido. Tem que entrar com documentação para isso. Sem nada oficial, eu não sei, não tenho conhecimento jurídico para saber se pode. Posso ser chamado no Ministério Público!”, disse ele.

“Bota isso que eu disse que as pessoas vão estar informadas”, disse ainda, não sem deixar de usar da retórica para afirmar enfaticamente: “Meu jeito de administrar é esse. Se não for assim, vou pegar a vassoura e vou varrer eu mesmo”, acrescentou.

'Dois em um'

Segundo release divulgado pela FVO, o antigo contrato de limpeza e conservação da Arena da Amazônia e dos outros dois estádios construídos para serem Centros Oficiais de Treinamento somava 992 mil reais mensais para a realização dos serviços. “Estima-se que metade desse valor -cerca de R$ 500 mil – correspondesse aos custos de manutenção da Arena”, diz o texto, sem precisar de quanto seria esse custo.

Somados com os 460 mil de um segundo contrato, que dispunha sobre a manutenção dos outros quatro equipamentos esportivos administrados pela FVO, os custos com os sete equipamentos ao todo era de 1,4 milhões por mês. Agora, apenas um contrato de 780 mil deve atender às sete praças esportivas.




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