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Dirigente do COB diz que prioridade é ampliar número de cidades a receber futebol olímpico

Comitiva do COB se reuniu na sede do Governo do Estado para discutir a possibilidade de trazer o torneio de futebol para a capital amazonense. Pelo menos mais uma capital deverá ser escolhida pelo COI e Manaus está na briga 23/01/2015 às 14:12
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Manaus continua na luta para receber partidas de futebol dos Jogos Olímpicos
Denir Simplício e Felipe de Paula Manaus

O diretor executivo do comitê organizador dos Jogos Olímpicos no Brasil, general Marco Aurélio Vieira, reafirmou a possibilidade de Manaus se tornar cidade-sede do torneio de futebol da Olimpíada do Rio, em 2016. O representante do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) reuniu na manhã desta sexta-feira (23), na sede do governo do Estado, na Compensa, na Zona Oeste da capital, com o governador José Melo, o vice-governador Henrique Oliveira e o prefeito de Manaus, Arthur Neto, além dos secretários municipal e estadual de esporte e de um representante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Antes de expor o caderno de encargos das sub-sedes, o que aconteceu em reunião fechada, o dirigente respondeu a questionamentos da imprensa e declarou que o Comitê está em processo de avaliação das cidades e dos estádios que tem condições de atender à demanda da competição, que precisa de pelo menos uma sede a mais dos que os já previstos para a realização do torneio. Manaus é a primeira dentre as candidatas a preencher a vaga a ser visitada pela comitiva do COB.

Perguntado sobre a declaração do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, de que Manaus teria poucas chances de integrar o torneio devido à distância das outras sedes (Rio, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador), Marco Aurélio afirmou que, ao contrário da possibilidade sinalizada pelo dirigente da Fifa, que sugeriu que cidades como Rio de Janeiro e São Paulo poderiam adicionar um outro estádio para atender a demanda dos jogos, a prioridade será a incorporação de uma cidade a mais para o torneio.

"Em termos de operação é difícil ter dois estádios com jogos do torneio olímpico de futebol numa mesma cidade. Imagina dois jogos importantes no mesmo dia. Não vai ter público. É mais compensador ter outras cidades", declarou ele, que disse ainda que a Fifa tem poder de veto na escolha das sedes, mas que a própria entidade já havia declarado que todas as cidades que participaram da Copa do Mundo teriam condições de receber os Jogos Olímpicos.

Outro ponto que favorece Manaus é que, ainda segundo o diretor do COB, saem na frente as cidades que já haviam ingressado com a candidatura antes da abertura desta nova vaga, que é o caso de Manaus. Ele não declarou, no entanto, quais cidades concorrem com a capital amazonense, mas disse que os critérios para a decisão, que deve ser divulgada em fevereiro, são de ordem técnica (qualidade do estádio, gramado, etc), logística e financeira.

O prefeito de Manaus, Arthur Neto, falou sobre a importância da participção da Amazônia, na competição internacional, sobre o benefício turístico e econômico que a vinda dos jogos para a cidade terá no futuro e ainda refutou os argumentos do dirigente da Fifa, Jérôme Valcke. "Toda cidade que não é o Rio é distante do Rio. Porto Alegre é distante do Rio. Salvador é distante do Rio. A Amazônia é uma região de interesse mundial. Manaus tem tudo para ser uma cidade olímpica", declarou o prefeito.

Quem também participou da reunião foi o presidente da Confederação Sul-Americana de Atletismo (Consudatle), Roberto Gesta, que em conversa com o CRAQUE, lembrou que nas Olimpíadas de Londres, em 2012, houve jogos do torneio de futebol olímpico realizados na Escócia e País de Gales, que, embora fiquem no Reino Unido, saem do país e cidade-sede original do evento.



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