Quarta-feira, 08 de Julho de 2020
Quarentena

Dirigente do Hulk rechaça volta aos treinos, mesmo com flexibilização do isolamento social

Centros de treinamento podem voltar a receber atletas a partir do dia 29, mas Lauro Tentardini afasta essa possibilidade no Iranduba FC



WhatsApp_Image_2020-06-01_at_20.56.40_FB911236-6D88-4DCA-9C0E-8A5DA896C37F.jpeg Foto: Aguilar Abecassis
02/06/2020 às 19:05

O novo cronograma governamental de flexibilização da quarentena em Manaus, tem colocado a retomada das atividades em discussão por parte dos clubes amazonenses de futebol. Não contemplados no ciclo iniciado ontem (1), os centros de treinamento estariam livres para receber atletas a partir do dia 29 deste mês, onde academias estão incluídas para funcionar. 

O Fast, por exemplo, defende uma volta até mesmo antecipada dos treinos, assim como o 3B, que foi além e já realiza atividades com as jogadoras. No caso do Iranduba, a ideia é rechaçada, como explica o diretor de futebol feminino do clube, Lauro Tentardini. 



“Eu acho um absurdo falar em futebol agora, enquanto tem tanta gente morrendo. Como vamos arriscar vida de atletas, se o próprio Supremo Tribunal Federal declarou o Covid como doença ocupacional (enfermidade desencadeada pelo exercício da profissão)”, destacou para justificar a cautela mesmo depois da liberação programada pelo estado. 

Ele comenta ainda sobre a logística dos clubes, que por cumprimento das medidas de segurança amplamente divulgadas, seriam incapazes de fornecer todas as condições adequadas para a volta dos trabalhos. 

“Nós temos de ser responsáveis, não pode forçar uma volta. Não são todos os clubes que conseguem bancar uma indenização em eventual caso de óbito. Como que atletas vão morar no alojamento? 10, 15, 20 atletas numa casa. Não são todos, mas muitos operam dessa forma”, comentou o dirigente do Hulk. 

Apesar do decreto estadual, no âmbito nacional não existe nenhuma previsão para um novo calendário. Essa problemática também pauta a justificativa de Tentardini para negar o retorno, além de questão social devido à precariedade nos hospitais públicos.

“Essa questão deve ser vista com humanismo. A Confederação Brasileira não sabe quando vai ter campeonato e eu acho que ela está certa com essa cautela. Não sabemos quando haverá volta dos campeonatos, então os treinos serão para o quê? É um absurdo clubes encomendarem testes e mais testes, enquanto no Sistema Único de Saúde isso está em falta”, concluiu em desabafo.

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Repórter de A CRÍTICA

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