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Discípulo de Telê: novo treinador do Nacional iniciou carreira pelas mãos do saudoso Mestre

Heriberto da Cunha relembra do início como técnico nas categorias de base do São Paulo e do aprendizado que teve com Telê Santana. Além de comentar sobre o desafio de treinar o Leão da Vila Municipal 12/12/2015 às 19:58
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Heriberto da Cunha fala do desafio no comando do Nacional.
Denir Simplício Manaus (AM)

Heriberto da Cunha é o novo treinador do Nacional e entre as principais conquistas do comandante do Leão está o acesso com o Vila Nova para a Série B, em 2013. Sereno nas palavras e adepto do futebol bem jogado, o mineiro de 55 anos tem em seu currículo o que poucos técnicos brasileiros jamais terão: ter o aprendizado no futebol com  Telê Santana.

“Telê foi meu treinador não só como atleta, mas depois trabalhei com ele como observador técnico no São Paulo. Foi um treinador que me ensinou bastante e espero que ele esteja descansando com muita luz e muita paz, pois foi um grande treinador”, disse um emocionado Heriberto da Cunha.

O aprendizado

Tão logo foi apresentado à torcida do Leão, na última quarta-feira, tomou o apito e, no dia seguinte, partiu para o CT Barbosa Filho para dirigir seus comandados. Assim como o Mestre Telê (também mineiro de Itabirito), Heriberto da Cunha é fã do futebol arte e conta o que aprendeu com aquele que, para muitos, foi o maior técnico da história do futebol brasileiro.


“Sempre jogar futebol visando a bola. Jogar um futebol alegre, vistoso. Fazer menos de falta possível quando for roubar a bola do adversário. Tudo isso foi muito importante, e a união e o comprometimento do grupo, que ele sempre preservou”, relembra Heriberto, que é contemporâneo de outro ilustre discípulo do Mestre: Muricy Ramalho.

“Eu e o Muricy temos uma amizade da época de São Paulo. Dos tempos de juniores, depois profissional. Jogamos juntos também no América-SP. Depois fui auxiliar dele, enfim, é um amigo que eu tenho, uma pessoa de muita competência, uma pessoa amiga e sincera. Tenho prazer de tê-lo como amigo”, disse o treinador, que atuou tanto dentro como fora de campo  com dois dos maiores treinadores da história do São Paulo e do Brasil.

O perfil do novo comandante

O novo comandante do Leão falou ao CRAQUE sobre sua proposta de trabalho para tentar levar o Nacional ao tão sonhado acesso à Série C de 2017. Entre outros assuntos, Heriberto da Cunha falou sobre a estrutura do clube, preparação da equipe e até da prisão durante jogo no antigo Vivaldão, em 2009.

“Eu procuro trabalhar bastante com bola. Para que o jogador possa se adaptar e ter bastante variações dentro do treinamento. Para que dentro do jogo, se você precisar fazer uma mudança, o jogador já esteja acostumado”, explicou o técnico, analisando que o futebol é igual em todo lugar.


“Futebol é igual em todo o mundo. O futebol, a cada dia, está evoluindo mais, requer uma marcação muito forte, requer uma tomada de bola muito rápida, requer uma equipe que faça a transição com mais velocidade, com mais rapidez”, especificou Cunha, relembrando a confusão que se meteu em 2009, quando dirigia o ABC-RC contra o Fast, pela Copa do Brasil.

“Foi lamentável. Foi um fato, que fui separar... tirar meu jogador de uma confusão e na forma que eu fui puxar o atleta, o Simão na época, acabou que... diz o coronel que eu dei um tapa nele. Não foi verdade. Jamais você vai dar um tapa num policial. Então acho que ele foi infeliz ali. E pediu que eu o acompanhasse até a delegacia, acompanhei, cheguei lá na delegacia a delegada até deu risada. ‘É sobre futebol? É confusão sobre futebol? Poxa, coronel, numa hora dessas, trazer confusão sobre futebol pra cá... sabe que não vai acontecer nada’. Então foi um fato triste naquele momento”, disse o técnico, vislumbrando o acesso em 2016.

“Em todos os lugares que passei o que sempre passou na minha mente é a conquista de títulos, a conquista de acessos. Aqui não vai ser diferente. Acho que o Nacional tem todas condições e a gente vai lutar por isso. Com certeza a gente vai formar uma equipe forte, uma equipe bem equilibrada, para que a gente possa buscar esse acesso a todo custo”, concluiu.


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