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DNA de craque. Rivelino mostrou qualidade e é promessa no time do Penarol

Formado nas categorias de base do Leão da Velha Serpa, Rivelino estreou contra o Iranduba na última rodada da primeira fase do Barezão e, no seu primeiro jogo como profissional, anotou dois gols 31/05/2015 às 10:49
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Natural do município de Urucurituba, Rivelino treina na base do Penarol desde 2013
Camila Leonel Manaus (AM)

Ele tem o nome de craque. Nome que foi  herdado do pai e faz referência ao craque Roberto Rivelino, tricampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970 e que brilhou com as camisas de Corinthinas e Fluminense, mas o Rivelino de Castro Soares Júnior, com apenas 16 anos, já mostrou que tem potencial para fazer jus ao nome de craque que recebeu. Em sua estreia como profissional pelo time do Penarol contra o Iranduba, o adolescente natural do município de Urucurituba (distante 218,52 km de Manaus) surpreendeu a todos marcando dois  dos quatro gols da vitória penarolense por 4 a 2.

E não foi apenas o nome que foi passado de pai para filho, o gosto por futebol também foi uma herança que a joia do Leão  recebeu do pai. “Eu jogo desde pequeno, acho que eu tinha uns cinco, seis anos. Aprendi a jogar bola com o meu pai”, diz o jogador, cujo pai, Rivelino Soares, jogava como  meia atacante e fazia sucesso nos campos de Urucurituba.

Rivelino foi descoberto em 2013 durante uma peneira do Penarol pelo interior do Amazonas. De acordo com o auxiliar técnico do clube, Igor Cearense - que na época foi o responsável por montar os times de infantil e juvenil do Penarol -, a comitiva passou por municípios como Itapiranga, Maués e ao chegar em Urucurituba, a qualidade do menino logo chamou a atenção.

“Quando cheguei em Urucurituba e fizemos a peneira, me chamou a atenção a qualidade dele. O Rivelino tem um bom passe, ele bate bem na bola, tem muita dinâmica de jogo. Sabe dar bons passes e chutava bem de longe. Com cinco minutos que eu estava vendo o coletivo, pedi para ele se retirar do treino porque eu queria conversar com ele, pois ele  seria um dos escolhidos para integrar a base”, explicou.

A partir daí, o talento de Rivelino começou a ser lapidado nas categorias de base do Leão da Velha Serpa. O menino passou a integrar o time infantil do Penarol e foi bicampeão amazonense, na categoria infantil, em 2013 e 2014. O primeiro  gol do meia foi marcado logo em sua estreia contra o Sul-América, em 2013.

Um dos fundamentos que mais foram trabalhados da base foram as finalizações. Rivelino passou a calibrar os potentes chutes nos treinos e trabalhar o posicionamento. “Eu tive que trabalhar muito nele o acreditar nele mesmo. Ele era um jogador com boa qualidade, mas não era de muita dinâmica, de procurar o jogo e trabalhamos isso nele”, explica.

A estreia

Destaque no time infantil, Rivelino foi apresentado ao treinador Marquinhos Piter e logo foi integrado ao elenco principal do Penarol. A qualidade do jogador agradou o treinador. A questão, segundo Piter, era apenas de tempo para que Rivelino estreasse como profissional.

“Coloquei o Rivelino no jogo  porque ele realmente  precisava dessa oportunidade pela qualidade técnica. Ele me surpreendeu. Tem personalidade e tem um futuro brilhante pela frente. Nós trabalhamos ele e estávamos esperando o momento certo para ele entrar”, disse.

No banco durante o campeonato, quando a hora chegou, Rivelino manteve a tranquilidade. “Entrei tranquilo, eu já sabia que uma hora eu ia ter que jogar”. E logo em seu primeiro jogo, o meia brilhou como gente grande.

“Foi uma sensação de alegria de poder participar desse jogo profissional pela primeira vez e fui feliz em marcar dois gols. Foi um momento único. A bola veio, depois da jogada do meu parceiro Tety e eu fui feliz na finalização”, relembrou.

 “Ele mostrou   tem qualidade. Contra a equipe do Iranduba, ele me surpreendeu e isso enche seus olhos de alegria. Coloquei ele no jogo porque ele tem méritos, mas o mérito mesmo é das pessoas da base que trabalhou o Rivelino”, contou.

Classificados para as semifinais, Marquinhos Piter ainda estuda a possibilidade de escalar Rivelino no time, mas o jogador garante. “ Eu vou trabalhar e esperar, né? Estou aí para somar”.

Saudades de casa

Rivelino é um jogador de poucas palavras. Fala apenas o necessário, mas no olhar no jovem meia do Penarol é possível ver o brilho no olhar de um garoto sonhador. Longe de casa desde 2013, ele conta que a saudade da família é grande, mas nada que o faça desistir do sonho de jogar futebol.

“Eles (os pais) me falam para nunca desistir disso e me esforçar ao máximo todos os dias”, disse.

Ele relembra que foi à Itacoatiara junto com um primo para fazer testes no Penarol. Ambos passaram no teste, mas o primo não ficou muito tempo e retornou para Urucurituba

A estreia foi em grande estilo, com dois gols marcados, mas o jovem, que tem como inspiração o meia Paulo Henrique Ganso, do São Paulo, quer chegar mais longe. “Espero que eu tenha reconhecimento na minha carreira e que eu possa ir longe que eu possa crescer a cada dia mais. Ser um grande jogador e jogar em um time grande, como o São Paulo, time que meu pai torce”.

Treinando com o time principal desde a pré-temporada, o jogador já está entrosado e conta que recebe o apoio e conselho dos jogadores mais experientes do time. “Todos me dão força para melhorar a cada dia, mas tem um que conversa bastante comigo é o Sandro. Todo dia fala comigo e me aconselha a não fazer coisa que não deve e sempre está me ajudando a crescer a cada dia”. O principal conselho que ele recebe é trabalhar duro sempre para colher os frutos.


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