Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
UFC

Do Careiro para o mundo: amazonense Diego Ferreira chega ao Top 10 do peso-leve no UFC

Em entrevista exclusiva, o lutador comentou o sentimento de figurar no alto escalão do MMA mundial após dois anos suspenso das lutas



diegohero_B173C8AE-CCA5-49FE-B6A2-74FA101F649D.jpg Foto: UFC
18/05/2020 às 21:06

Tem lutador baré no Top 10 peso leve do UFC, o nome da fera que agora figura no alto escalão da maior organização de MMA do mundo é Diego Ferreira. Acumulando seis vitórias seguidas dentro do Ultimate, o guerreiro natural do Careiro da Várzea ‘nocauteou’ seu caminho ao merecido lugar. Ontem (17), através de atualização do ranking, ele subiu ao posto de 10º melhor da divisão, superando nomes como Edson Barboza e Donald Cerrone.

“Após a derrota do Tony Ferguson no sábado (9), fui promovido ao Top 10. Poderia ser ainda melhor se fosse através de uma luta, mas mesmo assim, sei que isso é fruto do trabalho que vem sendo realizado e estou muito alegre”, destacou sobre a preferência em conquistar a vaga ‘diretamente’ no octógono, mas ressaltando o sentimento de felicidade. 



Atualmente morando no Texas, ele revela que o menino de anos atrás, habitante do Careiro da Várzea, estaria orgulhoso da trajetória que construiu, mas ainda não se dá por satisfeito dentro da organização. 

“Um garoto do interior do Amazonas, chegando entre os melhores do mundo, isso é muito gratificante. Agora é trabalhar mais forte ainda, quero chegar mais longe e ser campeão no UFC. Não pretendo parar por aqui”, comentou sobre a aspiração de vestir o cinturão da categoria - que hoje pertence ao russo Khabib Nurmagomedov. 

Volta por cima

Aos 35 anos, Diego vive seu melhor momento na carreira, em seu confronto mais recente ele derrotou o ex-campeão do peso-leve Anthony Pettis, utilizando seu poderoso jiu-jítsu. O amazonense acumula cartel de 17 vitórias e apenas duas derrotas - a última foi em 2014 para Dustin Poirier. 

“Estou nessa disparada de seis vitórias e lutando bem. A meta é ampliar essa sequência cada vez mais, o trem nunca para”, disse. Os dias ‘iluminados’ de Diego, contrastam com a suspensão sofrida pelo atleta em 2016, ele teve de passar dois anos sem entrar no octógono do UFC - em 2018 foi comprovado que a empresa responsável pela testagem do amazonense cometeu erro. 

“Ocorreu esse equívoco no teste antidoping, mas tem males que vem para o bem. Foi uma coisa que acabou sendo boa, consegui me focar nos treinos e melhorar meu jogo. Consegui aprender muito mais e isso contribuiu pro meu momento agora”, concluiu o guerreiro sobre sua ‘batalha’ fora dos eventos da organização.

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Repórter de A CRÍTICA

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