Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
JIU-JITSU

Documentário quer resgatar a história do jiu-jitsu na Amazônia

O longa-metragem está com equipe e projeto prontos, mas ainda precisa captar recursos para ele ser realizado.



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Fotos: Internet e divulgação
03/03/2019 às 16:09

O Amazonas e o Pará são conhecidos por gerar e desenvolver campeões de jiu-jitsu e, além disso, os Estados nortistas fazem parte da história da modalidade no Brasil, que veio juntamente com a imigração japonesa, no início do século XX. Agora essa rica história de esporte e cultura será contada no projeto do realizador audiovisual Heraldo Daniel: o documentário “O Clã da Jibóia – As Raízes do Jíu-Jitsu”.  No entanto, o projeto que visa resgatar a história da “arte suave” no Amazonas ainda está em fase de captação de recursos para ser realizada.


“O objetivo do documentário será resgatar a história da imigração japonesa, do Conde Coma, do mestre Satake, da história do jiu-jitsu no Amazonas e Pará, com as palavras de vários campeões, e também vamos acompanhar a vida dos brasileiros que mudaram de vida através do jiu-jitsu, levando o jiu-jitsu para o exterior”, conta Heraldo.

No roteiro, o documentário pretende aprofundar a história da imigração japonesa na Amazônia, trazer a história do Konde Koma (Mitsuyo-Maeda), considerado até hoje o primeiro a trazer o jiu-jitsu ao Brasil, e difundir a arte; trazer também a história de Satake, o japonês que ficou em Manaus e montou a academia de judô e jiu-jitsu no Atlético Rio Negro Clube, segundo Heraldo pesquisou, a primeira do Brasil; o documentário pretende mostrar também a pausa e retomada do jiu-jitsu em Manaus, quando Renzo Graice veio à cidade, e passou seus ensinamentos sobre a "arte suave", que, posteriormente, foram continuados por Osvaldo Alves depois. 

Além disso, o documentário vai mostrar e dar voz aos grandes nomes do jiu-jitsu do norte, como:  José Aldo, Adriano Martins, Wallid Ismael, Ronaldo Jacaré (capixaba, que aprendeu a luta e a desenvolveu em Manaus), e Lyoto Machida e Iuri Marajó, os mais conhecidos do Pará. Lutadores que atingiram o sucesso através da luta, alguns migraram para o MMA, e outros foram a outros países difundir o jiu-jitsu, e também alcançaram grandes objetivos. 

"Vamos focar também no jiu-jitsu como trampolim social,  vários começaram em Manaus e hoje vivem em outros países, possuem academias fora do país. Vamos mostrar o Xande e Saulo Ribeiro, que moram nos Estados Unidos, que fizeram a primeira universidade do jiu-jitsu no mundo e o Betinho Vidal, que está no Japão agora, ou seja, vamos mostrar a volta do jiu-jitsu ao Japão, sendo levada agora por um brasileiro", disse Heraldo.

Este será o primeiro longa-metragem de Heraldo, que já recebeu prêmios no Festival de Belém e Festival Cineguarnice, e participou também do Festival de Cuba, com o curta "Raiz dos males".

A equipe para o documentário está formada por Heraldo Daniel (pesquisa, produção, roteiro), Gustavo Sohanz (produtor executiva e roteirista), Alex Gil (produtor), Rildo Heros (pequisador de jiu-jitsu) e Herlan Souza (diretor de fotografia). Agora, a equipe busca recursos para continuar a produção do documentário. "Temos o projeto aprovado para o Fundo Municipal de Cultura, e queremos captar recursos, utilizando o benefício da isenção sobre serviço do imposto dos empresários, ou seja, o empresários podem ficar isentos desses impostos dando apoio à cultura, então é algo bem vantajoso a eles", explica Heraldo.

 


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