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Dodô bate um papo sobre a nova fase na carreira à frente do Rio Negro

Técnico fala com exclusividade ao portal acrítica sobre as expectativas de treinar o Galo da Praça da Saudade 25/07/2016 às 09:36 - Atualizado em 25/07/2016 às 09:36
Show dodo
Dodô chega para comandar o Rio Negro no Barezão (Foto: Divulgação)
Camila Leonel Manaus (AM)

Os fãs de futebol acostumados a ver Dodô balançar as redes adversárias e assinar verdadeiras pinturas que renderam a ele o apelido de artilheiro dos gols bonitos, terão que se acostumar a uma nova realidade: a de Dodô na beira do gramado durante as partidas, dando ordens. E a torcida amazonense, em especial a do Rio Negro será a primeira a ver Ricardo Lucas Figueredo Monte Raso em ação como técnico de futebol. Dodô chegou em Manaus na madrugada do último sábado (23). Horas depois já estava no campo fazendo o primeiro treino com a equipe.

A apresentação do novo técnico acontece nesta segunda-feira (25), às 15h, na sede do Galo da Praça da Saudade. Recém chegado em Manaus, o treinador conversou com o a reportagem e contou sobre as expectativas de treinar o Galo, além de falar sobre referências e a empolgação pela nova fase na carreira.

Após pendurar as chuteiras oficialmente em 2015, Dodô quis seguir no futebol. Confessa que ficou dividido entre a carreira de treinador e a de  cargos administrativos, porém a intimidade com os campos e com a bola, pesaram e ele foi para a CBF fazer o curso de treinador. Curso concluído, ele terá que colocar em prática tudo o que aprendeu e além de treinar o time Barriga Preta para o Campeonato Amazonense deste ano, ele terá uma missão ainda maior: restaurar a confiança do torcedor rionegrino. Torcida esta que nos últimos anos sentiu o sabor amargo de campanhas pífias e três rebaixamentos no Barezão.

Como foi feito o convite para treinar o Rio Negro?
Eu já sabia do time, conhecia o Rio Negro antes de vir para cá. Quem me convidou para ser técnico foi o pessoal da empresa Excellence Football.  Eles me ligaram, fizeram o convite. A gente foi conversando, fomos trocando ideias e aconteceu. Acho que o convite de vir para cá vai dar uma mudada de patamar na minha carreira e é o meu primeiro trabalho como treinador.

Você escolheu o Sandro para ser seu  auxiliar técnico. Vocês trabalharam juntos quando você ainda era jogador. Como será essa dupla agora com os dois na comissão técnica?
O nosso método de trabalho casa. Nós trabalhamos juntos e é mais fácil trabalhar com alguém assim. Então quando me convidaram pensei no nome dele e ele aceitou. Ele começou os trabalhos na quarta-feira e foi me passando o que foi feito aqui. Ele já sabia o que ia fazer aqui e combinou de me passar as coisas que foi fazendo e como é o time.

Você sempre pensou em ser técnico de futebol, ou isso foi uma vontade que só despertou depois da aposentadoria?
Em sempre pensei à respeito. Eu amo futebol, diferente de alguns jogadores que quando não estão jogando não conseguem ver uma partida, eu sou vidrado em futebol, sempre que posso assisto jogos. Só faltava eu me decidir se a carreira que eu ia seguir se seria a diretiva ou de campo, mas a parte de estar na beira do campo sempre foi o que eu gostei, me atraiu mais. E aí quando eu aposentei disse ‘preciso me preparar’ e foi o que eu fiz.

Você trabalhou com muitos técnicos de renome durante a carreira. Tem algum técnico que você se espelhe, ou algum aprendizado que teve na época de jogador e que vai levar para a carreira de treinador?
Eu trabalhei com vários técnicos conhecidos, com pessoas super conhecedoras, mas eu cito o Paulo Autuori como exemplo. Trabalhei com ele duas vezes durante a minha carreira. Não sou amigo pessoal dele, mas o método de treinar, de tratar as pessoas é diferente. Ele é um grande profissional, uma pessoa muito ética. Então eu tenho ele com uma referência.

Pipocaram nos últimos dias informações de que o representante da empresa que entrou em contato com você teve problemas com a justiça do trabalho. Você ficou sabendo dessas informações. O que acha disso?
Eu não estava sabendo disso. A empresa que vai tocar sabe como é o futebol. Eles me passaram uma situação e eu tenho o direito de, se algo não acontecer como combinou , sair. Comigo é assim, bem olho no olho, se não for como combinou não tem como estar aqui. Eles sabem que a estrutura do clube tem algumas coisas para melhorar, isso é normal, mas vamos trabalhar e aguardar.

Como foi a sua chegada em Manaus? O que os torcedores falaram para você?
Eu atrasei quatro horas para chegar. Tive muitos problemas para chegar aqui. Disseram que na hora prevista para eu chegar  (às 20h20) havia mais gente esperando, mas quando cheguei aqui já tinha menos. Eu entendo e o atraso não foi culpa minha, mas alguns torcedores agradeceram, tiraram foto. Isso ainda são frutos que eu estou colhendo da época que eu joguei e estou muito empolgado. Espero fazer um bom trabalho no clube.

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