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VÔLEI

'A Seleção já jogou em Manaus e sentiu a força da torcida', diz Bruninho

Bruninho, levantador da Seleção Brasileira de Vôlei, fala sobre sua expectativa para o amistoso na cidade e de encontrar a torcida manauara 05/08/2018 às 08:24
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O jogador de vôlei inciou sua carreira nas categorias de base da Seleção Brasileira (Foto: Johannes Eisele/AFP)
Jéssica Santos Manaus (AM)

 No próximo dia 20 de agosto, a Seleção Brasileira de Vôlei vai entrar na quadra da Arena Amadeu Teixeira (Zona Centro-Sul de Manaus) para um jogo amistoso contra a Holanda. O jogo em Manaus faz parte da preparação do time para o Campeonato Mundial de Vôlei, a ser realizado entre os dias 9 a 30 de setembro, na Itália e na Bulgária. Entre as estrelas que estarão na capital para a partida está o levantador Bruninho, que após mais de dez anos na seleção principal, consagrou-se como um dos melhores do mundo na sua posição. 

Em entrevista exclusica ao CRAQUE, Bruno fala sobre sua expectativa para o amistoso na cidade e a torcida; sobre suas lembranças de 2007, ano que jogou a Copa América por aqui; sobre o treinamento da seleção para o Mundial; e também como lida com bons e maus momentos no esporte, Olimpíadas e sobre seus objetivos para o futuro.

 Histórico

Bruno Rezende iniciou sua carreira no vôlei nas categorias de base da Seleção Brasileira, conquistando o vice-campeonato no Mundial Juvenil de 2005. Na equipe adulta, em 2007, venceu a Liga Mundial, os Jogos Pan-Americanos, a Copa do Mundo e o Campeonato Sul-Americano. Neste mesmo ano, ele esteve em Manaus para a disputa da Copa América, em que o Brasil perdeu para os Estados Unidos na final, logo que a Arena Poliesportiva do Amazonas foi inaugurada. No ano seguinte, ele conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim. Depois, seguiu conquistando resultados importantes com a Seleção Brasileira, como Liga Mundial (2009 e 2010), Campeonato Mundial (2010), Sul-Americano e outros. Em 2016, como capitão da Seleção, conquistou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos do Rio de janeiro. No ano seguinte, conquistou mais três ouros com o Brasil: Sul-Americano, Copa dos Campeões e Liga Mundial.

Até a última temporada, Bruno atuava na equipe Modena, da Itália, mas, em maio, ele deixou o time e confirmou que jogará pelo Civitanova, time também italiano. Confira a entrevista:

AC - Bruno, o Campeonato Mundial começa no dia 9 de setembro, mas, antes, no dia 20 de agosto, a Seleção vai jogar aqui em Manaus, fará outros jogos como preparação também, mas gostaríamos de saber como está a sua expectativa para esse jogo contra a Holanda, em Manaus?

Qualquer amistoso é sempre muito importante e esses três que faremos agora em agosto ainda mais por ser uma preparação para um campeonato muito importante. A Seleção Brasileira já jogou em Manaus e sentiu a força da torcida, que encheu o ginásio e foi fundamental nas duas vitórias sobre os Estados Unidos no ano passado.

AC - Bruno, você tem lembranças de quando veio a Manaus em 2007, para a Copa América de Vôlei? Nessa época, você estava no início da sua trajetória na Seleção Brasileira, certo? Você consegue se lembrar de como foi aquela final dramática contra os Estados Unidos? E também fazer uma relação com todas as mudanças que aconteceram nesse tempo, já que você estava no início da sua história com a seleção e retorna hoje como campeão olímpico?

As coisas mudaram muito. Em todos os sentidos. Eu amadureci como atleta e como pessoa, o grupo mudou quase que completamente e até mesmo o vôlei mudou de lá para cá. Foi muito trabalho, muita dedicação e aprendizado ao longo desses anos. Além disso, as derrotas ensinam muito.

AC - Recentemente, a Seleção ficou com um 4º lugar na Liga das Nações, então, como está o treinamento de vocês para melhorar o que não deu certo nessa competição?

O período de preparação para a Liga das Nações foi praticamente nulo. Ainda assim, brigamos de igual para igual com todas as potências mundiais, enfrentamos um campeonato muito forte e chegamos a um resultado que não é o que gostaríamos, mas que é algo significante no cenário. Agora, estamos com um pouco mais de tempo e podendo nos dedicar a um trabalho intenso, com muito treinamento. Estamos nos dedicando muito e vamos fazer de tudo para melhorarmos o resultado final.

AC - Como você e os demais integrantes da Seleção se sentem quando jogam em cidades como Manaus, que não possuem times grandes de vôlei nem campeonatos importantes da modalidade? A torcida da galera é diferente?

É sempre muito gostoso. Todos nós estamos esperando que a Arena esteja lotada e que a torcida possa, mais uma vez, mostrar sua força e nos ajudar a conseguir a vitória. É muito bacana sentir o calor da torcida por todo o Brasil.

AC - Você já viveu bons e maus momentos, tanto em clubes brasileiros como em clubes estrangeiros, certo? Sendo assim, o que aprendeu com as situações que viveu?

É importante ter a consciência que tudo que se vive, positivo ou negativo, se transforma em uma lição, em aprendizado, que deve ser levado para o resto da vida.
 
AC - Nesse sentido, quais serão seus próximos passos? Pretende continuar na Itália?

Por enquanto vou continuar na Itália na próxima temporada. Apenas mudei de clube, saindo do Modena para Civitanova. Quero continuar jogando no mais alto nível possível.

AC - Após ter conquistado o ápice de um atleta, que é uma medalha de ouro olímpica, as conquistas ou derrotas no vôlei mudaram de significado para você?

Ser campeão olímpico é o sonho de qualquer atleta profissional, mas todo campeonato é muito importante. E o próximo é sempre o que queremos conquistar. Neste momento, o foco é o Campeonato Mundial e vamos fazer de tudo para conseguir esse título.

AC - Qual o seu principal objetivo no vôlei hoje e para os próximos anos?

Evoluir e conquistar o próximo campeonato. E poder desenvolver nossa modalidade cada vez mais por todo o Brasil

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