Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
SUPERAÇÃO

Aos 51 anos, ultramaratonista Maria Rita se desafia num novo esporte: o triathlon

Após se superar em algumas das maiores corridas pedestres do mundo, Maria Rita decidiu fazer triathlon. Conheça a história dela:



Maria_Rita_principal.jpg A ultramaratonista teve dois meses para treinar, e participou do SescTriathlon, há uma semana. (Fotos: Antônio Lima/A crítica e divulgação)
05/08/2018 às 11:25

“Sem desafios ninguém vive!”. Esse é o lema da ultramaratonista Maria Rita, 51. Ela corre há 15 anos, superou várias das maiores e mais difíceis ultramaratonas do mundo, e esbanja coragem e garra por sempre querer superar os seus limites. Se antes ela era corredora, no último domingo (28) tornou-se também triatleta, e almeja ir longe. “Quero fazer um Ironman!”, afirma. 

Rita viveu muitos desafios na sua trajetória de ultramaratonas. Em 2008, ela foi a primeira amazonense a concluir a Comrades Marathon (89km), na África; fez a Maratona de Nova Iorque, em 2008; também concluiu a Ultra Indian Race 2015, correndo o percurso de 273km; completou o Vale da Morte, em Las Vegas (217km); o “Gran to Gran” (267km), na prova que atravessa o Grand Canyon, e a prova da Ilha Trail Madeira, em Portugal (2016), só para citar suas principais competições. 

Novo desafio

Este ano, Rita decidiu fazer triathlon, e conta como conseguiu realizar a prova com somente dois meses de treino. “Eu tenho uma vantagem porque como eu venho de provas de resistência, então, aprendi a lidar com a dor, trabalho muito a minha mente”.

Apesar da sua experiência, Maria Rita disse que estava muito ansiosa no dia da prova, mas assim que entrou no rio, passou. “Pensei apenas que tinha que ir, e não me preocupei com mais nada”. Não que a prova tenha sido fácil. “Levei um tapão, a menina pediu desculpa e eu disse, tudo bem, estamos juntas, ‘vambora’! Mas a minha maior dificuldade foi que eu não treinei as três modalidades na sequência, então, na bicicleta, minha perna parecia um chumbo, eu não tinha velocidade, mas foi melhorando depois, e ainda concluí a prova com 1h e 50 minutos, então, foi uma vitória”. 

Rita decidiu fazer triathlon, mas só sabia o famoso nado ‘cachorrinho’, e pediu ajuda. “Eu nadava só pra não morrer, nadava desengonçada, afundando, mas, quando você tem uma meta, você vê o que os outros fazem, pede ajuda, e foi o que eu fiz”, disse ela, que decidiu conversar com outros triatletas e iniciou a natação no Clube da Caixa, Zona Centro-Sul, com o professor Galvão. “Ele me ensinou a técnica em pouco tempo, o que me ajudou bastante”. 

Neste fim de semana, Rita já está participando de outro desafio, a Ultramaratona Trail Serra Grande, em Roraima, com 62km subindo; vai fazer também os 1.500m do Rio Negro Challenge, em dezembro, e mira mais triathlon para o ano que vem. “Quero fazer o Meio Ironman (em Florianópolis-SC), e no futuro o Ironman!”. 


Para ser feliz

Quem vê Maria Rita hoje nem imagina o que ela passou. A ultramaratonista começou a correr porque perdeu o marido e estava entrando em depressão. “Usei a corrida de longa distância para me dedicar a algo, e tirar o foco da tristeza. Eu cheguei num ponto que era tudo ou nada e o nada eu já tinha”, destaca. 

Assim, ela se inscreveu numa corrida de trilha, difícil e, mesmo sem correr nem 5km, foi se desafiar. “Eu estava na beira do abismo e consegui superar. Eu não ganhei nada, o marido não voltou, mas mudei internamente, passei a acreditar em mim”, afirma ela.

Frase:

 "A gente subestima o poder interno que temos, o nosso poder de superação, e muitas vezes o que você precisa é levantar e dar o primeiro passo".

Maria Rita, ultramaratonista e triatleta.

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