Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
FUTEBOL

Após cinco meses de espera, dupla do AM tem atuado no Paulista de Jundiaí-SP

Emerson Bombado e Maxsuel por imbróglio na transferência viveram pesadelo de não atuar pelo clube paulista por longo período



dupla_ED899314-4B44-4D23-9CF5-B42CE19D974F.JPG Foto/Arte: Helinaldo Lima
29/09/2019 às 08:22

Cinco meses depois de trocar o Galo da Praça da Saudade (apelido do Rio Negro) pelo Galo da Japi (apelido do Paulista de Jundiai-SP), a dupla de meias amazonenses  Emerson ‘Bombado’ e Alex Maxsuel Santana, enfim tem conseguido entrar em campo para defender o clube do interior paulista. 

Mas antes de estarem vivendo este sonho, os atletas encararam a missão de atuar no Rio Negro no estadual desse ano,  onde se destacaram mesmo com o rebaixamento da equipe à segundona. E após surgir oportunidade de seguir a um novo clube durante o Barezão, Maxsuel e Bombado arrumaram as malas e partiram até São Paulo acertando com o Paulista de Jundiaí, enfrentando logo de cara um longo pesadelo de três meses sem poder vestir a camisa do clube.



“O Rio Negro tinha demorado um pouco pra liberar a gente. E depois que liberou, o Paulista tava correndo atrás de pagar nossa transferência, e por isso demorou”, explicou o jogador Emerson Bombado.

Depois da longa espera enfim Bombado e Maxsuel começaram a ser relacionados para um jogo da Série A2 do Campeonato Paulista, onde a equipe formada por jogadores sub-23 tem feito bela campanha e está classificada para as quartas de finais do torneio estadual.

Estreia de Maxsuel

O primeiro a estrear foi Maxsuel no dia 30 de agosto na derrota por 2 a 0 do Paulista diante do Joseense, onde o atleta atuou por 9 minutos, mas que tirou o peso da autocobrança das costas do jogador. Após estrear pelo Paulista ‘Max’ emplacou mais quatro partidas onde ganhou mais rodagem, e segundo o meio campo a sensação tem sido de gratidão por atuar em uma equipe campeã da Copa do Brasil no ano de 2005.

“É um momento que não tenho palavras pra descrever só de tá aqui vestindo a camisa do Paulista já é gratificante pra mim. Estou feliz e vivendo um momento bom na minha vida. Me entrego e dou meu máximo não importa quantos minutos eu jogo, sempre que eu entrar vou dar meu melhor pra ajudar minha  equipe”, expressou o camisa 16 do Tricolor Jundiaiense, que ressaltou as mudanças  do ambiente do futebol paulista para o futebol baré.

“É uma rotina diferente, e aqui somos tratados com respeito, e como um profissional deve ser tratado. Moramos em um alojamento aqui no estádio, nos alimentamos bem, tem uma estrutura muito boa. Me adaptei rápido, e senti uma diferença muito grande por conta da estrutura”, pontuou.

A vez de Bombado

Com apenas o jogo de estreia no currículo,  o meia Emerson Bombado não esmoreceu mesmo com a espera pra entrar em campo, e no último dia 7 de setembro, o atleta amazonense enfim mostrou suas habilidades a serviço do Paulista por quase todos os 90 minutos, no empate de 1 a 1 contra o Independente de Limeira.

“Senti aquele friozinho na barriga, por conta do primeiro jogo, sempre tem aquela ansiedade. E no primeiro tempo fui um pouco discreto, mas no segundo fiquei mais solto, e comecei a criar jogadas, até porque não estava jogando na minha posição, eu estava improvisado”, declarou o camisa 2 do Paulista de Jundiaí, que sempre recebeu incentivo dos companheiros da equipe, principalmente do conterrâneo  Maxsuel.

“Os jogadores estavam sempre incentivando, passando confiança, e com isso me senti muito alegre em saber que estava tendo apoio de todos. E eu conversei um pouco antes da estreia com o Maxsuel, ele me apoiou muito, me desejou boa estreia antes de começar o jogo”, ressaltou o meio campo.

Bombado mantém os pés no chão apesar da estreia empolgante e quer ajudar a equipe alcançar o retorno à primeira divisão do futebol para se consolidar cada vez mais no clube.

“Agora que posso dizer que eu estou feliz com a estreia e com a campanha do Paulista, eu espero conseguir o tão sonhado acesso e se Deus quiser nós vamos conseguir sim”, concluiu Emerson Bombado.

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Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

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