Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
FUTEBOL BARÉ

Sete nomes com rodagem no futebol baré prometem se destacar na Série B

Rondinelli, Alberto, Emerson, Dinamite, Branco e Marinho são um dos nomes de destaque e mais experientes que vão atuar na Série B do Campeonato Amazonense desta temporada



dinossauros_pagina__1__59493612-9664-4295-9089-CFB5F83F6CF0.jpg Foto/Arte: Márcio Almeida
06/10/2019 às 09:00

Até quando um jogador de futebol pode atuar?  Será que há uma idade limite? Os questionamentos depois dos 30 anos têm feito parte cada vez mais do universo futebolístico, de saber até quando serão os últimos piques e momentos de um craque atuando dentro dos gramados. As retóricas latentes e reflexivas esbarraram em nomes de destaque do futebol mundial como o de Zé Roberto que jogou até os 40 anos, Paulo Baier, que atuou até os 42 anos; o centroavante e um dos artilheiros dos 1000 gols, Túlio Maravilha, que parou neste ano com meio século de vida,  e o zagueiro italiano Fabio Canavarro, que além de ter sido campeão do mundo em 2006, foi o primeiro e único defensor a ser eleito melhor jogador do mundo, tudo isso aos 33 anos.  

Esses são exemplos universais do futebol de que é preciso respeitar estes que tornam-se medalhões longevos. Todos guerreiros da bola trintões e até mesmo quarentões demonstram a importância da sua experiência e quilometragem para correr pelos gramados, principalmente sete craques dos tempos ‘jurássicos’ do futebol amazonense. 



Conhecedores do bom e velho futebol do estado, quando os gigantescos dinossauros caminhavam pelos gramados barés, Rondinelli, Alberto, Emerson, Roberto Dinamite, Rogério Pedra, Branco e o quarentão, Marinho, prometem mostrar que ainda têm lenha pra queimar, e liderar suas equipes em busca do título e do acesso na Série B do Barezão, que inicia no próximo dia 12 de outubro. Serão todos atrações defendendo seus clubes pelos campos da Arena da Amazônia, Carlos Zamith e a famosa Colina. 

O Xerife

No setor defensivo no comando da zaga, Rondinelli, 32, com mais de 13 anos de carreira disputou três vezes a Segundona. Em 2017, ele conquistou o acesso à Série A com o título da Série B vestindo a camisa do Holanda. Em 2018, veio mais um acesso o vice-campeonato pelo Sul América. 

Na atual temporada ‘Rondi’ - como é chamado - vai defender as cores do São Raimundo e almeja fazer história no Tufão da Colina, onde tem inúmeras passagens.

“As expectativas são as melhores possíveis Temos uma equipe qualificada com jogadores experientes. Acredito que temos times para brigar pelo o acesso pra Série A, e colocar o São Raimundo, um time de tradição, de volta à elite do Estadual para 2020”, disse o zagueiro, que destacou o momento mais marcante vivido na Série B do Campeonato Amazonense, defendendo as cores do Sulão.

“Acredito que o mais especial foi no Sul América, até pelas dificuldades que tivemos para forma a equipe meio que nas pressas, então foi um acesso que conseguimos a base de superação mesmo”, recordou o jogador que acredita que não existe limite para a longevidade de um jogador de futebol.

 “Normalmente quando jogador de futebol aqui no Brasil passa dos 30, sempre se cria aquela dúvida sobre seu desempenho dentro de campo Lógico que vai chegar um momento que vamos ter que parar de jogar futebol profissional. Mas  isso varia muito de jogador para jogador sobre isso, particularmente falando eu vou continuar jogando por mais alguns anos aí lá na frente a gente vê o que vai dá”, declarou o jogador.

Laterais de ‘responsa’

Com polivalência marcando os lados do campo como lateral, meia-esquerda e ponta, Alberto França, 34, vai defender o Clipper pela primeira vez. Ele é um dos pontos de equilíbrio neste esquadrão marcante do futebol baré e tem no currículo dois acessos e dois títulos pelo Holanda, em 2017, e Manaus Compensão, em 2009.

No lado direito, Emerson, aos 32 anos, carrega quatro participações da Série B, conquistando um título e o acesso pelo Gavião do Norte, em 2013. Com a missão de atuar pelo Tufão da Colina, o defensor destacou a importância de poder vestir a camisa do clube pela primeira vez.

“Pela primeira vez estou vestindo a camisa do São Raimundo, então vou representar e dar melhor forma e dedicação possível como tenho feito em outros clubes por onde passei. Vamos colocar o São Raimundo no lugar onde nunca deveria ter saído, que é na elite do futebol amazonense”, afirmou. 

Comando do ‘Capita’

Liderando todas as ações no meio de campo, seja como primeiro volante, ou meia clássico, Dinamite, aos 34 anos, volta a vestir a camisa do São Raimundo na segunda divisão do Amazonense. Na competição, ele conquistou um título no Iranduba (2018), mais dois acessos em 2007 pelo Nacional B e o Rio Negro em 2014. Conhecido como ‘capita’, o jogador segue confiante para defender mais uma vez as cores do Tufão da Colina e apontou o favoritismo a equipe na competição.

“Eu acho que o São Raimundo vai ser favorito em qualquer competição que ele entrar, até pela sua história, sua grandeza, pelos seus 100 anos, e pela sua torcida. Então nós que vamos defender a camisa do São Raimundo na segunda divisão não podemos nos esconder dessa responsabilidade”, ressaltou.

E para ter uma carreira longeva é preciso ter cuidados com a parte física, e Dinamite explicou o processo para se manter em forma nos períodos que fica sem jogar na temporada.

 “Sempre fui disciplinado. Eu cuido da minha alimentação, e tenho dois amigos que trabalham comigo extra campo e cuidam de mim, que é o preparador físico Denis Melo e o fisioterapeuta Jean Carlos. Então são esses anjos que cuidam de mim, quando estou parado das atividades do clube”, explicou o meio campista.

Ataque Matador

Campeão duas vezes da Segundona pelo Manaus Compensão (2009) e São Raimundo (2017) e artilheiro nas duas oportunidades, o atacante Josinaldo Lima, o Branco, vai fazer sua estreia nesta edição da Série B no Clipper. 

O jogador da Águia Dourada do Parque 10, de 34 anos, carrega na bagagem 12 anos como profissional e acredita no terceiro acesso, dessa vez pelo Clipper.

“As expectativas são as melhores possível pra minha equipe, onde estamos se dedicando ao máximo pra conseguir nosso objetivo. E com grupo formado em sua maioria por amazonenses, vamos fazer de tudo pra colocar Clipper na primeira divisão”, disse Branco.

O mais experiente de todos Marinhos, 39, vai pendurar as chuteiras ao término do estadual defendendo as cores do clube de seu coração: o São Raimundo. Acostumado a fazer gols na elite do estadual, o centroavante com 23 anos de carreira, disputou quatro vezes a Segundona. O ‘Tanque’ tem dois acessos com Sul América 2018 e Holanda 2017 (campeão). O jogador Marinho é mais um nome que marcou o futebol amazonense, e vai dar a oportunidade ao torcedor baré de ver seus últimos lances dentro de campo, na divisão mais raiz e clássica do Brasil, a Segundona.

“Tenho trabalhado com muita tranquilidade e seriedade como fiz nos meus 23 anos como atleta, talvez eu tenha até investido muito mais em mim como atleta nesse campeonato que poderá ser o último como atleta profissional”, concluiu Marinho.

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Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

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