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Arena da Amazônia vai fechar ano no azul e com grandes perspectivas

Aluguéis cobrados para se realizar eventos no estádio rendem lucro e possibilitam investimentos no esporte local 01/10/2016 às 16:10
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Titular da Sejel, Fabrício Lima, explicou que o sucesso dos eventos em 2016 deve abrir novas portas para 2017. (Foto: Antônio Lima)
Valter Cardoso Manaus-AM

Os custos para manutenção da Arena da Amazônia se aproximam de 600 mil reais a cada mês. As cifras podem até assustar, mas as contas no fim do mês não. De acordo com o titular da Secretária Estadual de Juventude Esporte e Lazer, Fabrício Lima, o estádio não dá mais prejuízo aos cofres públicos e se tornou um investimento da região.

“Hoje a Arena da Amazônia é um instrumento de arrecadação de recursos. Ela é um cartão postal do povo do Amazonas, assim como é a Ponta Negra, assim como é o Teatro Amazonas e um motivo de orgulho. Eu não dúvida. Você vê aqui algo muito diferente dos outros estádios, você vê famílias inteiras vindo acompanhar o bom futebol”, garantiu Fabrício Lima.

A estratégia que fez a Arena da Amazônia se “livrar”  do apelido  “Elefante Branco” e passou a ser visto como investimento foi otimizar os espaços ociosos. Ou seja, camarotes e parte externa passaram a ser alugados para ajudar a movimentar a renda. O estádio passou a ser multiuso ao pé da letra. No local, já foram realizados eventos como shows e corridas. No futuro, até casamentos poderão ser realizados nos camarotes.

A cereja do bolo, porém, continua sendo a realização de grandes jogos. Neste ano, clássicos cariocas aconteceram no estádio e até mesmo uma partida da Seleção Brasileira. Parte da  renda obtida nesses eventos é revertido para um fundo, que  possibilita apoio ao esporte local, através de passagens aéreas aos atletas, realização de campeonatos, o custeio de eventos esportivos em geral.

É com os recursos oriundos deste fundo, que a Arena custeia suas próprias despesas e permite que os portões sejam abertos para jogos do Campeonato Amazonense, que apesar dos baixos públicos, continua sendo prioridade nos investimentos.

“A Arena aberta ou fechada custa o mesmo valor”, garantiu Fabrício Lima, que explicou que o único gasto ao realizar as partidas no local seriam referentes a pagamento de funcionários, mas que os mesmos são compensados com banco de horas.

Próximos passos

Apesar do ano positivo, a Arena da Amazônia não vai fechar o ano dando lucros ao Estado, mas os eventos bem sucedidos abriram caminho para outros investimentos. Ainda neste ano, o jogo entre Vasco e Londrina deve movimentar o caixa da Arena, a final do Peladão e também o Torneio Internacional de Futebol Feminino. Para o próximo ano, jogos da Primeira Liga, Campeonato Carioca e Eliminatórias da Copa já estão sendo negociados.

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