Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
NOVA JORNADA

Renata Koke fala sobre novo trabalho como auxiliar técnica

Após pendurar as chuteiras, a ex-zagueira do Hulk, Renata Koke, encara o desafio de atuar na comissão técnica do Iranduba para o Barezão Feminino



WhatsApp_Image_2019-10-04_at_22.34.01_F52E1502-434E-415A-B8A9-6AAA8CF9A147.jpeg Foto: Denir Simplicio
07/10/2019 às 07:48

No mundo do futebol, a transição da função de jogador para a de treinador, ou auxiliar, tem sido cada vez mais comum quando um atleta pendura as chuteiras. E este processo não foi diferente com a ex-zagueira do Iranduba Renata Costa, a Koke. Aos 33 anos, a ex-jogadora, que é natural de Asaí, interior do Paraná, vai iniciar um novo desafio na carreira. No Barezão Feminino deste ano, ela será auxiliar na comissão técnica de João Carlos Cavalo.

No Iranduba há duas temporadas, Renata atuou em 24 jogos e conquistou dois títulos amazonenses (2017 e 2018). Em 2019, a ex-defensora vai participar do campeonato ajudando na beira do campo. O motivo da mudança são as constantes lesões no joelho e no tornozelo, que abreviaram a carreira de Koke dentro do campo.



 “Por conta de muitas lesões no joelho e no tornozelo, eu resolvi parar de jogar. Depois eu recebi o convite do João Carlos e do presidente Amarildo Dutra pra ser auxiliar técnica da equipe. Vejo como um grande desafio, mas acredito que posso aprender, e também ensinar muita coisa”, relatou a ex-zagueira que almeja começar a nova jornada na área técnica com o título do estadual pelo Hulk.

“Quero ganhar, quero ajudar o time de todas as formas possíveis, sei que não entrarei em campo como atleta, mas toda energia positiva estarei passando pra todas as atletas. Ficaria muito feliz de começar essa nova carreira com um título”, ressaltou.

Buscando ‘sugar’ todo o conhecimento do técnico das meninas do Hulk, João Carlos Cavalo, que também foi jogador de futebol, Renata Koke mantém os pés nos chão visando a oportunidade de assumir o comando de uma equipe algum dia.  “No momento pretendo aprender e estudar e vou aproveitar o máximo e sugar o quanto eu puder do João Cavalo, que é um cara muito inteligente. Tenho certeza que irei aprender muita coisa com ele”, declarou a atleta que apesar de dar os primeiros passos na função, já elegeu suas referências de ex-jogadoras que tiveram êxito como técnicas após a aposentadoria. 

 “A Sissi acompanho muito tempo já, e vejo o quanto ela ajuda atletas, e o sucesso que ela tem fora do país. Espero que eu possa traçar caminhos como o dela, a própria Emily Lima, Daniela Alves (companheira de seleção brasileira de Koke), que são ex-atletas que eu acompanhei de perto”, afirmou.
 
Com uma carreira consolidada no futebol feminino durante 15 anos, Koke chegou no Hulk da Amazônia em 2017, com status de jogadora nível de seleção brasileira carregando na bagagem: duas medalhas de prata olímpicas (2004 e 2008), dois títulos do Jogos Pan Americanos (2003 e 2007), e um vice campeonato mundial no ano de 2007. Tanta experiência, ela espera usar para inspirar as novas gerações.

 “Eu costumo dizer pra todas as meninas, que chegar a uma seleção brasileira é até fácil, o difícil é conseguir se manter lá dentro. Precisa de muito trabalho, e vejo meninas novas hoje, que vai uma vez, conhece a Granja ou em Itu, e já se acham a dona do pedaço, mas não é assim que funciona. As meninas não podem se contentar em ir uma vez só. Eu venho de uma geração que, estar na seleção, sim era um sonho mas para se manter lá tinha que ralar muito, e estando lá, indo pra competição a gente dava o sangue. Era uma pela outra até o fim”, relatou Koke que deseja passar suas experiências com a ‘amarelinha’ para a zagueira Flávia e a meia atacante Júlia Beatriz, que são destaques do time sub-18 do Iranduba, e conquistaram o título Sul Americano sub-20 pelo Brasil neste mês.

“Ainda não tive a oportunidade dessa conversa, por conta da semana, pelo jogo importante contra o Internacional (pela semifinal do Brasileiro sub-18), mas com certeza podemos ter uma troca de experiência, não só com elas mas com outras meninas que tem qualidade a nível de seleção brasileira”, concluiu Koke.

Repórter de A Crítica

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