Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
Bola Oval

Finalistas do XI Manaus Bowl lembram jogo de futebol americano em 2009

Jogadores que estiveram nos gramados do Vivaldão em 2009 relembram a final e fala sobre ansiedade de jogar na nova Arena



fa.JPG Com novas camisas, jogadores retornaram ao gramado da Arena e se dizem prontos para o jogo de quinta (22) (Foto: Aguilar Abecassis)
18/12/2016 às 05:00

O olhar surpreso dos jogadores é unânime ao sair do túnel que dá acesso ao gramado da Arena da Amazônia. Mas além da surpresa pela grandiosidade do estádio, também vem a lembrança de ter jogado em outros tempos quando a suntuosa Arena ainda era mais conhecida como Colosso do Norte.

No ano de 2009, quando o antigo Vivaldo Lima ainda estava de pé, North Lions e Manaus Broncos - finalistas do Campeonato Amazonense de Futebol Americano - nem existiam, mas alguns jogadores que decidirão o título do XI Manaus Bowl no dia 22, às 20h, estiveram em campo e sentiram o gostinho de jogar em um grande estádio. Agora, eles estão de volta ao mesmo gramado e as lembranças são inevitáveis.

 Naquele ano foram três jogos: rodada dupla na abertura e a final, o IV Manaus Bowl, no dia 12 de dezembro, que foi vencido pelo Black Hawks.

“Joguei pela primeira vez no antigo Vivaldão pelo Cavaliers. Era fullback, número 43 . Eu ajudava a organizar as coisas e pintei o campo para a partida, terminamos às 4 da manhã .Cheguei ao estádio às 8h para organizar as situações extra campo. Eu não tinha dormido e tava pilhado, motivado. Fiz dois touchdowns. Não ganhamos a partida, mas foi um jogão”, relembra o ex-fullback do Cavaliers, Montefusco. Hoje, ele é head coach ( técnico principal do Manaus Broncos). Está inscrito para jogar, mas só vai entrar em campo se houver necessidade. “Eu tô inscrito como jogador de enxerido. Não vou entrar e jogar. Só se for necessidade”, disse.

Se Montefusco não venceu o jogo, o seu companheiro de equipe, Raphael Rady, conseguiu conquistar o título no estádio. Jogador de defesa, ele fala que apesar do nervosismo, os Blacks conseguiram superar os Cavs por 28 a 17.

“Não consegui dormir na véspera do jogo. O nervosismo era porque estava jogando no Vivaldão. Quando a gente chegou se reuniu lá fora, tomou café o time todo reunido. Foi uma emoção grande quando vi os meus familiares torcendo”, disse o defensive end dos Broncos, que está invicto nos Manaus Bowls que jogou.” Eu venci os cinco Manaus Bowls que joguei e pretendo manter isso”, explicou.

Apesar das boas lembranças, Binho Menezes, quarterback dos Lions também relembra das dificuldades da partida.

“Eu joguei o primeiro jogo e na final. Sofremos com o calor. Tem o equipamento por baixo da roupa e não é fácil. A temperatura de Manaus todos sabem como é abafado porque não corre vento. Alguns colegas não aguentaram e não terminaram o jogo. Perdemos a final, mas isso foi o de menos. O futebol americano ganhou como um todo”, disse o ex-jogador do Cavs.

Os dois times fazem final inédita (Foto: Aguillar Abecassis)

Legado

Além da emoção de jogar na Arena, os jogadores pensam no crescimento da modalidade em Manaus.

“Não é fácil jogar aqui e a evolução que teve nesse ano eu acho que isso abre portas para qualquer esporte e tá vindo uma oportunidade para o futebol americano. Muita gente julga por ser um esporte novo, e é uma oportunidade das pessoas virem conhecer a modalidade, tirar suas curiosidades e dúvidas”, disse Girleno Filho, jogador do North Lions. Montefusco acha que além do público, o jogo na Arena ficará de legado para os atletas no futuro.

“Esse jogo aqui não é para mim, nem Lions, nem Broncos, é para futuras gerações que vão um dia praticar esse esporte. A nossa oração deu certo. Temos que ter fé, ter sonhos e ter pessoas certas nos lugares certos. É um presente de natal”,declarou.

“É uma satisfação pra gente mostrar que nós estamos aqui para agregar nessa Arena. Esse jogo é uma porta para o FA e vamos honrar esse voto de confiança que estão dando pra gente”, finalizou Binho.

Girleno Filho e Rhaony de expectadores serão competidores (Foto: Aguillar Abecassis)

Da arquibancada ao gramado

Alguns dos que estarão em campo na quinta-feira estiveram no estádio no ano de 2009, porém eram espectadores. Rhaony Caldas, guard do Lions, era do atletismo, mas já gostava de futebol americano. Ouviu falar do jogo e compareceu ao Vivaldão. Sete anos depois, ele será um dos jogadores que entrarão em campo.

“Eu morava na Vila Olímpica. Era atleta do Centro de Treinamento de Alto Rendimento, competia no lançamento de martelo e um amigo meu sabia que eu gostava muito de futebol americano e me falou. Vim na final. Na época eu não entendia muita coisa, o jogo foi bem pegado. Teve um TD de corrida sensacional, mas não vi o jogo todo porque tive que voltar para a Vila. Agora é uma experiência nova. Tô voltando a ter aquele sentimento de competição da época de atletismo”. Mesmo tendo sido campeão sul americano na época de atletismo, ele diz que está nervoso pelo jogo. “Estou muito nervoso. Já pensou pisar num palco onde jogou Pirlo Neymar, Gerrard, Buffon Cristiano Ronaldo? É surreal!”.

Já Girleno Filho, que ficou conhecido como goleiro do Rio Negro no ano passado também entrará em campo. Ele estava na arquibancada do Vivaldão em 2009 e agora jogará pelos Lions. “Na época eu jogava o campeonato amazonense infantil e vim para o jogo a convite do meu tio. Foi um dia histórico. O nome daquele jogo foi o Felipe Turbina. Ele destruiu no jogo com um TD histórico”, contou.

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