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COPA DA RÚSSIA

Francês que vive em Manaus sonha e torce pelo bicampeonato na Copa do Mundo

Morando na capital amazonense há quatro anos, o francês Nícolas Vidal tem expectativa de ver a França bicampeã do Mundial de futebol 15/07/2018 às 07:30
Show frances
(Fotos: Euzivaldo Queiroz)
Camila Leonel Manaus (AM)

A Copa de 2014 trouxe muitos turistas de outros países para Manaus. Trouxe também estrangeiros que se instalaram por aqui. Um deles é o francês Nícolas Vidal que veio para assistir à Copa do Brasil de perto e se instalou em Manaus com a esposa Nádia, e a filha Náia. Quatro anos depois, ele assiste à Copa pela TV, mas a emoção fica por conta da alegria de ver a seleção do seu país chegar a uma final para tentar o bicampeonato contra a Croácia, às 11h deste domingo (15). 

Esta sensação será compartilhada com cerca de 170 franceses que residem em Manaus. Os azuis se reunirão na Aliança Francesa, escola de francês localizada no Centro, onde Nícolas dá aulas, para acompanhar a Seleção de Didier Deschamps na final da Copa da Rússia. A confiança para a final foi conquistada durante o Mundial conforme os franceses avançavam de fase. Mesmo com um plantel de grandes nomes do futebol mundial, o francês achou o time desorganizado na primeira fase.

“Depois dos jogos contra a Argentina e o Uruguai, o time mostrou a verdadeira face com um bloco defensivo compacto e as habilidades individuais de cada jogador capazes de resolver as situações ofensivas. Frente à Croácia temos a vantagem deles terem um dia a menos de repouso e as três prorrogações. Sinceramente a qualidade dos jogadores franceses é acima dos croatas”, avalia o francês que sabe bem que do outro lado existem peças importantes. “Temos que tomar cuidado com Mandzucic, o Modric e o Rakitic que são os mais talentosos da seleção croata”. 

A confiança é sincronizada com os que residem na França. As notícias que ele tem da terra natal é que o país está em festa e ansioso para levantar pela segunda vez a taça de campeão.

“Depois da semifinal foi uma loucura nas ruas das grandes cidades francesas e em particular em Paris. As pessoas lotaram a Champs Elysees (principal avenida de Paris) para comemorar a vitória sobre a Bélgica. Essa mobilização começou após a partida contra a Argentina”.

Apesar dos brasileiros terem traumas da seleção francesa, Nícolas acredita que haverá apoio por parte dos brasileiros.

“Acho que a maioria dos brasileiros vão torcer pela França. O povo brasileiro sempre demonstra uma simpatia com a França e com o futebol francês. E principalmente aqui em Manaus devido a história da cidade ter uma conexão direta com Paris e o estilo de vida da sociedade francesa. Acredito que a maioria do povo amazonense vai apoiar a seleção apesar das derrotas de 86, 98 e 2006 acredito que os brasileiros têm um grande respeito para a seleção francesa e vão torcer para ver o Mbappé fazer um golaço”, finalizou o professor de francês que em Manaus chegou a disputar um campeonato de beach soccer com o time Aliança Francesa, homenageando seu país de origem.

Festa em 98 e frustração em 2006

Em 98, Nícolas era estudante e morava em Aix en Provence, cidade que fica a 30 km de Marselha e a principal lembrança que ele tem daquele 12 de julho de 98 é a união e da festa. “A final foi um momento incrível porque a seleção francesa não era favorita frente a Ronaldo, Rivaldo, Cafu, Roberto Carlos e companhia. Depois da vitória foi uma sensação de euforia intensa na rua, pois a seleção francesa conseguiu unir as pessoas independente da idade, da cor da pele ou da religião”.

Mas a torcida pelos bleus não traz apenas alegrias, ela traz frustrações também como na final de 2006, quando a Itália venceu nos pênaltis.

“Em 2006, a seleção tinha os melhores jogadores do mundo com o Zidane, o Henry, o Vieira, o Makelele. A França era favorita frente a Itália, mas perder dessa forma foi decepcionante. O Zidane, que foi o melhor jogador da competição, foi expulso e isso influenciou o resultado final, pois com Zidane em campo esse time era imbatível. Acho que senti mais frustração e tristeza em ver o Zidane terminar a carreira desse jeito que de ter perdido a final mesmo”.

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