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POR ONDE ANDA?

Há dois anos sem treinar clube, Marquinhos Piter pretende voltar em 2018

Ausente dos gramados desde 2015, Marquinhos Piter revela o motivo de seu afastamento e da vontade de retomar as atividades como treinador de futebol, além de revelar e não parou de estudar 09/07/2017 às 11:32
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(Foto: Evandro Seixas)
Camila Leonel Manaus (AM)

O bairro Getúlio Vargas, em Manacapuru (a 86km de Manaus) ainda sofre com os efeitos das cheias dos rios. Nas ruas, ainda há marombas que permitem que os moradores transitem e entrem nas suas casas. É neste cenário que encontramos o técnico Marquinhos Piter. Sem clube desde o final de 2015, o manacapuruense fala que precisou se afastar do futebol por motivos pessoais, mas não esconde a vontade de voltar para os campos de futebol onde foi vitorioso dentro e fora das quatro linhas.

O último trabalho foi à frente do Operário em 2015 na Copa Amazonas, quando ficaram na última colocação. Desde então, o treinador tem ficado em casa cuidado da mãe, dona Dila, e da construção de uma casa em um bairro mais alto de Manacapuru, o que evitaria problemas na época de cheia. “Me afastei um pouco por causa dessa situação da minha mãe que estava internada e saiu do hospital recente e eu estou de mudança também, então não tinha como deixar as coisas aqui. Então resolvi parar e cuidar disso aí”, explicou o treinador que garante não ter largado o futebol.

Marquinhos e a mãe, dona Dila

 

Marquinhos fala que não abriu mão de estudar e de ver jogos na televisão. “Fico sempre na Internet buscando coisas novas. Estudo, assisto muitos jogos. Presto atenção como o Tite mexe, como é a forma do time dele jogar, vou no papel e faço um rascunho e vou aprendendo. Quando voltar tem coisa nova. Tem que evoluir”, contou.

No estádio Gilberto Mestrinho, Piter diz que assistiu poucos jogos. O filho de 11 anos já começa a ensaiar os passos do pai e a ida aos jogos do Princesa é uma forma de incentivar, mas ele admite que não é fácil ficar na arquibancada. “Fui tentar acompanhar os jogos do Princesa e eu pegava o meu filho e ia porque ele está nessa linha, começando e ele começou a se empolgar e é importante para ele, mas eu não conseguia. Não consigo fica no meio do torcedor. Eu não desaprendi, mas vi que a realidade fora das quatro linhas é diferente. O torcedor é emoção e eu não via porque nos jogos estava trabalhando e concentrado nos jogos e ver o outro lado é complicado. Eu preferia estar lá, trabalhando”.

O treinador relembra os momentos que fez história no futebol

 

Retorno

Perguntando sobre quando retorna ao futebol, Piter revela que em 2018 pretende voltar à beira dos gramados. Ele revela que no tempo que ficou parado, recebeu convites, mas que não pôde aceitar.

Treinador de Operário, Princesa e Penarol, três times do interior, ele não esconde a vontade que tem de treinar um time da capital. “Queria pegar novos ares, trabalhar em um time da capital para ver como vai ser a reação. Tenho vontade pegar um Nacional, um Fast, ver o meu profissionalismo porque quando pego um trabalho eu dou o meu melhor, me entrego de corpo e alma”, disse o treinador que não se vê voltando a treinar o Princesa.

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