Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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TRIPLA JORNADA

Maratona na vida e maratona no esporte: conheça a história do corredor Juarez Silva

O atleta é um dos melhores corredores do país, mas leva uma rotina pesada de trabalho para viver o seu sonho


03/09/2017 às 07:00

Destaque no Amazonas e em nível nacional nas provas de 5 e 10 km, o corredor Juarez Silva, 30, agora tem o objetivo de chegar ainda mais longe. “Mudei meus treinos para correr maratonas, pois quero tentar fazer o índice para as próximas Olimpíadas”, anuncia o atleta. Mas, acontece que Juarez já vive uma maratona diária: ele trabalha de dia com limpeza e manutenção de piscinas; no fim da tarde, dedica-se arduamente ao treino, e à noite, trabalha como professor de educação física para seu grupo de corrida. Assim, Juarez vai precisar ter muita força e apoio para alcançar o sonho de correr os 42 km nos Jogos Olímpicos.

Juarez tem provado seu talento nas corridas de rua e nas pistas de atletismo, com vitórias e grandes marcas. Este ano, além de ter vencido todas as corridas de rua das quais participou no norte do país, o atleta conseguiu o índice nos 5 e 10 km, ganhando o direito de participar do Troféu Brasil de atletismo – competição que abriu seus olhos para novos desafios no esporte “Ali estavam os melhores do Brasil, e a maioria ali treina o ano inteiro para essa competição”, disse ele.

Mas o corredor voltou da competição com novos desafios em mente, e agora já começou a treinar para os 42 km, em busca do sonho Olímpico. “Nunca fui veloz, sempre gostei de provas mais longas. Quero fazer um teste na maratona. Pelos treinos longos que faço, de 25 km, tenho um ritmo bem parecido com o dos atletas que correm em maratona”, explicou Juarez, que treina com o técnico Luiz Alberto, que já treinou atletas Olímpicos, entre eles, Joaquim Cruz, ouro em Los Angeles (1984), e prata em Seul (1988).  “Quero aproveitar a experiência dele. Ele acredita mais em mim do que eu mesmo”, disse o atleta.   

Rotina difícil       

Apesar do talento de Juarez, nada é tão simples e, a decisão de se dedicar a correr 42 km, pode parecer algo impossível para ele, que vive uma maratona fora dos treinos também. Diariamente, ele acorda às 5h da manhã, e vai trabalhar. Durante boa parte do dia, faz manutenção de piscinas. “Tem dias que antes das 10h tenho que deixar prontas três piscinas de condomínios”, afirma.

Apesar das dificuldades, Juarez não vê problema em treinar e trabalhar e, além disso, ter duas profissões, já que ele também é professor de educação física. “Ia fica muito chato só trabalhar no ramo de corrida. Acho que se eu trabalhasse o dia todo como personal, eu não teria a mesma disposição para os treinos. Fazendo limpeza de piscinas, eu me distraio, tira um pouco do foco só de treino”, disse Juarez.      

Mas o horário do treino é seu momento sagrado. “Eu tenho duas horas de treino, e nessas duas horas, eu me dedico o máximo possível, independente do cansaço do trabalho. Tento deixar toda a preocupação da pista para lá, e entro focado mesmo para treinar e tentar sempre melhorar”, explica o atleta. E quando o treino acaba, começa a terceira jornada de Juarez, que termina o dia dando aulas para um grupo de atletas.

Juarez Silva também é professor de educação física, e dá aula para a equipe Free runners, após a sua sessão de treinamentos. (Foto: Márcio Silva)

"Quando acaba meu treino, vou lá, e dou aula para eles, faço educativo e corro com eles também. É difícil, mas normal para mim", disse.

Juarez disse que sempre levou essa rotina e ainda assim ganha as competições, mas sabe que para correr num nível ainda mais alto, precisa de patrocínios. “Chegar às Olimpíadas é um projeto, mas preciso de patrocínio, porque manter treinos para maratonas é difícil”, reconhece.

Trajetória

Juarez é de Rondônia, mas vive em Manaus há três anos, e representa o Estado nas competições. O corredor conta que quando era criança, dos 10 aos seus 15 anos, ganhava as poucas corridas que tinha na cidade, mesmo sem treinar ainda. “Chegava lá, e corria” (risos), relembra ele. Aos 16, ele se mudou com sua irmã para o interior de Rondônia, e só começou a correr mesmo em 2009, quando um colega seu o convidou. “Para mim, foi rápido. Com três meses de treinos já estava ganhando corridas, em Porto Velho. Daí para frente, sempre estive entre os três primeiros”, ressalta. E, pela distância da capital, Juarez precisava viajar para competir. “No início, foi muito difícil. Eu viajava a noite inteira de ônibus para chegar no domingo de manhã, e competir em porto velho”.                      

 

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