Quinta-feira, 02 de Julho de 2020
INTERCÂMBIO

Treinador da Seleção brasileira de Fut7 faz período de observação no Fast

Com experiência no futebol society, Diego Mendes tem assimilado experiências com o treinador do Fast, Wladimir Araújo, e não descarta transição para o futebol de campo



vlad2_FB5FF259-AC24-4BCE-A413-FA2299686F03.jpg Foto: Divulgação
01/02/2020 às 18:37

Apreciando o calor manauara e o futebol local  até o próximo dia 7 de fevereiro, o treinador da seleção brasileira de Fut7 Diego Mendes, 28, bateu um papo exclusivo com o CRAQUE, e fez revelações a respeito do futuro nos gramados sintéticos e os desafios pela frente na carreira.

Diego Mendes também tem aproveitado o período na capital amazonense para adquirir conhecimento. Para isso, o profissional acompanha os jogos do Barezão,  observando o trabalho da comissão técnica do Fast Clube nos treinamentos, na Ulbra.



Acadêmico do 6º período de Educação Física no Rio de Janeiro, o londrinense tem contato com a modalidade desde 2016,  além de estar a frente da seleção, também treina a equipe de Fut7 do Botafogo. Atualmente, Diego Mendes  carrega um título da Liga das Nações pela seleção canarinho disputada no México ano passado.  

Desde quando o Fut7 faz parte da sua vida?

Desde 2016 como treinador, mas quando eu era mais novo eu já jogava um pouco. Meu primeiro trabalho (na modalidade) foi no Bangu, tive uma boa passagem pelo Bangu, depois tive uma passagem pelo Fluminense e agora estou no Botafogo. 

Há quanto tempo você está no comando da seleção brasileira de Futebol Society? E quais foram os melhores resultados até o momento?

Estou desde a metade de 2018, e nós disputamos duas competições. A primeira foi na Copa América, no Equador, em que nós fomos vice campeões. E o segundo campeonato que a gente disputou, nós fomos campeões no México, que foi a Liga das Nações.

Como você avalia este desafio a frente da seleção brasileira de Fut7?

É um trabalho que tem sido desempenhado muito bem, com a captação de atletas. E a gente convoca os jogadores de acordo com as caracteristicas que a gente já pensa muito antes. Então a gente já chega com um grupo bem encaixado nas propostas de jogo que a gente pensa.

Você imaginava um dia chegar no comando da seleção brasileira da modalidade?

O nosso trabalho no Bangu foi muito bom mesmo. O Bangu sempre era um time que tomava bastante pancada e logo no nosso primeiro campeonato a gente chegou na semifinal. Então a gente desempenhou um grande trabalho lá que abriu as portas por ser um grande centro do futebol, e a gente teve uma ascensão bem rápida mesmo. 

Como tem sido esse processo de observação nas partidas do Barezão 2020?

Quando eu cheguei aqui, eu fui acompanhar dois jogos, e foi um nível muito bom. O primeiro foi Manaus e Fast,  depois foi Amazonas e Nacional. Foram dois grandes jogos, e é muito bacana poder estar aqui pra adquirir conhecimento no campo também, e trocar essa experiência.

O Futebol Society tem crescido bastante no país, principalmente no Amazonas pelo trabalho que a federação da modalidade realiza e o desempenho das equipes em competições a nível nacional e internacional. Como você analisa esse crescimento do esporte ?

Eu acompanho mesmo à distância aqui do Amazonas, e em geral da região Norte. Aqui tem o Área Verde; em Rondônia, o Divisa; tem o Atlético Acreano (no Acre) e Santa Cruz, em Roraima. A gente está sempre de olho nas competições. A Copa Norte eu vi alguns jogos, até o Atlético Acreano foi campeão com um time muito bom e jogadores de muita qualidade.

Como é processo de escolha de jogadores até chegar a convocação para compor o elenco da seleção brasileira?

A gente tem alguns olheiros nos estados que vão passando as características de alguns jogadores que a gente pede. Porque na verdade o jogador tem que ser bem completo. Então não serve como um distribuidor de jogadas. O jogador tem saber armar, saber jogar, marcar como se fosse no futsal. Então é um jogo muito dinâmico e todos os jogadores tem que ser completos, até o pivô, que tem que saber marcar muito porque exige bastante no jogo de alto rendimento.

Você tem vontade de fazer uma transição do society para o naipe de futebol de campo?

Aqui na cidade estou pegando agora uma experiência com o professor Wladimir (Araújo) no Fast. E é um desejo meu, estudo pra isso. Vivo diariamente pra isso, que eu tenho esse desejo de ser treinador de campo. Mas a gente vai trabalhando, vai ganhando experiência e o tempo Deus sabe de tudo.

Se surgisse uma proposta para trabalhar no futebol amazonense você aceitaria?

Eu não temo nada! Então se surgisse, eu já iria  a pensar na proposta, tudo direitinho. E se fosse boa, e tudo de acordo com certeza já começaria no campo sim.

Falando sobre modelo de jogo no meio futebolístico, qual o estilo que você mais estuda e acompanha?

Uso bastante trabalhos atuais,  assisto bastante os jogos de times europeus e vou mais nessa escola. E até na visão do Fut7 também, porque você tem que botar a bola no chão, tem que jogar, criar espaços e situações dinâmicas de velocidade, senão você não consegue chegar ao gol. É nisso que  penso no futebol de campo:  com variações táticas, marcação avançada e as linhas mesmo, se for média ou baixa, sempre muito compactas. E existem muitas variações que não se diz só com números, mas se pode trabalhar com  três, que variam do 4-1-4-1, 4-3-3, 4-2-3-1, isso você pode ir usando de várias formas.  

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Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

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