Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Futebol Feminino

Lateral Direita é uma das promessas do Iranduba sub-18 para o Campeonato Brasileiro

Daniely da Silva, de 15 anos, é uma das jovens do elenco do Hulk que também faz parte de um grupo de aproximadamente 10 jogadores de fora do Amazonas que compõem o elenco



Daniely_da_Silva_Iranduba_sub-18_A8F4C756-7F61-45B2-9F1B-B34C52A4D798.jpg Foto: Jair Araújo
16/06/2019 às 09:45

Enquanto algumas meninas de 15 anos ainda sonham com festa de debutante para celebrar a passagem da vida criança à adolescente, outras jovens seguem rumos diferentes, como é o caso de Daniely da Silva, 15, natural de Chapecó, Santa Catarina. A jogadora aceitou o desafio de atravessar o país para defender as cores da equipe sub-18 do Iranduba no Campeonato Brasileiro da categoria, que começa no mês de julho. 

“Está sendo uma grande experiência longe de casa onde tenho que ter muita responsabilidade e comprometimento. E vem sendo difícil lidar com a saudade, mas sei que minha família está orgulhosa de mim”, declarou.

Apaixonada por futebol desde criança, a atleta começou a levar a sério o esporte apenas com 13 anos. Os primeiros passos foram dados na escolinha de futsal Atleta do Futuro, em sua cidade natal, jogando com outras meninas. Tudo com apoio do treinador João Romeu Almeida e o pai da atleta, Ari da Silva. 

“Eu jogava há muito tempo em uma escolinha de futsal do meu bairro lá na minha cidade. Jogava para brincar porque gosto muito de futebol. Meu treinador, que me levou para lá me ajudou muito e tinha incentivo do meu pai que sempre acreditou em mim”, relatou a jogadora do Hulk.
Trocando o frio sulista pelo calor do norte, Daniely da Silva revelou o motivo da escolha de deixar a Chapecoense-SC para escrever uma nova história como jogadora de futebol no Amazonas: a possibilidade de ser titular no Hulk.

“Eu estava em casa quando meu treinador falou comigo para jogar o Brasileiro aqui no Iranduba. Como na Chape eu ia ser uma das mais novas do elenco, não iria jogar essa competição. Então foi aí que surgiu a proposta e eu decidi vir pra cá”, disse.

Desafios

Sempre determinada e lutando por seus sonhos, a atleta do Hulk não cansa de lançar a novos caminhos, e por aceitar os desafios colhe um dos resultados mais expressivos de sua jornada como jogadora de futebol.

“Venho aceitando novos desafios superando barreiras dando meu máximo no que faço. Já disputei muitas competições, não consigo contar. Mas tenho uma especial que foi uma experiência incrível também que foi o Mundial Escolar de Futebol Feminino na Sérvia este ano, onde representamos o Brasil pelo Colégio Lourdes Lago, da minha cidade, e conseguimos entrar para a história trazendo a medalha de bronze”, ressaltou Daniely.

‘Sonho Amarelinho’

Enquanto as meninas de 15 anos sonham com vestidos, coroas e sapatinhos para dançar a famosa valsa dos 15 anos, um traje diferente está no imaginário da volante: a camisa da Seleção Brasileira. Como a maioria das jogadoras de futebol, o objetivo é chegar um dia à Copa do Mundo. Enquanto o dia não chega, Daniely sonha e torce pelo Brasil, que disputa a edição de 2019, na França.

 “Acredito, sim, um dia jogar pela Seleção e além de sentir orgulho de ver as meninas jogando, torcendo pela vitória, também imagino um dia eu estrear pelo principal e quem sabe chegar mesmo à Seleção Brasileira”, concluiu a lateral do Iranduba.
 

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