Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
BRASIL X SUÍÇA

Suíço que mora no Brasil há 26 anos se divide na torcida pelas seleções

Na Rússia, Franz Schuler vai assistir o duelo entre Brasil e Suíça neste domingo (17). Ele torce para um empate, pois não consegue escolher entre o país de origem e aquele que o recebeu



zCR0217-01F.jpg Franz chegou na Rússia no dia 12 de junho após 36 horas de viagem. A primeira parada foi em Moscou (Foto: Arquivo pessoal)
17/06/2018 às 08:30

Franz Schuler mora no Brasil há 26 anos, ou como ele prefere dizer: a metade da vida dele. Antes, o guia de turismo morou em Ufhusen, na Suíça, e não conseguiu ver seu país de origem se classificar para uma Copa do Mundo. A seleção passou 20 anos sem jogar um mundial.

Quando conseguiu, em 94, Franz já estava morando no Brasil. Veio como turista e se instalou em Manaus, no bairro da Alvorada. Em 2014, ele encontrou a Suíça na partida contra Honduras, na Arena da Amazônia. Neste ano, o rapaz fez questão de ir para a Rússia assistir o duelo da seleções, que acontece neste domingo (17).  

 “Não sou muito de ir à Copas. Vim para a Rússia, porque sempre disse que queria ver um jogo entre Brasil e a Suíça, e aqui estou. Gosto muito de viajar e conhecer os países”, explicou.

 Franz relata que torce por um empate no duelo deste domingo, pois escolher entre a pátria mãe e a nação que o recebeu será difícil. “Estou dividido para quem torcer. Então para mim o empate seria o ideal. Um amigo da Rua 3 (da Alvorada) fez uma camisa com os dois times para que entendam a paixão que eu tenho pelo Brasil”, contou o suíço que morou na Rua 3 da Alvorada, famosa pela decoração em época de Copa.

Franz chegou na Rússia no dia 12 de junho após 36 horas de viagem. A primeira parada foi em Moscou, para entrar no clima de Copa. Neste sábado (16), seguiu para Rostov, onde Brasil e Suíça se enfrentam. De lá, vai para São Petersburgo ver o jogo entre Suíça e Costa Rica.

“A melhor experiência daqui é a hospitalidade dos russos. Eles são muito gentis, e tentam ajudar em tudo, mesmo com a grande barreira do idioma. Bem diferente que esperei”, relata.

Porém, se em termos de hospitalidade, os russos se superaram, na animação, Franz diz que encontrou um cenário diferente do que esperava.

“A animação dos brasileiros é única. A Copa parece com um Natal de 30 dias. Já aqui, os russos são bem reservados. Assisti a Copa em um bar de esporte (somente com russos) e ninguém apareceu com a camisa. O mais interessante era que o bar tinha um próprio comentarista", completou.

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