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DESAFIOS

Artilheiro do São Raimundo fala de superação e da vontade de vencer com o Tufão

Série com os craques do Barezão entrevista hoje o atacante do São Raimundo, Denis Maranhão, um belo exemplo de superação no futebol amazonense 04/03/2018 às 05:15 - Atualizado em 04/03/2018 às 07:42
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Com o atual cenário do São Raimundo no Barezão, o atacante sabe que não será fácil vencer os desafios (Foto: Antônio Lima)
Camila Leonel Manaus (AM)

A identificação entre Denis Maranhão e o São Raimundo vai muito além de um carinho pelo clube, a camisa, o plantel e o restante do grupo. Tanto o clube da Zona Oeste de Manaus quanto o jogador de 23 anos nascido em Imperatriz, no Maranhão, passaram por fases difíceis recentemente e esperam se reeguer em 2018. A relação entre clube e atacante tem gerado números: o jogador tem três gols marcados, o que significa 100% dos gols pró do Tufão no Barezão, mas ainda não chegou ao objetivo, que é a vitória.

Das peladas na rua e no colégio nasceu o sonho de jogar futebol e Maranhão passou por bases de Imperatriz, Corinthians e Cruzeiro. Com o término do contrato, ele voltou para jogar no profissional do Imperatriz, mas aí vieram as lesões. O jogador passou por uma cirurgia no tornozelo esquerdo, teve problemas musculares e isso foi minando a confiança. “Tive uns problemas com lesões e fiquei parado um tempo. Quando voltei a jogar, fiquei meio desanimado. Essas lesões mexem com o psicológico. Tu está jogando, em uma fase boa e tu machuca passa dois, três meses parado e para voltar do zero e isso vai desanimando”, contou.

O desânimo foi tanto que ele contou que no fim do ano passado pensou em parar de jogar. Trocou a carreira nos campos por um emprego numa loja de autopeças. “Era aquela história, tava ali, mas meu pensamento era sair de lá e jogar. Foi quando o Piter falou comigo e perguntou se eu tava disposto a voltar a jogar futebol”, relembra. Veio para Manaus vestir a camisa do São Raimundo, que volta à Série A após ser rebaixado em 2017

“Eu me identifiquei muito com o clube e é uma experiência nova, um clube que está tentando resgatar algumas coisas. Soube dos acontecimentos, o clube acabou caindo, mas está em uma nova fase e aceitei esse desafio, porque sempre gostei de desafios na minha vida e estou sempre buscando coisas novas e pretendo buscar coisas novas com o São Raimundo. Quando cheguei aqui disse que queria ganhar um título e vamos brigar por isso. Enquanto tivermos 1% de chance, vamos batalhar”, disse o jogador que além da vontade de vencer desafios, tem outra motivação: a filha de dois meses.

“Eu tive uma motivação recente. Na virada do ano nasceu minha filha e a motivação maior para voltar a jogar foi ela. Botei na minha cabeça que tenho que mudar, ter atitude, buscar algo melhor para minha filha, minha mãe e meus familiares e quando Deus quer, ele coloca oportunidades para nos motivar. Se hoje estou no futebol, é por eles”.

Cenário

Com o atual cenário do São Raimundo no Barezão, o atacante sabe que não será fácil vencer os desafios propostos ao Tufão da Colina. Com dois empates e duas derrotas em quatro jogos, o São Raimundo terminou o primeiro turno sem vencer e precisa reverter a situação no segundo turno. “O professor Piter é inteligente e a gente entende a filosofia de jogo dele. São três jogos importantes que não podemos perder. Creio que basta uma vitória para deslanchar. Eu vejo talento nos jogadores, então para mim esses jogos serão uma guerra e vamos com tudo no segundo turno para se classificar e depois pensar nesse título”, opinou o artilheiro que mais do que comemorar gols, quer comemorar vitórias.

“Eu particularmente sempre penso na equipe, no coletivo. Foi o que falei uma vez: brigar pela artilharia era o de menos, porque era consequência do trabalho, mas que queria ganhar os três pontos e não estar na artilharia. Estou tentando me esforçar e garantir os três pontos para o São Raimundo e para mim não importa a artilharia, mas sim ajudar o clube. O que importa são os três pontos”, concluiu.

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