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Duelo de tribos no Peladão 2013

Saterés e Mundurukus medem forças nas duas finais do Peladão Indígena, marcadas para domingo 22/11/2013 às 10:35
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Sateré F.C., formado por dissidentes do Gavião, busca revanche contra o Munduruku
ACRÍTICA.COM Manaus, AM

Domingo (24) é dia de decisão no Peladão Indígena, no campo da Ufam. Às 9h, Selvagem e Kawana F. C jogam pela taça no feminino. Às 11h, é a vez dos guerreiros do Munduruku encarar o Gavião na final.

Os Mundurukus, do Munduruku F. C., entram em campo em clima de revanche para a grande final da categoria ind[igena. Em 2012, a equipe perdeu o título para o Gavião F. C., de etnia Sateré. O adversário do Munduruku dessa vez é o Sateré F. C., time que resultou de um “racha” que teve no elenco do Gavião F. C. Para tirar de uma vez por todas os Saterés do caminho, os Mundurukus contam, no domingo, com a pontaria do artilheiro Pica-Pau.

Pica-Pau nasceu Daniel, mas os cabelos coloridos que usa durante os jogos do Peladão renderam a ele o nome de um dos mais conhecidos desenhos animados. E o atacante Munduruku tem animado mesmo o campeonato do time.

Na semifinal, dos cinco gols marcados pelo Munduruku contra o E. C. Baré do Livramento, Pica-Pau fez quatro. Teve gol de perna esquerda, de direita e de falta. “Tem gente que quer fazer gol só dentro da área. Para mim, abriu espaço eu chuto. De qualquer distância”.

Para Pica-Pau, a chance da equipe dele se sagrar campeã essa ano é grande, já que os Saterés, ao se dividirem esse ano, ficaram menos fortes. “Os dois Saterés eram um time só ano passado. Agora está mais fraco. E nós mantivemos o mesmo time. É capaz de nós arrastarmos essa”, disse o atacante.

Para a decisão, o Muduruku precisa apenas corrigir sua atuação no primeiro tempo, afirma Pica-Pau. Nesse ano, em todos os jogos, o time saiu em desvantagem no placar na etapa inicial. Na semifinal, a goleada de 5 a 1 foi de virada.

“A gente saiu com a metade do time reserva no primeiro tempo. No decorrer do jogo os titulares foram entrando e foram acertando o time. Na final, isso não vai acontecer”, disse Pica-Pau. O atacante chega à final com seis gols marcados.

Do lado Sateré, quem espera ajudar o time a chegar ao título é o meio de campo Eduardo. Se depender da sorte dele, a equipe tem tudo para atingir o objetivo. Além da final pelo Sateré F. C., o meio campista também está na final da categoria feminina como técnico do Selvagem do Amazonas F. C.

Podendo ser campeão em dose dupla no domingo, o meio-campo do Sateré é só alegria na véspera das duas decisões. “Apesar de pensar nisso, não imaginava chegar às duas finais. Como deu certo, está tudo ótimo agora”, comemora.

Eduardo reconhece a qualidade do adversário, mas discorda que eles estejam mais fracos depois que saíram do elenco do Gavião. “Os Mundurukus são bons. Mas já treinamos bastante com eles. Vai ser um jogo equilibrado. Mas nosso time está ótimo”, comenta Eduardo. Se vencer, o meia será bicampeão, já que integrava o elenco do Gavião, campeão de 2012.

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