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'Dunga não corre risco': CBF garante permanência de treinador no comando da Seleção

Eliminação na Copa América não tirou o prestígio do treinador junto à alta cúpula da entidade organizadora do futebol brasileiro. Segundo a Confederação, o trabalho do técnico à frente do time canarinho é de longo prazo 30/06/2015 às 10:19
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Dunga está com moral alta com a CBF.
Rodrigo Viga Gaier/Reuters Rio de Janeiro (RJ)

O secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Walter Feldman, garantiu nesta segunda-feira (29) a permanência do técnico Dunga à frente da seleção e disse que a entidade defende um trabalho de "longo prazo" neste momento de "transição" do futebol brasileiro.

Em mais um fracasso, o Brasil foi eliminado da Copa América nas quartas de final pelo Paraguai, nos pênaltis, no sábado. Nesta semana deve ocorrer uma reunião entre a comissão técnica e a cúpula da CBF, mas, de acordo com Feldman, trata-se de um encontro para analisar eventuais ajustes até o início da campanha nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

"O Dunga não corre risco. Absolutamente", disse ele em entrevista à Reuters.

Na Copa América de 2011, o Brasil também tinha sido eliminado pelos paraguaios em uma disputa de pênaltis. Para o secretário-geral da CBF, a seleção brasileira passa por uma fase de transição após o fracasso na Copa do Mundo, que incluiu a derrota humilhante de 7 a 1 para a Alemanha na semifinal.

Depois do Mundial em casa, em julho de 2014, o técnico Dunga substituiu Luiz Felipe Scolari.

"Está começando o novo processo agora pós-Felipão. O Dunga está iniciando e o Brasil, nessa etapa de transição do futebol brasileiro, não pensa em planejamento de curto prazo. Pensamos no longo prazo para ir reconquistando maturidade e um futebol mais moderno, equilibrado e estável", disse ele.

O número 2 da CBF evitou comentários ou críticas técnicas aos jogadores de Dunga na Copa América, mas mostrou certo incômodo com o pênalti cometido pelo capitão do Brasil no Mundial, o zagueiro Thiago Silva.

"Aquela mão boba infelizmente nos tirou da competição. Era um jogo relativamente fácil. Pênalti depois é imprevisível."

Na Copa América, o Brasil perdeu também seu único craque, o atacante Neymar, suspenso por quatro jogos após perder a cabeça numa confusão após a derrota para a Colômbia na primeira fase. "Sem o Neymar ficou mais difícil porque ele é essencial para o funcionamento do time", afirmou.

Tanto Neymar quanto Thiago Silva já tiveram um conversa com a comissão técnica, segundo Feldman. "Acho que os dois já foram alvo de conversas sensatas e maduras."

Apesar do novo fracasso, a cúpula da CBF não teme que o Brasil não se classifique para a Copa do Mundo da Rússia.

"Acho que não há menor chance disso acontecer. Nós vamos para luta. Temos tempo necessário para realizar o trabalho e fazer a análise crítica dos problemas. Vamos para luta mais uma vez", finalizou.


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