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Esportes
PROMESSAS

Dupla de irmãos manauara é monitorada pelas categorias de base do Fluminense

Kauã, de 10 anos, e Kauê, de 8, treinam na escola do Guerreirinhos, franqueada com o clube carioca. Em dezembro, meninos vão ao Rio de Janeiro para participar de torneio 14/10/2018 às 15:08
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Foto
Camila Leonel Manaus (AM)

Apenas assistir os jogos de futebol com o pai não foi suficiente para o pequeno Kauã Santana. Ele queria jogar e o pai dele, André Santana foi atrás de uma escola de futebol para o filho. A dificuldade inicial era achar algum lugar que aceitasse uma criança de cinco anos.

A escola do Guerreirinhos, franqueada ao Fluminense, do Rio de Janeiro, aceitou fazer um teste com o garoto e não demorou para entender a necessidade que o menino tinha de estar no campo. Ele precisava colocar o talento em prática. Cinco anos depois Kauã, 10, é um dos monitorados pelo Fluminense e o irmão dele, Kauê, 8, também está no radar das categorias de base do Tricolor Carioca.

No mês de dezembro, os meninos vão para o Rio de Janeiro participar da Copa Guerreirinhos, que reúne as Escolinhas do Fluminense de todo o Brasil. No ano passado, os Guerreirinhos de Manaus foram campeões com Kauã compondo o time.

“Na primeira vez que eu fui para os testes lá, eu fiquei nervoso, mas na segunda já estava mais seguro. Eu vi que lá o futebol era diferenciado e fui treinando, treinando para melhorar mais e nesse ano vou ser monitorado. Então, espero que eu jogue muito nessa Copa e que seja campeão”, diz Kauã, que já participou de peneiras no mês de agosto.

Quem também deve ir para os testes no fim do ano é Kauê, irmão mais novo de Kauã. Atualmente com oito anos, ele começou a jogar com três anos e meio e é um dos achados da escolinha.

“Ele vinha só acompanhar o irmão dele e ficava correndo em volta do campo. Uma vez a bola saiu e pediram pra ele chutar para dentro do campo. Quando ele chutou, o Glauber que trabalha com os menores, falou: quero ele no meu time”, relembra o pai, André Santana.

De acordo com o professor dos meninos, Jorge Barreto, tanto Kauã, que joga de meia, e Kauê, que é atacante, têm qualidades apuradas para meninos da idade deles. “A maior qualidade do Kauã é o passe. Ele consegue encontrar uma situação de jogo fácil, tem uma boa tomada de decisão. Já o Kauê, o ponto forte dele é a habilidade. Ele vai pra cima, não tem medo. No um contra um ele é muito bom”, relata.

O apoio ao sonho dos garotos começa em casa com o pai e com o avô, Wilson “Fininho” que já jogou no Rio Negro. O plano dos pais dos meninos é se mudar para o Rio com a família e seguir com a carreira dos pequenos.

“Eles fizeram os testes ano passado e o Fluminense entrou em contato. Desde então eles estão sendo monitorados e estou prevendo que daqui a dois anos a família toda vá para o Rio. As portas estão abertas e quando formos, fica mais fácil”, conta o pai orgulhoso por realizar o sonho que se tornou da família.

“E bom demais. É o sonho deles e a gente trabalha para isso. Eu sempre vejo o que posso fazer por eles e, com eles realizando o sonho deles, a gente realiza por tabela também”, completa.

CR7 x Messi

Apesar das habilidades, os meninos divergem nas referências futebolísticas. O Kauã, que é meia e tem como principal qualidade o passe e a capacidade de achar espaços, é fã do argentino Lionel Messi.
“Me inspiro nele porque acho que jogo parecido. Sou baixinho, gosto de driblar e me inspiro nele por isso e pelos gols”, conta.

Já Kauê, que é atacante, e se destaca no um contra um é fã de Cristiano Ronaldo. “Eu gosto de assistir o Cristiano Ronaldo e depois que vi a bike dele (contra a Juventus, quando Cristiano ainda jogava no Real Madrid) mudou tudo na minha cabeça. Acabou Messi, acabou Neymar. Hoje eu tento fazer uma bicicleta que nem aquela”, conta.

Mesmo com um “Cristiano Ronaldo” e um “Lionel Messi” na família, o talento que vem passando através das gerações também serve de incentivo para os meninos.

“Meu avô ensinou o papai, o papai ensinou o meu irmão e hoje eu pego no pé do meu irmão, ele pega no meu pé e é assim: cada um pega no pé do outro. Incentiva a jogar, quando erra dá um ralho e é assim que a gente faz na nossa família”, conta Kauê.

Aprovado para monitoramento

Sobre os monitoramentos, o professor Jorginho conta que pelo menos 20 garotos da escolinha são observados pelo clube. Após fazer as peneiras no Rio de Janeiro, a instituição avisa os meninos que devem ser monitorados e o acompanhamento é feito à distância.

“O monitoramento é feito aqui na escolinha mesmo. A gente tem os treinamentos aqui. Conforme acontece o desenvolvimento deles, a gente manda para o Rio e lá faz outra avaliação com grau comparativo. Quando tem o mesmo potencial eles chamam para a base, se tiver abaixo, continua o monitoramento até adquirir o mesmo nível”, explica.

No caso de Kauã, o professor conta que ele passou por avaliações no Rio e foi aprovado para o monitoramento. O pai relembra que o aviso do monitoramento veio cinco dias após a peneira feita no Rio de Janeiro.

“Ele foi visto na Copa Guerreirinhos e se destacou em uma posição diferente da que ele joga. Ele se destacou, fomos campeões e ele foi convidado para fazer uma avaliação. Ele foi duas vezes. Foi feita uma avaliação lá e ele foi visto com bons olhos e essa experiência é bem produtiva. Eles voltam com experiências novas porque nessa avaliação só tem os melhores de cada escola, então eles são privilegiados de treinar no CT onde o time treina, tem contato com a base e vivencia o início de um atleta de futebol”, comenta .

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