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‘É minha hora’, diz Labilá sobre titularidade no Fast Clube nas semis do Barezão

Goleiro, que deixou o Rolo Compressor nas semifinais do Estadual de 2008, quer quitar uma dívida com o clube. O goleiro assumiu a camisa 1 do Tricolor na reta final do campeonato e quer levar o time às finais do Amazonense 30/05/2015 às 09:34
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Labilá foi escolhido o melhor em campo no duelo com o Nacional pelo jogo do returno.
Denir Simplício Manaus (AM)

"Destino é a sucessão de fatos que constituem a vida de alguém e que se crê serem independentes da sua vontade". Essa é uma entre tantas definições da palavra destino, e sete anos depois, o goleiro Labilá acredita que tem a chance de se tornar um dos heróis do Fast Clube na luta pela quebra do jejum de títulos do Rolo Compressor.

O goleiro, que teve passagem brilhante no Tricolor de Aço nos anos de 2006, 2007 e metade de 2008, retornou ao clube depois de quase abandonar a carreira no Tapajós, do Pará, com a certeza de que tem uma dívida a quitar com o Rolo Compressor. Contratado em fevereiro deste ano, Labilá só aceitou não “pendurar as luvas” por um único motivo: ser campeão com a camisa do Fast Clube.

Labilá retomou a camisa 1 do Tricolor depois da contusão do goleiro Zé Carlos no duelo com o São Raimundo e só deixou de atuar na última partida do returno, diante do Rio Negro. Na semifinal deste sábado contra o Princesa do Solimões, na Colina, o ágil arqueiro tem a chance de exorcizar o fantasma que o persegue até hoje.

Depressão e adeus

Em 2008, Labilá seguia fazendo grandes apresentações no Rolo Compressor até mergulhar numa crise pessoal e abandonar o clube nas semifinais do Campeonato Amazonense de 2008. Para boa parte da torcida fastiana, a equipe daquele ano tinha tudo para sair da fila e conquistar o Estadual, mas acabou perdendo a taça para o Holanda na final, depois de uma falha de Luciano, justamente seu substituto.

O arqueiro se acometeu de uma forte depressão logo após a eliminação do time na derrota para o Goiás pela Copa do Brasil de 2008. Caso o Tricolor passasse pelo Goiás o adversário na fase seguinte do torneio seria o Corinthians. Foi aí que surgiu o problema com o camisa 1 do Fast. O pai do jogador, que faleceu em 2006, era corintiano e tinha o sonho de ver o filho jogar contra o time do coração, mas acabou não tendo a chance.

“Quando terminava o jogo eu ia direto pro hospital. Eles (médicos) me davam tranquilizante e eu dormia. Só me sentia bem no campo. Defendia normalmente, não tinha nenhum problema durante os jogos. Mas era só acabar o jogo e tudo voltava. Eu nem treinava, ia direto poas partidas. Era injusto com os companheiros que estavam treinando”, relatou o arqueiro.

“Nem sabia que existia essa doença. Só fui saber depois, quando estava me tratando. Eu era muito garoto, não tinha experiência e acabei sofrendo muito com aquilo”, relembra o atleta que confessa ter a grande chance de levar o Fast, enfim, ao título do Barezão. “Hoje nós temos um time experiente. Naquela época ainda estávamos começando no futebol, como eu, o Michell, o Rondinelli... agora não, todos estão focados e não vamos deixar esse título escapar”, enfatizou.

“Passa um filme na minha cabeça. Até porque eu deixei o clube na semifinal em 2008. Tem muita coincidência aí. O Zé Carlos se machucou e eu entrei. Tive a oportunidade de segurar a posição. Deus está me honrando por esse momento e justamente nas semifinais eu posso ajudar a equipe a chegar de novo a final”, recordou Labilá.

Agilidade compensa

Mesmo tendo apenas 1,79m de altura – estatura considerada baixa para um goleiro -, Labilá opera verdadeiros milagres sob as traves do Rolo Compressor. Na vitória diante do Nacional o camisa 1 fechou o gol e evitou o empate do Naça por diversas vezes. “Compenso minha altura com agilidade. Me antecipo às jogadas e consigo visualizar o que o adversário vai fazer. Por isso sei o que ele vai fazer antes de executar o lance”, explicou o jogador.

“Tenho esse dom desde quando batia bola no campo de terra. Tenho a agilidade de defender e repor a bola com velocidade. Tudo isso ajuda. É muito difícil um jogador me surpreender cara a cara, a não ser que ele seja muito rápido mesmo”, comentou o goleiro que passou todo o Barezão no banco de reservas e que agora conta com o apoio dos companheiros de time.

“Fui pro gol quando o Zé Carlos se sentiu mal num jogo. Ele é um grande goleiro e é uma pena a gente ter de substituir um companheiro lesionado, mas estou trabalhando muito. Agora que apareceu a oportunidade e o professor está optando por mim, tenho certeza que os companheiros também estão me apoiando. Pois o grupo não é feito apenas de 11 jogadores, mas de um grupo todo”, finalizou.  

Princesa e Fast Clube entram no gramado da Colina, ás 15h, para fazer o primeiro jogo das semifinais do Cameonato Amazonense. Penarol e Operário duelam neste domingo (31), no estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara, pela outra semifinal do torneio.


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