Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
A GRANDE VIRADA

Em entrevista exclusiva, Bruno Fratus conta como deu a volta por cima no esporte

Depois do sexto lugar na final dos 50m nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Bruno Fratus supera frustração com prata no Mundial de Budapeste, e conta ao CRAQUE com exclusiva como foi essa virada na carreira



Bruno-Fratus-2-Quinta-Etapa-do-Trof_u-Maria-Lenk.jpg Com a medalha recém-conquistada em Budapeste, Bruno Fratus comemora sua grande virada, pós-frustração nas Olimpíadas 2016.Foto: divulgação
14/08/2017 às 09:24

No Mundial de Budapeste, Bruno Fratus fez o melhor tempo de sua vida na prova de 50m livre (21s27), firmando-se como um dos nadadores mais rápidos da história, e reencontrando a felicidade no esporte, refletida não em um, mas em vários resultados excelentes conquistados pelo atleta neste ano de 2017. Em entrevista exclusiva ao CRAQUE, o nadador fala sobre sua evolução e medalha no Mundial, sobre superação pessoal, sobre seus próximos desafios, e mais.


Com a prata recém-conquistada no Mundial, e com a tríplice coroa no Circuito europeu Mare Nostrum 2017 (realizado em Monte Carlo, Barcelona e Canet), Bruno ressurgiu na sua melhor fase, após o “pesadelo”, que afirmou ter vivido com seu sexto lugar na prova de 50m livre, das Olimpíadas no Brasil. 




Bruno, que passou por esse momento considerado bem abaixo das suas expectativas nos Jogos Olímpicos, olhou para o placar no Mundial de Budapeste, e viu sua evolução alcançada após a final dos 50m livre. Sobre isso, ele afirma que “atletas buscam sempre evoluir, sejam eles de alto rendimento ou amadores. A sensação de melhorar uma marca somada à medalha de um campeonato mundial é algo indescritível, algo que faz toda a preparação valer a pena e que também te motiva para os próximos desafios”, ressalta.


Mas, como Bruno conseguiu superar a frustração de 2016, para alcançar tantos resultados excelentes? Ele afirma que não há segredo, pois foi a consequência da sua dedicação ao esporte. “Todo resultado é fruto de preparação (ou da falta dela), os resultados deste ano não foram diferentes, vieram às custas de planejamento e consistência durante a preparação”, explica. 


Falando em preparação, a rotina do velocista foi modificada várias vezes este ano, por causa das muitas viagens internacionais para competir.
“Minha base de treinos é em Auburn, estado do Alabama, nos Estados Unidos, mas durante esse ‘giro europeu’ (que fez para participar do circuito Mare Nostrum), treinei e competi em cinco cidades diferentes, sempre com o acompanhamento da minha equipe técnica”, explica o nadador.  


 Agora, Bruno pensa nos seus próximos desafios, ansioso por mais conquistas. “No momento estou à espera da CBDA divulgar datas e critérios para as próximas seletivas para que eu possa continuar sempre focado em representar o Brasil da melhor forma possível nas principais competições do calendário internacional”, enfatiza.


Um futuro dourado
Bruno chegou longe e quer ir além. O nadador reside nos Estados Unidos desde 2013, onde evoluiu ao longo dos anos e de experiências vividas. Em 2017, ele quis se reerguer, com pessoas que conhecem as dificuldades de ser um atleta olímpico. Ele nada na equipe Auburn Swim, que conta com três técnicos ex-nadadores olímpicos, sendo que o técnico de Bruno, Brett Hawke, foi finalista justamente na prova de 50m livre. Além disso, sua esposa Michelle Lenhardt também representou o Brasil nas Olimpíadas de Pequim.

 

Três perguntas

1.  Você disse numa entrevista que não tinha vontade de treinar após os Jogos Olímpicos, por ter passado por uma fase ruim, de decepção no esporte. O que você diria a atletas de alto-rendimento que passam por uma situação de decepção ou cobrança, parecida com a que você passou? Como se dedicar ao esporte com alegria novamente?

Momentos como esse fazem parte da carreira de vários atletas, agora vejo de forma natural a necessidade de um tempo para refrescar a cabeça. Se você tem um objetivo e acredita em si próprio o amor ao esporte vai falar mais alto, e cedo ou tarde a motivação volta com tudo.

 

2.    Com a mudança na gestão da Cbda e com os ótimos resultados da Seleção brasileira de natação no Mundial, você está otimista para o futuro? O que gostaria que mudasse na natação brasileira para o esporte continuar evoluindo?

Não apenas eu, mas toda a Natação Brasileira esta otimista com a gestão do Sr. Miguel Cagnoni, ele fez um trabalho excepcional diante da Federação Aquática Paulista, é um apaixonado pelo esporte, que vem lutando há muito tempo pela chance de fazer a diferença no cenário nacional.
 

3.    Você tem no corpo (através de suas tatuagens) seu amor pelos Jogos Olímpicos. Você já pensa em que estratégias vai usar para chegar da melhor forma possível nos Jogos de 2020? 

Com certeza, existe uma máxima famosa no nosso meio que diz: “não é a cada quatro anos, é todo dia!"


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