Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
'PIPAS DO GUANA'

Em meio à paralisação do futebol, Guanair Jr. extrai renda da venda de pipas

Após término do Barezão 2020 por conta da pandemia da Covid-19, o goleiro precisou de uma alternativa. A fábrica foi herdada de seu pai, Guanair Conceição



Guanair_pipa_2_F24EA5A7-7A9C-40A9-881E-1E574040C6D5.JPG Foto: Eraldo Lopes/Freelancer
28/05/2020 às 06:40

A paralisação dos campeonatos esportivos por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) fez com que jogadores, principalmente das divisões inferiores do futebol brasileiro, precisassem de um plano ‘B’, tanto para ocupar o tempo livre quanto para complementar a renda familiar. É o caso de Guanair Jr., goleiro que estava disputando o Barezão 2020 pelo São Raimundo antes da chegada da pandemia.

Distante dos campos, seja para treinar ou jogar, o atleta agora mantém as atenções na sua fábrica de produção de pipas, no bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital. Esta foi a maneira encontrada pelo goleiro para não deixar o ‘caixa’ parar.



“Além de vender para vendedores menores, vendo na loja também, que não estou abrindo por conta da pandemia. Por isso estou funcionando aqui em casa mesmo, onde produzo”, explica Guanair.


(Foto: Eraldo Lopes/Freelancer)

Com a proximidade entre loja e casa, que é o local de produção das pipas, Guanair não perdeu muitos clientes. A demanda, por sinal, tem sido alta e ele conta com a ajuda de seis funcionários. As vendas, inclusive, também são feitas pelo número (92) 99290-2695.

Vale ressaltar que o jogador também precisa conciliar as responsabilidades da microempresa com o estudo online da faculdade de Educação Física. 

“Tem sido complicado, o estudo com a produção pela quantidade dos pedidos. Mas sempre que possível, estou assistindo às videoaulas e fazendo uma coisinha ou outra das pipas ao mesmo tempo. Vou para o meu quarto e estou ali, prestando atenção”, comentou o filho de Guanair Conceição, ex-goleiro que teve passagens por Rio Negro, Nacional e Sul América.

Segunda geração

O ditado já diz: 'Filho de peixe, peixinho é'. Com 23 anos de idade, Guanair Jr. apenas segue a linhagem da família, usufruindo de um bem deixado por outra geração. Seu pai, o também goleiro Guanair, faleceu em setembro de 2016 e foi quem abriu a fábrica e deu fama às ‘pipas do Guana’.  


(Falecido em 2016, Guanair Conceição foi quem inseriu o filho no mundo das pipas. Foto: Aquivo/A Crítica)

“Foi com meu pai que aprendi a produzir pipas. É até curioso. Ele nunca me dava pipas e assim incentivava que eu fizesse as minhas para brincar. Após o falecimento dele, a fábrica ficou para mim, mesmo eu não tendo muito conhecimento da produção e das vendas. Antes era mais um lazer e com o falecimento dele ficou mais sério”, afirmou Guanair Jr., que sempre teve duas atividades preferidas: soltar pipa e jogar futebol.

“Sempre estiveram lado a lado na minha vida. Sempre gostei de, em primeiro lugar, estar jogando futebol, mas quando tinha oportunidade estava soltando pipa. Inclusive, nas vezes que fui a outras cidades para jogar, cheguei a soltar pipa, como em Belém, São Paulo e Rio de Janeiro. Se não fosse prejudicar o rendimento dentro de campo, valia dar uma ‘fugidinha’ para brincar”, brincou o goleiro, que subiu para o profissional no Fast Clube e passou por Bahia e Corinthians-AL.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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