Terça-feira, 01 de Dezembro de 2020
desporto

Em sessão remota, TJD-AM vota pela retomada do Barezão 2020

Seis auditores do TJD, além do Presidente Edson Rosas, acompanharam o voto do auditor relator, Jayme Pereira Junior, que defendeu a volta do campeonato



tribunal_7A026E40-438B-43F0-9EF2-7C95DE9BD753.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
17/08/2020 às 21:07

O imbróglio envolvendo a decisão de encerramento do Barezão 2020 ganhou uma definição na noite desta segunda-feira (17). Em sessão realizada na sede do Tribunal de Justiça Desportiva Amazonense (TJD-AM), localizado no bairro  Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus, os auditores acompanharam por unanimidade o voto do auditor relator, Jayme Pereira Junior, pela retomada do Campeonato Amazonense 2020.

O doutor Jayme Pereira, após ouvir todos os representantes dos clubes, apontou durante o seu voto que o presidente Dissica Valério não tinha o poder de encerrar o campeonato com uma "canetada", e também questionou que se há uma possibilidade de começar o Campeonato Amazonense da Série B, deveria existir para que o Barezão fosse retomado.



Os auditores que votaram, além do Presidente Edson Rosas e o doutor Jayme Pereira, foram os doutores: Ruy Mendonça, Emerson José, Edson da Silva, Delias Tupinambá, Carlos Costa e João Carlos Bezerra

A sessão

O primeiro que se manifestou na sessão foi o advogado Maurílio Filho, representante da dupla Pai e Filho, além de São Raimundo e Princesa de Solimões.

O Doutor argumentou que na reunião do dia 20 de março, a maioria dos clubes que disputaram o Barezão 2020, votaram pelo cancelamento da competição e que por conta da falta de critérios, a presidência da FAF utilizasse o ranking da CBF para definir os representantes do Amazonas nas vagas nacionais, e citou o exemplo de 2011 quando o Fast, que após a desistência do representante de Roraima por uma vaga na Série D, se candidatou para preencher a vaga por ter sido o vice-campeão amazonense de 2010, mas à época, a FAF decidiu por utilizar o ranking da CBF, e o Nacional acabou sendo beneficiado.

O advogado Osvaldo Sestário, representante da Federação Amazonense de Futebol (FAF), e conhecido por representar o Fluminense no caso Heverton, que acabou rebaixando a Portuguesa no Campeonato Brasileiro de 2013, argumentou que como houve decisão unânime no momento de terminar o campeonato, cabia ao presidente da entidade definir os critérios para decidir os rumos do Campeonato Amazonense, e reforçou que a federação não pretende beneficiar clube nenhum.

O representante do Amazonas FC, Marcelo Amil, entende que é legítimo a decisão do Presidente Dissica Valério, e acrescentou que o argumento do advogado do Fast, Maurílio Filho, é contraditório, pois o próprio Fast no STJD recebeu causa ganha pelo caso na vaga da Série D.

O Campeonato Amazonense 2020 foi paralisado no último dia 15 de março, ainda na 3ª rodada do segundo turno.

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