Publicidade
Esportes
Craque

Entre Deus e o diabo: Platini é tratado como testemunha e acusado por promotores suíços

Autoridades da Suíça admitem observar o presidente da Uefa, Michel Platini, como acusado em investigação nos casos de corrupção no futebol. Após dez anos, ex-jogador francês recebeu pagamento por supostos trabalhos à Fifa 29/09/2015 às 14:43
Show 1
Michel Platini também é investigado pela Justiça da Suíça.
Joshua Franklin/Reuters Zurique (Suíça)

Autoridades suíças estão tratando o presidente da Uefa, Michel Platini, como algo entre uma testemunha e uma pessoa acusada em investigação sobre corrupção no futebol, que foi ampliada na semana passada para incluir o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse o procurador-geral da Suíça.

"Nós não ouvimos Platini como testemunha, isso não é verdade. Nós o investigamos como alguém entre uma testemunha e uma pessoa acusada", afirmou Michael Lauber a repórteres após uma palestra nesta terça-feira (29).

"Se fiquei satisfeito ou não, eu não posso dizer, porque eu traria prejuízo real para a investigação", acrescentou. Ele disse que seu gabinete ainda não decidiu se vai apresentar acusações contra Blatter.

Promotores questionaram os dois na sexta-feira (25), quando anunciaram uma investigação criminal contra Blatter.

Segundo eles, Blatter é suspeito de ter feito um "pagamento desleal" de 2 milhões de francos suíços (2,05 milhões de dólares) a Platini em 2011 às custas da Fifa, supostamente por trabalho realizado entre janeiro de 1999 e junho de 2002. Eles não disseram por que o pagamento foi classificado como "desleal".

Os dois dirigentes declararam na segunda-feira (28) que o pagamento foi uma remuneração legítima pelo trabalho relizado, mas não explicaram a razão de Platini ter recebido o dinheiro nove anos depois de encerrado seu período como consultor remunerado.

Publicidade
Publicidade