Segunda-feira, 06 de Abril de 2020
PELADÃO

Equipe do Peladão 2019 apresenta policiais em campo e no posto de Rainha

Após junção entre Amigos do Mata Boi e Choque F. C., equipe joga o Peladão com time mesclado entre policiais, guardas e civis. No posto de Rainha, a Cabo Giani Leite supera o nervosismo



amigos_do_mata_boi_choque_554F689A-8363-4734-93EC-ACE80828E19D.JPG Foto: Jair Araújo
29/08/2019 às 21:14

Competição de futebol mais democrática do mundo, o Peladão abre espaço para profissionais de todos os ramos. Fugindo das responsabilidades do dia a dia, cada atleta dá o seu máximo defendendo as cores de seu time. A história não é diferente com os policiais-jogadores do Amigos do Mata Boi/Choque. No último domingo (25), a equipe que possui "homens da lei" em campo estreou com vitória ao vencer o Leonardo F. C. por 2 a 0.

Em 2019, a junção entre Amigos do Mata Boi e Choque F.C. - equipes que jogavam cada uma por si até a edição de 2018 - fez com que surgisse um time com a mescla entre policiais e civis. O agora Amigos do Mata Boi/Choque corre atrás do seu primeiro título do Peladão e possui uma comissão técnica formada por oito policiais militares, três guardas municipais e três guardas civis. Já em campo, cinco jogadores fazem parte do Choque. A presença militar não se restringe somente a jogadores e comissão técnica.



Rainha de farda

Giani Leite foi a escolhida para ser rainha do Amigos do Mata Boi/Choque. Fazendo jus ao time que representa, a capixaba é policial militar e foi recém promovida ao cargo de cabo, atuando, principalmente, no Comando de Policiamento Especializado (CPE). Morando em Manaus há nove anos, a rainha busca estar junto ao time. “Sempre que eu puder, estarei acompanhando (o time). Até porque gosto de futebol e quero estar próxima da equipe”, comentou Giani. 

Rainha de um time do Peladão pela primeira vez, Giani brinca e conta que tem superado a barreira do nervosismo na nova missão. “Sou muito na minha, reservada, então essa exposição de agora tem sido muito diferente. Antes da cerimônia de abertura, tivemos que ir fazer uma sessão de fotos e eu quase não sorria, ficava séria por estar nervosa”, lembra a monarca do Amigos do Mata Boi/Choque.

E além de cumprir a função pela lei, Giani também cumpre as responsabilidades de mãe em casa. Distante da família, que mora no Espírito Santo, a cabo afirma que a filha foi um dos motivos que a fizeram ‘correr atrás’ da promoção de cargo.

“Depois que tive minha filha, optei por ficar mais no administrativo pela questão de saber que tenho mais chances de voltar para casa e encontrá-la. Mas claro que quando é necessário um efetivo maior em alguma situação, como na época de Carnaval, eu vou para a rua. Também gosto dessa adrenalina externa”, afirma a policial.

Nome diferenciado

Equipe já tradicional no Peladão, o Amigos do Mata Boi causa curiosidade por conta da nomenclatura. Afinal, por que a equipe leva ‘Mata Boi’ no nome em todas as participações? A explicação se dá por conta da história do presidente do time. 

João Cleusimar Valente brinca e lembra que na infância, quando morava em Eirunepé (município distante a 1.159km de Manaus), tinha a aparência semelhante aos troncos usados em matadouros da região. “Pela minha baixa estatura na época, e por ser forte, o pessoal me achava parecido com os pedaços de árvores usados no matadouro. Aí ficou Mata Boi”, conta.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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