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Escolhi acreditar: ilustres torcedores do Vasco falam da tensão do jogo deste domingo (6)

O empresário Geraldo Ribeiro reza, mas confia no Gingante da Colina, assim como o médico oftalmologista Francisco Marinho, que crê na fuga do rebaixamento. Mesmo contido, o ex-deputado Marcelo Ramos vai torcer para que o time de São Januário siga na elite do Brasileirão  04/12/2015 às 20:46
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O empresário Geraldo Ribeiro está se apegando até a Santo Antônio de Lisboa pela permanência do Vasco na Série A.
Denir Simplício Manaus (AM)

Angústia e muita fé são os sentimentos do torcedor do Vasco antes da partida mais importante do time no Brasileirão 2015. Precisando, para muitos, de um verdadeiro “milagre” para se salvar de mais uma queda para a Série B, os vascaínos juntam as forças e mantém a esperança viva da permanência na elite do futebol nacional. O time de São Januário precisa vencer o Coritiba, no estádio Couto Pereira, além de torcer por derrotas de Avaí, contra o Corinthians, e Fluminense sobre o Figueirense, em Santa Catarina. Vale lembrar que há pouco mais de um ano, os cruz-maltinos festejavam o retorno à Primeira Divisão do Brasileiro. Hoje, mais do que nunca, “O sentimento não pode parar”.  

Na expectativa de saber como anda o coração do vascaíno diante dessa difícil situação, o CRAQUE conversou com alguns ilustres torcedores do Gigante da Colina, em Manaus, para descobrir o sentimento do vascaíno, horas antes da partida que pode levar a equipe de São Januário à glória da salvação ou ao inferno de mais uma temporada na Segundona.

O empresário Geraldo Ribeiro, diretor e fundador da Tape Publicidade, é vascaíno desde criança e não escondeu a tensão com a proximidade do duelo decisivo. “Estou apreensivo, mas com esperança. Como dizem eles lá em São Januário: o sentimento não pode parar. É difícil, mas não impossível. Então sigo acreditando”, disse o fã do Vasco, que passou seu amor pelo clube aos filhos e netos.

Geraldo confessou que está se apegando a fé para ajudar o Vasco a se manter na elite do Brasileirão e conta até com as orações da esposa - torcedora da Portuguesa – nos pedidos aos santos. “Toda a família Ribeiro é Vasco. Todos torcem pelo Vasco, até minha esposa Marília, que torce para a Portuguesa, ajuda na torcida. Estamos nos apegando a todos os santos. Principalmente a Santo Antônio de Lisboa, que é de Portugal, que tem tudo a ver, já que o Vasco é de origem portuguesa”, salientou.

Alimentando a paixão pelo Vasco desde a infância, o empresário lembra que começou a acompanhar pelas transmissões de rádio, os anos 1960, quando ainda era apena mais um garoto pelas ruas de Manaus. “Isso (apaixonado pelo Vasco) vem da infância quando comecei a ouvir pelo os jogos do Vasco no rádio nos anos 60, no bairro da Boa Sorte, na Matinha. A gente ouvia o campeonato carioca, em 1958. Eu tinha jogo de botão, que era feito com caroço de tucumã. Até meu time de botão já era Vasco”, recordou.

Proprietário de umas das principais agências de publicidade, Geraldo Ribeiro afirmou que fará a concentração para o jogo do Vasco em casa, com a família, mas atento aos demais resultados que podem ajudar o Cruz-Maltino a alcançar a “salvação”. “A concentração é em casa. Vou ficar atento. O pessoal vai informar os resultados dos jogos simultaneamente. Então é esperar e ver no que vai dar”, explicou o empresário.

Vascaíno de carteirinha

Para o Dr. Francisco Marinho, um dos maiores oftalmologista do Estado e vascaíno de coração, o amor pelo Vasco vai continuar, seja na primeira ou na segunda divisão do Brasileiro. “O sentimento não pode parar. Tem que ir até o fim, se for pra segunda divisão, vai. Mas vou continuar sendo Vasco”, disse o médico, que é um esportista fervoroso e, literalmente, um torcedor do Vasco de carteirinha.

“O meu pai me deu um titulo de sócio benemérito do Vasco quando ainda era criança. Até hoje tenho essa carteira. Trabalhei 17 anos no rádio e sempre disse que era Vasco. Sempre falei isso e nunca escondi de ninguém”, disse o médico nascido em Portugal, mas que veio muito cedo para o Brasil. Com o apoio dos filhos e até do neto sãopaulino, Dr. Marinho confessou que prefere se “esconder” nos dias de jogos decisivos e vai torcer em casa na companhia da família.

“Vou assistir em casa. Eu, minha filha e meu neto, que torce pro São Paulo, mas que vai ajudar na torcida pro Vasco. A gente até está se escondendo ultimamente. A vitória contra o Santos deu uma sobrevida ao time, mas ainda assim o time pode cair na última rodada”, salientou o médico e narrador esportivo.

Profundo conhecedor de futebol, Dr. Marinho analisou a campanha vascaína no Brasileirão e acha complicado o Vasco fugir da degola. “No primeiro turno teve uma série de fatores que influíram na má campanha: mudança de técnico, os juízes, que complicaram o Vasco muitas vezes, perder jogos que não podia. Já no 2º turno foi melhor, o Jorginho arrumou o time. Teve a contratação do Nenê, que ajudou bastante o time. Está muito complicado, mas é isso: primeiro torcer pelo Vasco e depois esperar os outros resultados”, avaliou.

Torcedor sim, fanático não

O ex-deputado Marcelo Ramos é mais cético nas opiniões sobre o clube de coração. O vascaíno que costumava assistir aos jogos na sede das torcidas organizadas deu lugar ao torcedor mais contido, que se limita a torcer de longe. Ramos confessa que torce para que o Cruz-Maltino consiga permanecer da Série A, mas que não sofrerá como antes pela queda.

“Eu torço para que não caia. Mas te confesso que não é o fim do mundo (rebaixamento). Torço porque é um time que tem uma história muito bonita no futebol brasileiro, que fique na primeira Divisão Nacional. Mas já torci muito mais do que já torci hoje. Hoje eu quero mais é que uma equipe do Amazonas suba de divisão”, explicou o político, que se diz assustado com o futebol atual.

“Eu reunia a família, fazia festa. Já fui assistir jogo em organizada. Hoje apenas torço e me divirto. Mas hoje tem toda essa insanidade nas torcidas. Tem nego que quer brigar por causa disso. Existe toda uma intolerância, insanidade, de nego brigar por causa disso, intolerância”, comentou o ex-parlamentar, que lembrou como começou a paixão pelo Vasco.

“Eu gostava muito de dois goleiros, o Mazaropi e o Leão. Então eu tinha essa simpatia por eles e ambos jogaram no Vasco. O Leão ainda jogou no Palmeiras e no Grêmio, por isso a torcida. Meu pai também era vascaíno e ajudou um pouco na minha escolha”, comentou Ramos, salientando que o Gigante da Colina tem de vencer seu confronto no Couto Pereira para seguir sonhando.

“Mas tem o jogo com o Coritiba. Se não ganhar não vai adiantar nada. O Vasco tem primeiro de fazer a parte dele, depois pensar nos outros jogos”, concluiu Marcelo Ramos.



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