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Esportes
Jogo Espanha x Nigéria

Espanha mostra eficiência e vence time da Nigéria

Espanha joga para o gasto, elimina a Nigéria e tem um reencontro com a Itália nas semifinais 24/06/2013 às 11:07
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Alba foi o destaque da Espanha contra Nigéria ao marcar dois gols
Paulo Ricardo Oliveira Fortaleza

A seleção da Espanha vai mostrando a sua cara na Copa das Confederações na medida em que se aproximam os jogos decisivos. Os comandados de Vicente Del Bosque saíram-se vitoriosos contra a Nigéria, no domingo(23), na Arena Castelão, em Fortaleza, por 3 a 0, e enfrentam a Itália na semifinal.

A partida teve público de mais de 50 mil pessoas, a maioria nitidamente torcendo pelos nigerianos. Mas não adiantou nada. A Fúria foi mais eficiente no quesito finalização. Jordi Alba fez dois gols, um logo aos três minutos do primeiro tempo e outro aos 43 da etapa final. Fernando Torres também fez o dele, deixando a atual campeã do mundo na primeira colocação do grupo B das Confederações.


O resultado criou uma expectativa de favoritismo em torno dos espanhóis, que adotaram uma postura “pé no chão” ao se referirem aos próximos adversários na semifinal. “Penso que temos que melhorar no posicionamento. Encontramos dificuldade contra a Nigéria. Não podemos ainda falar sobre o Brasil. A Itália é nossa próxima adversária. É uma equipe forte. Será um jogo difícil”, disse Iniesta, um tanto “escorregadio” com a imprensa brasileira na zona mista.

Quem falou um pouco mais, mas também disse pouco sobre a possibilidade de cruzar com o Brasil numa possível final no Maracanã, foi o técnico Vicente del Bosque. “Não penso em Brasil agora. Até porque pode ser o Uruguai na final. Penso agora na Itália, que tem jogadores de muita qualidade, como o Pirlo, e também de grande força física e perigoso no ataque, a exemplo do Balotelli”, declarou.

Del Bosque admitiu um clima de revanche no ar no duelo com os italianos na semifinal do torneio da Fifa, que antecede a Copa do Mundo de 2014. Na decisão da Eurocopa de 2012, a Fúria castigou a Squadra Azurra com uma goleada por 4 a 0. “Nosso desafio é chegar à final (da Copa das Confederações). Para a Itália, da mesma forma. Mas a partida decisiva da Eurocopa (2012) ainda está fresca na memória, o que cria uma expectativa de revanche”, admitiu.


Camisa 10 da Espanha, o meia-atacante Fabregas teve uma atuação apagada na partida em razão de um fadiga e cansaço muscular dos outros jogos, conforme a comissão técnica espanhola. O destaque ficou mesmo para o lateral-esquerdo Jordi Alba, que ganhou o troféu da Fifa de melhor jogador em campo.  “Tivemos a felicidade de fazer um gol logo no início, mas ainda assim a Nigéria nos causou problemas, tanto na primeira quanto na segunda etapa. Eu, como jogador mais de defesa, fico feliz de sairmos de campo sem sofrer gols”, ponderou Alba, que fez a festa com dribles diante de quatro defensores nigerianos antes de fazer o primeiro gol.

Vitória do ritmo


Aos nigerianos, restou o alento de ter caído na simpatia do brasileiro. Ao final da partida, a seleção da Nigéria reuniu-se em campo e foi agradecer o apoio. Em campo, o selecionado do país africano demonstrou vontade, um futebol alegre, ofensivo, mas não teve competência para finalizar bem as chances de gol. E foram muitas. Ahmed Musa, da linha de frente, perdeu um gol cara a cara com o goleiro Victor Valdes. Embora tenha se demostrado um pouco afoita também na questão tática, a equipe nigeriana volta e meia oferecia perigo à defesa da Fúria, com chutes de fora da área e jogadas de ataque de bola cruzada. O trunfo da Espanha, segundo o treinador, foi ter conseguido a inteligência tática de dosar os momentos de agredir o adversário e os de manter o jogo controlado no meio de campo. “É importante saber equilibrar os momentos de aceleração e de mais controle de bola. Não é possível jogar no calor por 90 minutos no mesmo ritmo. E foi bom ver que a equipe soube dar os tempos certos”, comentou Del Bosque.

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