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Especial Copa do Mundo, um ano depois: Sem o monotrilho, o jeito de Manaus foi improvisar

Para salvar a mobilidade na Copa, Manaus ressuscitou o ‘Expresso’. Solução provisória virou definitiva 12/06/2015 às 17:13
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Plataformas foram reformadas
Camila Leonel, Denir Simplício e Leanderson Lima Manaus (AM)

Foi na época do Brasil Império que surgiu a famosa expressão “Para inglês ver”. O livro “A língua nacional” do filólogo João Ribeiro conta que nos tempos da coroa o governo brasileiro sofria pressões do império britânico para combater o tráfico de escravos africanos. Para ficar “bem na foto”, o governo tomava algumas medidas que pouco ou nada mudava a realidade o tráfico negreiro. Daí expressão: “para inglês ver”.

Sem monotrilho e sem o BRT, Manaus teve que dar um “jeitinho” para tentar melhorar o transporte dos turistas durante a Copa do Mundo. A saída foi reformar as plataformas de ônibus criadas para receber o sistema “Expresso” - um corredor exclusivo de ônibus -, instalado no ano de 2002 e que na prática jamais chegou a funcionar em sua totalidade, mas, restaurado, teve sua serventia durante a Copa. Tantos que os ingleses, que vieram para Manaus assistir à primeira partida de sua seleção, contra a Itália, na Arena da Amazônia, não reclamaram.

Durante a Copa. O plano de operações da Prefeitura de Manaus consistiu no treinamento de agentes com controle de tráfego. À época, o superintendente da SMTU, Pedro Carvalho, afirmou que disponibilizaria ônibus extras e exclusivos para os dias de jogos na Arena da Amazônia, Zona Centro-Sul de Manaus, e para a Ponta Negra, Zona Oeste, onde foi montado o Fifa Fan Fest – e onde foram instalados telões e aconteciam shows.


O problema é que, depois da Copa, com a implantação da “Faixa Azul”, o corredor exclusivo de ônibus ainda enfrenta problemas porque a maioria dos coletivos não possuem portas de entrada no lado esquerdo, o que dificulta o acesso dos passageiros que ficam nas plataformas.
O que falta No ano de 2013, as plataformas do antigo sistema Expresso, implantado durante a gestão do prefeito Alfredo Nascimento, no ano de 2002, começaram a ser reformadas para servir de solução provisória para o plano de mobilidade urbana para a Copa. O sistema de BRS (Bus Rapid Sistem) utilizaria as plataformas do Expresso e uma faixa exclusiva para o trânsito dos coletivos.

No final de 2014, porém, o que era para ser uma solução provisória, tornou-se o plano de mobilidade para Manaus. O BRS é um sistema de faixa exclusiva para grandes ônibus articulado. O prefeito Artur Neto chegou a externar preferência pelo Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Mas a escolha pelo BRT aconteceu depois de Artur ter conhecido o sistema utilizado no Rio de Janeiro. A discussão se deu cinco meses após a Copa do Mundo.

A “Faixa Azul”, contudo, foi implantada desde fevereiro 2014, na Avenida Constantino Nery, e se estende por seis quilômetros ao longo da avenida. A fiscalização da “Faixa”, que limitava apenas a circulação de ônibus e táxis ocupados na faixa, começou em fevereiro deste ano. Carros de passeio que trafegassem no local seriam multados. No dia, três de março, foi a vez da Avenida Mário Ypiranga, Zona Centro-Sul, receber a “Faixa Azul”.

O sistema, no entanto, desde que foi implantada, foi alvo de polêmicas. A primeira delas foi o fato de nem todas as linhas de ônibus que circulam na Constatino Nery serem adaptadas do lado esquerdo. Isso fazia com que, em determinados momentos, os ônibus ocupasem as três faixas da avenida.

A solução da faixa exclusiva diminuiu o tempo de viagem dos usuários do transporte que se deslocam das Zonas Norte e Leste para o centro da cidade, porém, não resolveu o problema do congestionamentos nos horários de pico na Constatino Nery.

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