Sábado, 18 de Janeiro de 2020
Craque

Especial do CRAQUE: Com limitações orçamentárias, mas sem limitação de vontade

Com um elenco modesto, Rio Negro tem como primeiro desafio se manter na elite do futebol Amazonas



1.jpg Elenco do Rio Negro treina firme para o primeiro RioNal da Arena da Amazônia.
16/02/2015 às 18:16

Ao contrário dos outros nove times que vão disputar o Estadual, a diretoria do Atlético Rio Negro Clube procurou não dar um passo maior que a perna devido à falta de recursos financeiros. A política do bom e barato fez o clube aderir - por obrigação - ao uso de jogadores da base e outros que não foram utilizados pelos clubes no Amazonense 2015.

Com a conta no vermelho, o Rio Negro conseguiu manter o treinador vice-campeão do ‘Barezão’ Série B do ano passado, Sérgio Duarte, mas boa parte do elenco vice-campeão retornou para o clube de origem, já que o Galo utilizou jogadores emprestados até mesmo do arquirrival Nacional, que cedeu mais de quatro jogadores.No retorno à elite do futebol amazonense pela terceira vez, o Rio Negro quer ‘manter a pegada’ e de maneira alguma passa pela cabeça dos dirigentes repetirem o feito dos últimos anos, na qual o torcedor Barriga Preta não aguenta mais ser rebaixado.



Para que isso não aconteça, o porto seguro do torcedor e de todos no clube é o técnico Sérgio Duarte. Com perfil de comandante sisudo, Duarte vai para a batalha com crédito de treinador experiente, em que já conseguiu de maneira surpreendente levar o América ao acesso dentro de campo à Série C do Brasileiro em 2009, que depois foi anulado pela justiça desportiva por ter usado um jogador irregular.Mas desta vez a missão do comandante rionegrino é mais complexa.

Com poucos jogadores experientes, o Galo vai ser o time com média de idade mais baixa do campeonato e com jogadores que estão se profissionalizando pela primeira vez.O primeiro teste de fogo para os jogadores e torcedores Rionegrinos vai ser o Rio-Nal, dentro da Arena da Amazônia. O clássico que esfriou devido à ausência na primeira divisão tem a promessa de ser reaceso, agora dentro do moderno estádio da Copa.

Dentro de campo poderá ser de igual para igual, mas fora dele o Nacional já dá uma goleada. A folha de R$ 300 mil reais por mês já é um fator desigual se comparada com a do Rio Negro, que gira em torno de R$ 30 mil. Pela primeira vez o clássico Rio-Nal poderá ser chamado de clássico dos milhões. Guardadas as devidas proporções será o time dos “milhões” com os dos “tostões”.E que vença o melhor. Este ano o campeonato é longo, cinco meses, e quem sabe com um ‘gás’ de gente nova o tão falado Rio Negro possa surpreender os rivais, apague o passado sombrio e volte a ter a tradição de ser uma das forças do futebol amazonense. 

O comandante

Com experiência e acesso no Brasileiro, Sérgio Duarte vai comandar o Rio Negro com uma responsabilidade imensa. Acostumado a ter bons resultados, o treinador vai ter um desafio de comandar a garotada na primeira divisão do Amazonense. Sérgio Duarte Técnico 



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