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‘Esporte limpo’: Wada cobra criação de tribunal antidoping no Brasil para a Rio 2016

A Agência Mundial Antidoping pediu em carta ao ministro George Hilton, do Ministério dos Esportes, que fosse criado um tribunal independente para jugar casos de doping para os Jogos Olímpicos no País, em agosto   02/03/2016 às 11:18
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David Howman, diretor-geral da Wada, pediu por tribunal antidopagem na Rio 2016.
Reuters São Paulo (SP)

O diretor-geral da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), David Howman, enviou uma carta ao ministro brasileiro do Esporte, George Hilton, cobrando a criação de um tribunal independente para casos de doping a tempo dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.

O país precisa aprovar até 18 de março a criação de um tribunal independente para julgar casos de doping no esporte, separado das atuais instâncias da Justiça desportiva, sob pena de ser descredenciado pela Wada. O governo federal estuda caminhos para alterar nos próximos dias a legislação desportiva.

"A criação desse tribunal é um passo significante e importante para o esporte limpo no Brasil, e a sua existência não pode ser comprometida", disse Howman na carta, divulgada pelo Ministério do Esporte nesta terça-feira.

No fim do ano passado, o Brasil foi incluído na lista de países com pendências que vão perder o credenciamento do Wada caso não regularizarem as questões até a próxima reunião do órgão internacional, em março.

O descumprimento dessas regras resultará na suspensão do credenciamento do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), que ficará impossibilitado de realizar testes de doping durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos da Rio 2016.

Caso o Brasil não tenha o direito de realizar exames antidoping, eles deverão ser feitos em outro país, como ocorreu na Copa do Mundo de 2014, quando os testes foram realizados em Lausanne, na Suíça.


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