Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019
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Evento Aldo Kick Championship reúne muitos talentos em Manaus

A disputa, que ocorreu na noite do último sábado, simultaneamente ao card preliminar do UFC 194, que foi exibido em um telão para o público, contou com quatro lutas



1.jpg Aldo Kick Championship revela talentos em Manaus
13/12/2015 às 20:51

José Aldo perdeu o cinturão dos penas na luta contra Conor McGregor. Mas seus dez anos invictos no mundo da luta, assim como seu reinado entre os pesos pena do UFC, interrompido no último sábado, mostram o quanto o estado do Amazonas representa para o mundo das Artes Marciais Mistas.

E para provar que de onde vem José Aldo, também vêm muitos outros talentos do esporte, o primeiro mestre do famoso lutador amazonense, Márcio Pontes, organizou um evento na MPB Nova União que revelou nomes que futuramente podem constar nos card principais de grandes eventos de MMA.



O Aldo Kick Championship, que ocorreu na noite do último sábado, simultaneamente ao card preliminar do UFC 194, que foi exibido em um telão para o público, contou com quatro lutas, sendo que três delas opunham lutadores que jamais haviam feito uma luta, ainda que amadora, em evento oficial de MMA.

Destaque para a presença do lutador do UFC, Dyleno Lopes, que conquistou a vaga na organização após a participação com excelência no reality show de MMA TUF Brasil, mas que ainda deve fazer sua primeira luta pela organização. O lutador falou da importância de eventos como o ocorrido sábado.

“Eu tiro por mim, eu comecei em eventos locais de Manaus, eventos pequenos, e aí fui buscando, acreditando mais, e é o que esses novos talentos estão fazendo”, diz ele, que treina na academia MP Nova União e se disse ansioso para a estreia no UFC. “Em Janeiro estou partindo pro Rio de Janeiro e acho que em fevereiro já tenho luta marcada”, informou.

Nas estreias de Felipe Moreira (Equipe Alessandro Lima) e Artur “Ceará” Castro (MP Nova União), pela categoria peso mosca, deu Felipe, que finalizou o adversário num mata-leão no segundo round na luta que abriu a noite na academia MP Nova União, no Alvorada, celeiro de lutadores manauaras.

Na segunda luta da noite, embate épico entre Jéssica Luana (Equipe Alfa) e Flora “Pitbull” (Equipe Adriano Balbi) pelo peso palha. Após três rounds de disputa acirrada, Jéssica ficou com a vitória em decisão dividida dos juízes, para a alegria da torcida da jovem promessa do MMA, que trouxe mãe e (ver vinculada).

Na categoria meio médio, o bicho pegou entre Wellington “Mão de Pedra” Lopes (Garagem JJ) e Matheus Rocha (Adriano Balbi0), cujos respectivos apelido e sobrenome nomes justificam a intenso combate visto na noite desse sábado. Quase no final do segundo round, Wellington, que já vinha melhor na luta, finalizou Matheus com uma guilhotina.

Na última luta da noite, pelos leves, Ivan Melo e Adenilson “Mata-frango”  travaram combate interessante. Ivan dominou todo o primeiro round, mas sofreu no segundo e, exausto, não aguentou voltar para o terceiro round, perdendo por nocaute técnico na única luta entre atletas que já haviam competido anteriormente.

Para o organizador do evento, Márcio Pontes, o Aldo Kick é uma espécie de terreno fértil para se plantar as sementes do talento de futuros lutadores do Amazonas. “Nossa ideia é essa, é tentar ser a semente na história de alguém. A gente quer semear isso, germinar algo e os professores de suas respectivas academias fazem o trabalho de lapidação, mas o importante é ter um pontapé inicial”, declarou.

Luta feminina
Mãe de Felipe, de dois anos, e jovem de sorriso bonito e jeito simpático, Jéssica Luana se transformou completamente quando entrou no octógono, em sua estreia em eventos de MMA, contra a Flora “Pitbull”, com quem promoveu o combate mais disputado da noite no Aldo Kick.

Já com o sorriso de volta ao rosto após a vitória, conversou com a reportagem e falou do sonho de ser lutadora, sonho este que começou a ganhar corpo na luta deste sábado.

“Gostei muito, foi minha primeira vez, e acho que fui bem”, disse ela. “Tenho um sonho muito grande, de ser lutadora e representar o Amazonas e a equipe Alfa”, disse ela, que estava acompanhada de amigos e da mãe, Ana, que viu, quase que para seu desespero, a filha entrar num octógono pela primeira vez.

“Eu nunca tinha visto nem ela treinando. Mas olha assim, a gente vê que tem técnica, profissionalismo. São várias lutas misturadas né?”, diz Ana, que foi jogadora de vôlei e hoje faz questão de incentivar a filha num esporte totalmente diferente do que praticou. “Eu gostei, sabe. Um pouco nervosa porque é minha filha né? Mulher num esporte desses, tem que ter coração forte pra aguentar. Mas eu, como mãe, acredito (no sonho da filha). Tenho que incentivar. O esporte está crescendo, e ainda mais com lutadores amazonenses aparecendo e dando exemplo. Eu faço meus filhos acreditarem. Se tem um sonho, uma vocação, eu tenho que ser  primeira  incentivar”, disse a mãe-coruja.



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