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Esportes
O 'presida'

Ex-atacante do Paysandu é presidente de cinco times no Peladão Brahma 2016

Erasmo Parintins é o "governante" do Sampdoria FC, que disputa três categorias nesta edição deste ano; montrando comando, o presida já superou até impeachment pra se manter no cargo 30/09/2016 às 09:00 - Atualizado em 30/09/2016 às 13:59
Show papa
Com três times na categoria Principal, uma na Master e outra no Peladinho, Erasmo Parintins jamais perdeu um pleito no clube (Foto: Antônio Lima)
Denir Simplício Manaus (AM)

Mais que um mero dirigente de clube de futebol, Erasmo Parintins Pinto, 45 anos, é praticamente um governante para seus atletas e comissões técnicas espalhadas pelas suas cinco equipes inscritas no  Peladão Brahma 2016.

Na presidência do Sampdoria desde sua fundação há quase 24 anos, o ex-atacante do Paysandu nos anos 1980, comanda com pulso firme e sem crises três times na categoria principal (Sampdoria FC, Unidos do Sampdoria e Real Sampdoria), uma na Master (Sampdoria Master) e outra no Peladinho (Sampdoria Júnior). São mais de 250 pessoas que formam uma espécie de república comandada pelo “Presida Erasmo”.

Paraense de nascimento, mas radicado no Amazonas desde 1991, Erasmo Parintins lembra como surgiu o nome Sampdoria. “Tenho um filho chamado Jean que sempre gostou de times de fora... Barcelona, Napoli. E um dia nós estávamos querendo colocar um time no Peladão. Assim ele veio e me disse que queria que o nome fosse Sampdoria por ser torcedor fanático desse time na Itália”, recorda o presidente que inscreveu a equipe para o Peladão de 1992.

Com eleições de cinco em cinco anos para a presidência do clube, Erasmo jamais perdeu um pleito. “Temos eleição, mas todas as vezes a gente ganha, né? Porque deixar o time na mão de outro é complicado”, revelou o presida. Questionado se já havia sofrido algum “processo de impeachment”, Erasmo confessou que sim, mas deu um jeito de se manter no cargo.

“Já tentaram sim! Em 2009 nós reunimos um pessoal e algumas pessoas dentro do clube queriam me tirar da presidência. O que fiz foi trancar todos os equipamentos e materiais numa sala e disse que se eles quisessem arrumar outro presidente que podiam usar o nome do clube, mas avisei que todo o material do Sampdoria iria ficar comigo. Daí os caras desistiram na mesma hora e a gente continuou”, conta o “governante” que também despachante de notas fiscais.

Mas Erasmo não mantém sua “base governista” apenas no futebol. O presidente também comanda projeto social no bairro Cidade Nova, base do clube. “Temos um projeto social e ajudamos cerca de 300 crianças. A gente não pensa somente no futebol, mas no que tem ao redor dele e com esse projeto do Sampdoria nós procuramos ajudar nossa comunidade da melhor forma possível”, pronunciou o presidente.

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