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Esportes
Inigualável

Ex-atleta amazonense Lyndon Jonhson agora busca almas para Cristo

O esportista, que participou das Olimpíadas de Seul, em 1988, corre atualmente em outro tipo de ‘pista’. Desde 2010, ele exerce a função de bispo no Ministério Apostólico Restituição do Poder de Deus (MARPD) 10/06/2016 às 12:22 - Atualizado em 10/06/2016 às 12:29
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Lyndon Jonhson virou bispo e comanda cultos semanalmente no Ministério Apostólico Restituição do Poder de Deus, no São Lázaro, há seis anos. Ele também é psicólogo. Fotos: Antônio Lima
Dani Brito Manaus (AM)

Foram dez anos dedicados exclusivamente ao esporte, com direito a uma Olimpíada no currículo e a marca de 13s65, que lhe rendeu o recorde sul-americano nos 100 metros com barreiras. Mas, diante das dificuldades financeiras e da falta de incentivo, o amazonense Lyndon Jonhson Campos resolveu interromper a carreira em 1991, trocando as pistas de atletismo pelos estudos.

Lyndon começou a fazer faculdade e se formou em economia e psicologia. Mas, há seis anos, ele recebeu um chamado de Deus e resolveu utilizar seus conhecimentos para ganhar outro tipo de “medalhas de ouro”.

Desde 2010, ele exerce a função de bispo no Ministério Apostólico Restituição do Poder de Deus (MARPD), localizado no bairro de São Lázaro, zona Sul de Manaus. Além de trabalhos administrativos, Jonhson ministra cultos e pregações para os frequentadores do Ministério. O ex-atleta ainda oferece assistência psicológica no local. “Continuo a correr atrás de medalhas. Porém, agora, as vitórias que eu anseio são a da salvação e a de trazer vidas para Jesus”, revelou.

Hoje, aos 50 anos, ele é casado e tem dois filhos. Na igreja Lyndon e a esposa (que também é bispa no local) trabalham juntos com a finalidade de levar a palavra de Deus para as pessoas. “Estamos todos juntos correndo em busca da salvação eterna”, ressaltou o ex-atleta.

Johnson começou no atletismo aos 14 anos, em meio a jogos estudantis que eram realizados aqui e fora do Estado. Ele treinava na pista de barro da então Universidade do Amazonas (UA), que hoje se tornou Ufam. “Os treinos eram bem difíceis, porém a minha vontade de fazer o esporte era tão grande que nem percebia essas dificuldades”, lembrou o ex-atleta.

Participação em Seul

Lyndon Johnson conseguiu feitos até então inéditos para atletas amazonenses. Alguns deles, inclusive, não foram igualados até hoje. Além do recorde sul-americano, ele conquistou uma vaga nas Olimpíadas de Seul, em 1988.

A experiência olímpica, no entanto, foi atrapalhada por uma distensão muscular durante os Jogos. Assim, Lyndon parou de competir na terceira bateria das provas em Seul. “Consegui ir para as Olimpíadas graças ao esforço que fiz durante treinos e competições para atingir o índice exigido para o evento. Quando cheguei lá já estava cansado e acabei tendo uma fadiga muscular”, revelou. Após morar alguns anos em São Paulo e ganhar vários campeonatos nacionais e internacionais, em 1991 Lyndon resolveu voltar para Manaus. Como não encontrou o apoio necessário, encerrou a carreira. “Parei por não ser valorizado, por não conseguir mais treinar por conta própria. Queria muito ter participado das Olimpíadas de 92, mas infelizmente não deu”, ressaltou o ex-atleta que mesmo com as decepções que teve no esporte, lembro com carinho da época em que competia.

Gratidão ao atletismo

Lyndon foi homenageado no mês passado, quando os anéis olímpicos foram instalados na Arena. “Graças ao esporte, conheci o mundo”.

Aconselhamento

Lyndon comanda os cultos de terça no Ministério, que é voltado para homens. Temas como família e amor ao próximo são abordados.

De Coari para o mundo

Jonhson disputou competições importantes, como o Pan Americano de Indianápolis, em 87 e as Olimpíadas de Seul, em 1988.

13s65

Foi o tempo estabelecido por Lyndon, que lhe deu o recorde sul-americano. Após Seul, o atletismo amazonense só conseguiu chegar de novo a uma Olimpíada em 2008, com Sandro Viana.

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