Sábado, 17 de Agosto de 2019
FUTEBOL

Ex-jogador do Brusque, amazonense Weverton prevê o que 'Gavião do Norte' enfrentará

Apesar de ter passado menos de cinco meses na equipe do Brusque, Weverton sabe muito bem o que espera pelo Manaus FC nesta final



WhatsApp_Image_2019-08-09_at_22.03.17_8D8CB806-07C4-4110-898B-A7AC9E06E24E.jpeg Foto: Divulgação/Brusque
11/08/2019 às 13:03

Neste domingo (11), a partir das 15h (horário local), o futebol amazonense inicia a batalha pra escrever o capítulo mais glorioso de sua atual história. Na cidade de Brusque, em Santa Catarina, o Manaus encara o time da casa no jogo de ida das finais do Brasileirão da Série D. E o CRAQUE foi atrás de um amazonense que conhece como poucos as “trincheiras inimigas”. O atacante Weverton  Nunes Coelho, 26, atuou no time catarinense no primeiro semestre e sabe muito bem o que Gavião do Norte terá pela frente na decisão.

“O que posso adiantar é que o fator casa do Brusque é muito forte, até porque o campo não é dos melhores e acho que é isso que prejudica bastante as equipes que vão jogar lá. Os jogadores do Brusque já estão  adaptados ao gramado, e a torcida ajuda bastante, é uma torcida bastante apaixonada e a cidade inteira abraçou o Brusque”, comentou Weverton, que atuou em nove jogos com a camisa do Brusque e marcou um gol.

Mesmo tendo boas atuações no time catarinense, Weverton deixou o Brusque antes mesmo do início da Série D. Com propostas de clubes da Séries B e C, o atacante acabou tendo de se contentar em defender o Sergipe, também na Série D. “Infelizmente, as propostas acabaram não se concretizando e já era tarde quando tentei voltar pro Brusque, não deu tempo. Mas é vida que segue, me arrependi por um lado, mas por outro foi bom, serviu de aprendizado”, disse o jogador amazonense alertando, principalmente, para o gramado do estádio Augusto Bauer, que não é dos melhores. Vale lembrar que a casa do “Bruscão” (apelido do Brusque) tem capacidade para apenas cinco mil torcedores. 

“O Manaus vai enfrentar bastante dificuldades com o gramado porque, querendo ou não, o Manaus só joga em campo bom aqui em Manaus. Tem a Arena, a Colina, o Zamith, e isso favorece um pouco. Acho que a pressão da torcida vai ser bastante pesada, mesmo porque os caras são muito fanáticos lá”, lembrou o atacante apontando que a equipe  do técnico Welington Fajardo terá pela frente o duelo mais complicado da Série D até agora.

“O time do Manaus vai ter de ter bastante cautela e saber a hora certa de atacar porque o Brusque dentro de casa é muito forte.  Os jogadores de lá são bem experientes e acho que vai ser o jogo mais difícil pro Manaus nessa Série D”, disse.

Time 'casca dura'

Antes de chegar no Brusque, no final de 2018, Weverton teve passagem brilhante pelo Cuiabá-MT, no primeiro semestre do ano passado. Com a camisa do time matogrossense, o atacante baré foi tão bem que foi eleito o jogador do campeonato. 

Quando chegou no Brusque, encontrou um time já montado e experiente, como ele mesmo recorda. “É um elenco bastante qualificado, tem o zagueiro (Cleyton) e o goleiro (Zé Carlos) que estão há bastante tempo no clube, enfim, eles mantiveram uma base há três ou quatro anos e acho que isso é fundamental pra uma equipe. É por isso que chegou na final, fez por merecer”, analisou Weverton apontando os atletas do Brusque que o Gavião terá de redobrar a atenção se quiser sair de Santa Catarina com um bom resultado.

“Conheço praticamente 90% do time. Os zagueiros, goleiro, laterais, o meio campo, volantes... mas acho que quem pode desequilibrar esse jogo é o Jeffeson Renan, um atacante de beirada, e o centro avante (Júnio Pirambu) que é o homem gol, né? Esses dois jogadores são peças fundamentais, além dos dois laterais, que são bem agudos, cruzam bem, chegam bem no fundo”, relatou.

De férias em Manaus, Weverton chegou a ser sondado por Nacional e Fast Clube para a disputa da Copa Verde, mas o atacante declinou das propostas. O amazonense, que fez muitos amigos em Brusque, disse que torce pelo sucesso dos ex-companheiros, mas que nesta decisão, a torcida será pelo time de sua terra natal.

“Vou torcer para que as equipes façam um excelente jogo, mas sou amazonense, sou manauara e vou torcer pelo Manaus. Mas, é óbvio que vou torcer pros meus ex-companheiros fazerem uma boa partida também”, concluiu.

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